24/05/2012 atualizado às 1:52
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Carta de uma professora desesperada

Numa altura em que o ambiente que se vive dentro das escolas está na ordem do dia, pedi a uma amiga que é professora no ensino público há 14 anos para me descrever como é hoje exercer essa profissão.

Ana Areal (sapato nº37) (www. expresso.pt)
9:00 Terça feira, 23 de março de 2010
A vida de saltos altos - Carta de uma professora desesperada

A violência nas escolas, o bullying, o sistema de avaliações, os encarregados de educação insatisfeitos, a pressão do Ministério da Educação, os contratos permanentes e a pressão do país são factores que gravitam à volta da actividade de professor.

Até que ponto, todos estes factores dificultam o trabalho de quem precisa de leccionar?

Partilho convosco esta carta de uma professora, com 38 anos, que lecciona no 2º ciclo de uma escola pública no Alentejo e que apenas me pediu para não colocar o seu nome.

.

"Hoje foi mais um dia de trabalho. Trabalho que vejo cada vez menos reconhecido, sem grandes aspirações de futuro e um monte de papelada para preencher.

Ser professora foi uma escolha que abracei há 14 anos, pois sempre gostei de ensinar, coisa que hoje cada vez menos consigo fazer.

Os alunos, por seu lado, cada vez mais tendem a considerar as aulas uma mera ocupação, talvez devido ao próprio facilitismo que o sistema permite. Nos tempos que correm, o aluno não tem de saber, tem é que transitar de ano. Mesmo que nem saiba distinguir uma linha curva de uma recta. Enfim, o que interessa são as estatísticas na promoção do sucesso educativo.

Depois ainda há os encarregados de educação a apontar muitas vezes o dedo aos professores. Não falo dos que verdadeiramente se interessam e se envolvem na educação dos filhos. Refiro-me aos que, na maioria das vezes, não colocam os pés na escola, nem ao menos se interessam por ir buscar as notas dos seus educandos.

Mas  é claro que tudo o que acontece de errado com os alunos (até mesmo a falta de educação e a falta de respeito) é culpa do professor. Assim como a agressão verbal e física que quem ensina tantas vezes sofre na pele é também culpa do docente.

Veja-se o caso dos alunos agressivos: Não se importam minimamente com o que quer que seja. Estão na escola somente para desestabilizar, sobretudo dentro das salas de aula. Apesar de sancionados com dias de suspensão (que consideram mini-férias), podem sempre regressar ao estabelecimento de ensino. Independentemente do que fez à professora (são sobretudo mulheres as vítimas dos alunos altamente indisciplinados) a docente agredida terá sempre  que voltar a cruzar-se no corredor ou na sala de aula com o aluno agressor.

Infelizmente o "saber" parece já não interessar nada, os alunos tem que estar é ocupados, ponto final. Mesmo quando um professor não pode dar a aula, é claro que estará sempre lá outro docente (de substituição), com a particularidade de nem sequer ser do mesmo ciclo, nem da mesma área disciplinar, logo, sem um plano de aula com que se possa guiar.

No entanto, a filosofia de base desta espécie de "ocupação de tempos livres" é simples: Professores e alunos têm é de estar realmente a fazer qualquer coisa para que todos se sintam bem. Ou melhor, alegadamente bem. Ou melhor ainda, teoricamente bem. Logo, os docentes de hoje têm de ser multifacetados, animadores sócio-culturais, artistas de circo, aliás, foi exactamente para isso que se formaram... Para dar aulas de substituição que nem pagas são, com a agravante de, quando se falta, ver o tempo ser descontado no período de férias.

Muito honestamente, estou cansada e desmotivada com este sistema, que nos exige um sem número de obrigações, mas que não se importa se o docente já vai no seu 11º contrato ou se nem ainda sequer ingressou na carreira. Mais, para poder ter supostamente uma avaliação excelente ou muito boa, o professor tem de seguir um modelo de avaliação sem pés nem cabeça, inspirado, é claro, numa realidade que nada tem a ver com... a realidade.

Há quem duvide? Uma semana numa escola a (tentar) trabalhar deitaria por terra as dúvidas até dos mais cépticos.

Depois de ler esta carta, resolvi efectuar uma pesquisa acerca do que se passa nas escolas de outros países europeus. Os resultados não são mais animadores. Veja em baixo.

