25 de maio de 2013 às 0:21
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Cartinha de Natal para Passos e Gaspar

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

Caríssimos, continuo a ter consideração por V. Exas. Aceitar governar Portugal no pós-Sócrates foi mais ou menos como aceitar treinar o Benfica no pós-Artur Jorge. Só isto chegava para que V. Exas. merecessem uma dose apreciável de respeito. E, para mal dos pecados de muita gente, este respeito aumenta quando percebemos uma coisa que ainda é um segredo lesa-pátria: o memorando começa a dar resultados . As exportações continuam a subir e as importações começaram a descer ; a notícia não teve o impacto merecido, mas Portugal está mesmo a caminho de um excedente comercial. Há um ano, quem é que acreditaria em semelhante coisa? O maior dos nossos males - o défice externo - está a ser eliminado a uma velocidade fittipaldesca. A estrutura do edifício, a começar no bem-estar social da população, depende deste equilíbrio externo. Em paralelo, a poupança dos portugueses continua a subir, ou seja, temos mais um elemento para o combate à dependência do crédito externo.

Portanto, no meio do ruído justo e injusto que é feito em redor do governo, uma coisa é certa: V. Exas. podem dizer que Portugal está a fazer o seu ajustamento a uma velocidade inesperada. Se continuar assim, Portugal será mesmo um caso de sucesso. O que é espantoso é que V. Exas. não conseguem colocar este sucesso na agenda. Esta trajectória positiva de Portugal tem mais eco na imprensa internacional do que na imprensa portuguesa . É só má vontade dos jornalistas, ou V. Exas. têm uma péssima política de comunicação? Bom, com ou sem comunicação, os meus caros amigos têm hoje condições para renegociar com a troika. Não, não se trata de pedir mais tempo ou mais dinheiro.

Os meus caros amigos devem, isso sim, exigir um regime mais flexível sobre os limites do défice. Esses limites são um meio, e não o fim. Como já vimos, o fim está a ser alcançado: a tal mudança de vida da sociedade portuguesa. Os 4,5% em 2012 são apenas a cenoura, tal como os 3% em 2013. Ora, se o objectivo está a ser alcançado (com muita dor e suor ), V. Exas. têm o dever de livrar os portugueses de mais impostos extraordinários, que, neste contexto, seriam injustos e desnecessários. Injustos, porque atingiriam os trabalhadores dos sectores privados, os mais afetados pela crise e aqueles que estão a virar a nossa balança comercial. Desnecessários, porque, como já vimos, o objectivo do memorando da troika (equilíbrio exportações/importações; reformas estruturais adiadas durante décadas) está a ser alcançado. O anúncio de mais impostos extraordinários lá pelo Natal seria, portanto, contraproducente. Os meus caros amigos não podem ser mais papistas do que o Papa. E, se o Papa for inflexível, se a troika não sair dos 4,5%, então V. Exas. têm de provar que não são meros técnicos de uma entidade exterior. A sociedade portuguesa, a caminho de um excedente comercial e na redescoberta da poupança, merece um suspiro de alívio neste Natal.  

Comentários 34 Comentar
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Défice é só da nossa conta.
Estando o problema da balança comercial resolvido com as exportações a superarem as importações o problema do défice das contas públicas deixa de ser uma questão da “troika” para ser um problema exclusivamente interno; se o estado está a gastar mais do que as suas receitas o permitem e o financiamento da diferença tem origem interna, o problema é apenas nosso. Tem que ser resolvido para que mais meios financeiros fiquem disponíveis para investimentos no sector privado, mas a “troika” não tem que interferir num assunto que não lhes diz respeito.
Re: Défice é só da nossa conta. Ver comentário
Pequena contribuição para a verdade

Défice externo em 2006: 16.400.000

Défice externo em 2011: 5.450.000

E isto sem uma redução comparável nas importações, o que é fácil, basta aumentar os impostos e não pagar subsídios aos trabalhadores do estado, menos dinheiro, logo menos importações.
Portanto é fácil calcular do onde vem a tendência para o equilíbrio.

Mas se quer continuar a pensar que vem dos pastéis de nata do Álvaro e do Turismo do Portas esteja à vontade.

Não estou a defender o governo passado e a criticar o presente, mas não consigo ver o inferno naquele nem o céu neste.
Talvez seja defeito meu.

Natais
Tem razão Raposo. Por mim, depois de descontar 49 anos, muitos deles sobre 14 meses/ano, tenho-me sentido mais feliz depois de roubado em dois meses. Já as férias foram excelentes e o Natal será uma festa. Parece a história do burro, a quem cortaram a ração e o espanto do dono ; Agora que estava a sair mais barato, é que morreu !!!