Deixo-lhe os links para se quiser saber mais

Na Alemanha (em Berlim) verifiquei que no ano passado muitos professores procuraram hospitais ou clínicas por estarem psicologicamente afectados. Diagnóstico: depressões e ansiedade extrema por terem de lidar com alunos violentos e sobretudo pais agressivos: 1500 Berliner Lehrer krank

Na Irlanda, agressões de alunos e de pais contra professores assumiram uma dimensão tal que estão a ser debatidos há mais de um ano: Education Minister, Caitríona Ruane, has called for an end to violence against teachers

No Reino Unido não há maneira de o bulliyng deixar de ser um assunto da ordem do dia: Pupils aged five on hate register: Teachers must log playground taunts for Government database

Em França também não é diferente. Uma vez que professores são vítimas de agressões, o que os leva a fortes depressões, foi elaborada uma proposta mediante um estudo sobre o grau de exposição a que os professores estão submetidos: Violences contre les enseignants

Em Espanha, os professores também se manifestam contra as agressões cada vez mais frquentes nas escolas: Unos 200 docentes protestan contra las agresiones en centros educativos

Perante tudo isto, só me admira como é que ainda há quem queira ensinar, sobretudo quando se é mulher.

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Os putos
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 10:36 | Terça feira, 23 de março de 2010
O Ministério da Educação é um elefante branco
:tem gente a mais,direcções gerais a dar com um pau,assessores por tudo quanto é lado.
Chegados ás Escolas,aparecem os Conselhos Executivos:ganham principescamente,já não dão aulas,,tem assessores , tratam da correspondência e da tesouraria.
Os Sindicatos-incluindo Mário Nogueira -trataram da guerra salarial dos Professores,fizeram um bom negócio e agora estão a ir para a reforma pois não estão para aturar mais isto.
Os alunos,sem voz,são os maus da fita.
Não tem Associações de Estudantes,os pais querem é vê-los porta fora e a socidade já os desprezou.São os vândalos do autocarro,do comboio,das casas de banho.Uns malandros.
Os alunos andam por aí,atirados á sua sorte.Só aparecem nos Jornais quando há uma tragédia.
 
 
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Comentários para quê?
nao tento (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:07 | Terça feira, 23 de março de 2010
As granders reformas no ensino, resumem-se á desmotivação do corpo docente e á indisciplina dos alunos. Como resultado disto pouco se ensina, o que é importante é os alunos passarem mesmo sem nada saberem. Os professores têm objectivos e os alunos também. O objectivo comum será a passagem de ano.
Para quê aumentar o nivel de educação/formação, o que interessa efectivamente é ter um canudo. Ainda me recordo das passagens administrativas após o 25 de Abril, em que apareceram uma série de licenciados, que passaram a fazer tudo menos a desenvolver as areas das suas licenciaturas, pois não estavam preparados para tal. Muitos tive conhecimento que se dedicaram ao ensino. Uma licenciatura ou qualquer grau de formação tem que ser obtido com consciência.
 
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Entendo, subscrevo e indigno-me
rosariogpt (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:15 | Terça feira, 23 de março de 2010
O meu filho hoje já está na faculdade, o que é um enorme alívio para mim, pois no ensino básico e também um pouco no secundário senti o que esta professora disse. Os alunos têm que estar nas aulas, pouco importa se são mal educados, brutos, se por causa de um ou dois a aula se torna impossível.
Quando eu era estudante o professor era uma pessoa muito respeitada tanto pelos alunos como pelos pais, o que tenho presenciado actualmente é a total falta de respeito. Infelizmente promovida pelo estado.
 
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A culpa é do Modelo de Ensino.
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 12:08 | Terça feira, 23 de março de 2010


O modelo de ensino português, é completamente desajustado da realidade, senão vejamos; professores desmotivados, pais alienados , alunos ‘ empecilho ’ da sociedade....

Não é por nada, mas o ‘empecilho ’ é o Futuro de Portugal.

Se o Modelo é negativo para todos, a pergunta coloca-se:
Porque não o alteram de raiz?!? Quem está a criar o atrito?!

Como é que os governos, não têm conseguido fazer reformas profundas no ensino?!

Ouve-se a voz dos professores descontentes, ouve-se um governo gabar-se dos Magalhães, ouvem-se os pais preocuparem-se mais com o que os professores ganham, do que com o que os filhos aprendem…E eu pergunto , e o essencial, quem está a trabalhar no essencial, isto é, quem está a fazer as tais reformas profundas, quem está a pensá-las?!!!!

Penso que o grande problema no ensino em Portugal assenta em dois pilares básicos:

- Falta de autonomia às escolas.

- A não separação dos alunos por capacidades.

Não faz sentido nenhum , a partir do ensino básico, manter as crianças todas juntas. Elas tem capacidades diferentes, o ensino deve ir ao encontro dessas capacidades e oferecer às crianças aquilo que elas precisam; Estimular e oferecer sempre mais desafios aos que têm capacidades acima da média, reajustar os programas para as crianças com menos capacidades.
 
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    continuação...    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 12:14 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: continuação...    Ver comentário
BRAHMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 17:49 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: continuação...    Ver comentário
Hans Solo (seguir utilizador), 1 ponto , 22:03 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: continuação...    Ver comentário
BRAHMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 22:23 | Terça feira, 23 de março de 2010
Carta de uma professora desesperada
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:11 | Terça feira, 23 de março de 2010
Ninguém pode sacudir a àgua do capote. A culpa não pode morrer solteira, mas toda a Sociedade é culpada. É claro que uns o são mais do que outros como é óbvio. Ao Ministério e aos Sindicatos a eles cabe a parte do leão. Segundo dizem os entendidos são as Universidades que se dedicam à formação dos professores ESES,Piaget, Lusofuna etc. que estão a dar cabo do Ensino em Portugal. Podem não ter a culpa toda mas são capaz de ter muita dela. Segundo já ouvi a colegas que os mesmos vêm de tal maneira mal preparados, que nem sequer sabem a matéria que vão lecionar. Depois trazem idéias na cabeça de Cadeiras que lhe foram administradas que na prática não passam de demagogia. Por outro lado continua a não se entender que o único posto de trabalho onde não é necessário para o ocupar, fazer psicotécnicos e entrevistas é para ser professor. Assim passamos a ter profissionais sem cultura, carisma e muito menos perfil para o lugar. Sempre ouvi dizer que a educação começa 20 anos antes de nascer. Os professores não podem ter medo dos alunos, mas os pais também não. Por este andar e a não querer responsabilizar as crianças estamos a contribuir para que mais tarde venhamos a ter mais delinquentes. Já diversas vezes aqui o referi que não estamos a seguir o caminho certo. Não se trata de repressão, mas é preciso responsabilizar a Sociedade, os Pais, os professores e os alunos. Já passaram 36 anos e mais que tempo de nos libertarmos de certos preconceitos. Parabéns à autora que continua linda.
 
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    Re: Carta de uma professora desesperada    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 15:19 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Carta de uma professora desesperada    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:32 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Carta de uma professora desesperada    Ver comentário
Hans Solo (seguir utilizador), 1 ponto , 22:07 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Carta de uma professora desesperada    Ver comentário
Mariflor (seguir utilizador), 1 ponto , 5:05 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Re: Carta de uma professora desesperada    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:55 | Quarta feira, 24 de março de 2010
Afinal o que é um(a) professor(a)?
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 15:16 | Terça feira, 23 de março de 2010
"Ser professora foi uma escolha que abracei há 14 anos, pois sempre gostei de ensinar, coisa que hoje cada vez menos consigo fazer". Diz a professora. "Todo o burro come a palha, a questão é saber dar-lha". Diz o povo.
A grande questão é que ser professor não é ensinar como ser pai ou mãe não é manter. Todos têm que EDUCAR e educar implica LIDERAR. As crianças e os adolescentes são seres humanos em bruto, cruéis ao extremo que testam a nossa robustez psicológica e tentam liderar-nos a nós a todo o momento. O professor, se não conseguir liderar, fazer-se respeitar respeitando, estabelecer normas fazendo-as cumprir, por muito que goste de ensinar, fracassará como professor. Last but not least, todo o professor que não assuma perante os alunos que faz o que faz porque assim o entende mas se desculpe com a direccção da escola, com o ministro, ou com quem quer que seja, mostrando fraqueza ou desacordo, é um professor morto. Um professor que goste de ensinar despejando matéria e considere que a educação dos alunos (dentro e fora da saula de aula) não lhe compete, não é professor.
O conceito de professor precisa de ser revisto, os professores precisam de ser seleccionados a dedo e talvez tenham que ser melhor pagos na medida em que se quizermos ter professores a sério não os podemos deixar ir para outras profissões. Desde 1974 que todo o "bicho careta" que tenha um curso superior ou equiparado e não consiga outro emprego vai para professor. Aí temos o resultado.
 