Este cronista, se quer elogiar este governo, podia escolher alguns aspectos menos maus (educação,arrendamento, com alguns ministros a quererem acertar.
Vir com a felicidade de ser roubado, de ter menos dinheiro, de fazer mais poupança, com a devida vénia, só com uma pano encharcado........
Re: Natais Ver comentário
Re: Natais Ver comentário
Re: Natais Ver comentário
HR
Vira o disco e toca o mesmo, assim que eles equilibrarem a balança e terem acesso ao crédito ilimitado volta-se a criar novos ricos e futuros pagadores(o povo).
Quando é que o Gaspar mandar pagar o o resto que falta pagar do IRS, é que muita gente ainda não recebeu, fale disso.
HR já ando a ouvir falar desta nova ordem de coisas à 38 anos
Ainda acredita no pai natal?
Que conversa é essa sobre impostos extraordinários, Henrique?

O corte de subsídios para este ano passou no crivo do TC e até levou dinheiro que não devia, as exportações estão a crescer mais do que se esperavam, o que significa que o governo não se pode queixar da envolvente externa, a recessão diz-se que não vai ser tão elevada como previsto no orçamento de estado e os juros no primário e no secundário começam a ficar atraentes (muito também pelo desvio de atenções para outros países).

Portanto, não há razões para não se cumprir os 4.5% mesmo sem receitas extraordinárias. Se isso acontecer, não deveria estar aqui a pedir a São Gasparzinho para não emitir impostos extraordinários, deveria era estar a pedir a São Cavaquinho que despedisse o governo.

O que o devia realmente preocupar, é que para o próximo ano, o governo não pode confiscar unilateralmente parte do salário de quem emprega, que o défice nessa altura tem que ser 3% e que São Gaspar precisa de arranjar quase mil milhões adicionais para descer 2% na TSU. E o que o devia REALMENTE preocupar é que mesmo com todas as suas "boas notícias", não só o pico da nossa dívida foi corrigido para 3% do PIB acima (quase 120%), como só voltaremos aos 80% em 2030!!!! ...de acordo com o FMI.

O plano da Troica não era suposto existir para resolver o problema da nossa dívida? Alguém se esqueceu de dizer que pelo método deles, vamos levar mais de uma década para repor os empréstimos a mais que eles nos fizeram.
À CHAPADA … E AO PONTAPÉ
Esta cena eu assisti … Ao Vivo …

Fui tomar uma bica ao café … em Lisboa … e na televisão estava a dar o debate do Estado da Nação …
Um homem começou a defender o Governo, Passos Coelho, Gaspar, Portas …
E um outro que já tinha mandado umas bocas contra o Governo … dizia que estava Desempregado e que a culpa era deles (Governo) … virou-se para o que defendia o Governo e deu-lhe duas grandes chapadas … e o velhote que estava a tomar um galão … fiado … ainda se levantou e deu-lhe um pontapé … porque já era um homem de alguma idade … senão de certeza que lhe dava 2 ou 3 … pontapés … queixava-se que lhe tinam roubado os subsídios …

E o outro foi embora … arrumado … com duas chapadas e um pontapé …
Queixando-se que eles ( os que lhe deram as chapadas e o pontapé) não percebiam nada de Economia …

E é assim que vai passar a ser … as pessoas sentem-se assaltadas e vão começar a reagir …

Quem defende este Governo … e os próprios governantes … à 1ª oportunidade … Zás …

À Chapada … e ao pontapé …
E é bem feito …

HR
Mamão, papaia ou ababaia é um fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores das espécies do género Carica, especialmente da Carica papaya.
Original do México e países vizinhos é atualmente cultivado em vários países tropicais e não só.Portugal começou a sua safra em meados de 1974 tendo-se produzido em escala controlada, mas após vários resultados e lucros abastados a certas famílias produtoras, hoje atingiu um grau de epidemia sem controlo, tocando em várias áreas da economia, e mais subtilmente e carinhosamente se dá nome aos mamões e sua classificação conforme os resultados.
MAMÃO-VAU, COELHA, VARA, SUCATA, SUBMARINO, COVABEIRÃO-FELGUEIRINHA, QUANTOSSÃO, SÓCRATES, XERNE, etc., ETC.
Só neste país bem pequeno se consegue uma grande variedade demonstrando ao mundo que somos bem grandes no cultivo do MAMÃO.
Re: HR Ver comentário
Re: HR Ver comentário
Resumindo: Raposo a defender o seu Subs. Natal
Quando o corte nos subsídios se aplicava apenas a funcionários públicos, a medida era necessária e positiva, até porque, como se sabe, HR tem uma elevada estima pela função pública.

Agora, que Passos Coelho se lembrou de dizer, na sequência da decisão do Tribunal Constitucional de decretar a inconstitucionalidade do corte nos subsídios de férias e de natal, que a medida poderia ser alargada a todos os trabalhadores, isto é, que, para além da função pública, os trabalhadores do sector privado também poderiam perder os subsídios de férias e de natal, o nosso HR vem pedir um "alívio".