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    Re: Afinal o que é um(a) professor(a)?    Ver comentário
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 19:03 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Afinal o que é um(a) professor(a)?    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 20:07 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Afinal o que é um(a) professor(a)?    Ver comentário
Bruder (seguir utilizador), 1 ponto , 18:43 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Afinal o que é um(a) professor(a)?    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 22:45 | Terça feira, 23 de março de 2010
EMPREGO
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 15:51 | Terça feira, 23 de março de 2010
O estado do ensino em Portugal vai dando emprego aos psiquiatras e aos psicólogos.
 
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Pois é!!!
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 16:20 | Terça feira, 23 de março de 2010
Realmente isto da escola ter alunos é uma verdadeira chatice!
Se a juntarmos a essa chatice de ter alunos, ainda tivermos uns que são pobre e cheiram mal… então a situação é intolerável!
Sendo ser professor algo tão nefasto, qual a razão porque os que lá estão não demitem?
E porque tantos continuam a sujeitar-se a todas essas arbitrariedades para abraçarem semelhante carreira?
Quanto a alunos que agridem professores… também temos professores que abusam sexualmente de alunos e mesmo assim não podem ser demitidos sumariamente.
Como tal… sopeirinha. Escreve lá sobre perfumes, malas, sapatos, sexuais a metro e camisas par os saltos altos que são coisas de que eventualmente percebes e deixa lá assuntos em que pensar seja condição necessária. É que isto de escrever ao sabor da maré que parece que está a dar, dá mais trabalho cerebral que aquilo que inicialmente possa parecer.
 
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    Re: Pois é!!!..nada..    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 6:51 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Re: Pois é!!!..nada..    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 7:59 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Re: Pois é!!!    Ver comentário
Bruder (seguir utilizador), 1 ponto , 17:23 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Bruder    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 17:53 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Pois é!!!    Ver comentário
sempre viva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:46 | Quarta feira, 24 de março de 2010
Eu ainda sou
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Terça feira, 23 de março de 2010
do tempo das réguadas. E levei muitas, mas, também, não era propriamente um menino de coro.

Conclusão, não tenho traumas de infância, cresci um adulto saudável em todos os aspectos, formei-me em engenharia informática e hoje sou um adulto responsável e um cidadão consciente.

Bem, eu sei que isto parece muito auto-elogio, lol, mas é só para dizer que alguma disciplina, demasiada também não, e uns "não" de vez em quando, só fazem bem.

Já agora, fica aqui uma informação sobre as escolas na Holanda. A situação não é muito diferente, só os professores ganham mais.

Nos primeiros 6 meses aqui, trabalhei nas limpezas), a limpar uma escola.

O refeitório, ao fim do dia, parecia um aterro sanitário. As "criancinhas" começam a comer um hambúrguer, não lhes apetece mais, chão. Assim, sem cerimónias.

Houve uma vez em que tive que me mandar ao ar, e uma dessas "criançinhas" começou a armar-se em parvo comigo.

Valeu-me os 110kgs de peso adquiridos quando queria ser como o Schwarzenegger, pois o "menino" pensou duas vezes. lol

A minha esposa era professora em Portugal na Casa Pia e eu costumava ir buscá-la, de mota.

Várias vezes, tive que mostrar o "fisico" aos alunos dela para lhes fazer perceber que se se metessem com ela, depois tinham que lidar comigo.

É claro que a violência não resolve nada, mas, se eu fosse professor, ai do primeiro que tivesse o azar de me tocar.

No meio disto tudo, tenho pena desta nova geração.
...
 
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    Em que escola holandesa trabalhou?!    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 12:00 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Em que escola holandesa trabalhou?!    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Pois...    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 16:37 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Pois...cont.    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 16:43 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Pois...cont.    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:11 | Terça feira, 23 de março de 2010
A sala de aula não é a segurança social
luminoso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:51 | Terça feira, 23 de março de 2010
Esta professora deve ser uma boa professora: empenhada e que gosta de ensinar - ela o declara.
Também há bons professores.
Também há bons alunos.
Mas...
Há muitos maus professores - desinteressados, que só estão ali para ganhar dinheiro e passar o tempo, fingindo que não vêem os problemas à sua volta.
E
Há muitos (infelizmente são cada vez mais) maus alunos: são violentos, indisciplinados, mal-educados, desconcentrados, armados em chicos espertos, em suma insuportáveis!
E, na escola de hoje, não há instrumentos disciplinares eficazes que controlem esses putos.
Se eles são socialmente inadaptados, se são filhos de delinquentes, ou de pais malcriados e irresponsáveis que não os educam - isso tem de ser alheio à sala de aula!!!
A sala de aula não é a Segurança social, nem uma comissão de protecção de menores!

Na sala de aula ensina-se!!!!!