Porque não te "alivias" com os encómios, laudas, glorificações e elogios que teces a este grande governo e às suas políticas neoliberais?

Quem lê os teus textos percebe como os mesmos têm qualquer coisa de "masturbatório". Alivia-te, homem! Alivia-te!
Re: Resumindo: Raposo a defender o seu Subs. Natal Ver comentário
HR ingénuo, ou a fazer de totó !!

"...Aceitar governar Portugal no pós-Sócrates.... Só isto chegava para que V. Exas. merecessem uma dose apreciável de respeito"

Oh Henri, eles quiseram tanto, nem tinham pressa !!!

"...o défice externo - está a ser eliminado a uma velocidade fittipaldesca"

Boa Henri, é de sábio !!
Quantas mais indústrias deslocalizarem para outras paragens, menos Portugal importa de equipamentos, componentes e matérias-primas.

Quanto mais o governo apertar o garrote, menos frigoríficos, máquinas de lavar e até equipamento hospitalar importaremos.

Só há que louvar este Governo !!!!
cartinha-de-natal-para-passos-e-gaspar
Portugal num Cavaco
“Quer emagrecer 25 quilos? Corte uma perna.” Este é o tipo de solução que o governo nos propõe para a economia. Consegue-se a perda de peso, não consta é que o paciente corra muito. Os partidos da troika e os economistas do regime, que nos levaram ao estado actual, explicam-nos candidamente que, embora a gente esteja a tomar as medidas da Grécia, o resultado vai ser, naturalmente, a Suécia. É obviamente impossível reduzir quase 6% o défice público num só ano, aumentar brutalmente os impostos, secar o crédito bancário às empresas, cortar mais de 30% dos salários, subir drasticamente o preço dos transportes, saúde e educação e pretender ficar com uma economia saudável. Quer saber mais veja o Link em baixo.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/portugal-num-cavaco_05.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/portugal-beira-da-catastrofe.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/passos-portugal-no-bom-caminho.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/explicacao-da-crise-em-portugal.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/resgate-portugal-nao-era-necessario.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/d-januario-este-governo-e-corrupto.html
Mas como é possível dizer
tanta MENTIRA em tão poucas palavras ?
Re: Cartinha de Natal para Passos e Gaspar
Raposito, escreva aí num quadro "à la Bart Simpson":

"Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expresso nem lamber as botas ao Governo"..."Não vou escrever mais asneiras no Expre
Curiosidade...
Só gostava de saber quanto é que o Expresso paga a este atrasado mental para escrever estas palermices.
Re: Curiosidade... Ver comentário
Se não houver flexibilização da mertas há cortes .
Se não houver flexibilização da mertas há cortes no privado. A razões são muito simples:

. os famigerados costes nas gorduras do estado estão atrasadas, alguma ecalhadas nos interesses instaldos da máquinas partidárais rosa e laranja. Mesmo qeu sejam feito á pressa eà bruta já não chegam a tempo;

. mesmo que feito em profundidade pura e simplesmente não chegam para os 2 mil milhões.

Por isso das duas uma: ou a Troika alivia as condições ou os privados levam corte! Isto não é política. É Física pura. E não há política nem político, nem troika, nem nada, que consiga contariar a leis da Física!

Há ainda a "solução tabu" que é mandar para casa uns largos milhares de Funcionários Públicos. É assim no Privado, por que é que a receita não se aplica na FP? Ou seja: vamos ver a "brilhante equidade" constitucional a funcionar com os trabalhadores do privado, que podem sempre ser despedidos, a ver a sua austeridade agravada para que uns milhares de FPs não sejam despedidos". Grande equidade sim senhor!

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Se não houver flexibilização das metas há cortes
Se não houver flexibilização das metas há cortes no privado. As razões são muito simples:

. os famigerados cortes nas gorduras do estado estão atrasados, alguns ecalhados nos interesses instalados das máquinas partidárias rosa e laranja. Mesmo que sejam feitos à pressa e à bruta já não chegam a tempo;

. mesmo que fossem feitos em profundidade e a tempo, pura e simplesmente não chegam para os 2 mil milhões.

Por isso das duas uma: ou a Troika alivia as condições ou os privados levam corte! Isto não é política. É Física pura. E não há política nem político, nem troika, nem nada, que consiga contariar a leis da Física!

Há ainda a "solução tabu" que é mandar para casa uns largos milhares de Funcionários Públicos. É assim no Privado, por que é que a receita não se aplica na FP? Ou seja: vamos ver a "brilhante equidade" constitucional a funcionar com os trabalhadores do privado, que podem sempre ser despedidos, a ver a sua austeridade agravada para que uns milhares de FPs não sejam despedidos". Grande equidade sim senhor!
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