Sob pena de saírem prejudicados todos os outros que querem aprender.

Parem com o "ensino inclusivo" - é como aquelas ideias maravilhosas que às vezes temos, mas que são impraticáveis e mesmo estúpidas e contraproducentes quando aplicadas.

Esses maus alunos têm de ser efectivamente castigados e afastados da sala de aula (onde só perturbam).

Tratem-nos noutro lado- Na segurança social, nas comissões de menores - dêem aulas de educação cívica e ética a estes e aos pais, contratem psicólogos, dêem-lhes e às famílias dignidade e meios de ganharem condignamente a vida.

Não se juntam maças podres com sãs.
 
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Hino aos meus alunos
Bruder (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Terça feira, 23 de março de 2010
Sou professor, gosto dos meus alunos. São críticos, altivos, alguns malandros, mas todos, todos , participativos. Nem os imagino serem outra coisa. Vomitaria se fossem sossegadinhos, obedientes como ovelhas domesticadas, calados como túmulos. Aliás, é o que fazem quando não gostam do professor. Ficam em silêncio. Imóveis. Mudos. Olham-se. Entre mim e eles há uma relação de confiança. Algumas vezes de disputa. Estão sempre a tentar " apanhar-me em falso".Escrutinam as minhas falhas. Os meus conhecimentos. Até tentam “adivinhar” a minha vida privada. Mas sabem que sou eu o professor, eles os alunos. Pressentem os limites. O mestre não comenta nas aulas o que se diz do " Sócrates".Nem o que diz " a ministra".Muito menos que tudo é " culpa do Governo".Ou que este País é, sempre foi " atrasado". Sabemos, eu e eles, que as Instituições ficam para além daqueles que hoje a representam. Respeitamos, tentamos respeitar, as pessoas institucionais. Um pai é um pai,o Conselho executivo merece o nosso respeito, a colega professora que sempre anda rabugenta, também. A outra que anda sempre a criticar, a "politicar" tudo e todos, é professor/a ?É . Mas , se nós os professores não queremos obedecer a nada nem a ninguém, - para a maioria os membros do conselho executivo deveriam ser sempre outros, fazem sempre mal, e ganham mais - criticamos a torto e a direito, andamos sempre a nos queixar, esperamos o quê? Deixem-me ensinar. Conviver com os meus alunos. Afinal passo o dia com eles.
 
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    Re: Hino aos meus alunos    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 21:40 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Hino aos meus alunos    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 8:58 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Deixem-me ensinar!    Ver comentário
sempre viva (seguir utilizador), 1 ponto , 19:09 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Re: Deixem-me ensinar!    Ver comentário
Bruder (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Quarta feira, 24 de março de 2010
Toma lá que é democrático!...
Hans Solo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:11 | Terça feira, 23 de março de 2010
Andava eu 5º ano do liceu (fascista está-se mesmo a ver), quando, numa aula de ciências naturais me armei em esperto e fui impertinente e mal-educado com o meu professor. Dei por mim no ar pendurado pelas orelhas. Fui fazer queixa aos meus pais? Nem pensar em tal coisa...ainda levava dois estalos por cima.
Eramos uns putos chico-espertos? Concerteza, e especialmente com as professoras mais jovens e bonitas. Mas havia limites porque, se o ultrapassassemos, a Sra "Dra " mandava-nos para a rua com uma falta de castigo. Três faltas destas dava direito a "chumbo" automático. Se a "malta" se recusasse a sair era chamado o contínuo - normalmente um "rapaz" grande e forte - e então, ou se saía a bem ou se saía a mal. Sistema simples e eficaz. Com o 25 de Abril veio a democracia à portuguesa, democracia esta baseada em direitos e não em deveres. Democratizou-se a escola, fizeram-se novos livros de estudo (sim os livros de química eram muito fascistas) e vai de abandalhar todo o sistema de ensino. Deitou-se fora tudo, incluindo o que estava bem feito, e fez-se tudo de novo. Era necessário eliminar todos os resquícios do regime incluindo as opressivas regras disciplinares. O resultado está mais do que à vista. Queixam-se de quê? Grande parte dos actuais dirigentes políticos vêm dessa revolução no ensino - passagens administrativas e associações de alunos nas universidades fortemente politizadas por intelectuais de esquerda. (cont.)
 
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Até isso não é para todos...
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Terça feira, 23 de março de 2010
Acham difícil lidar com putos? Ainda por cima de uma posição de poder? Deviam experimentar ter de lidar com graúdos e sem a vantagem de definir as regras e sem o poder que à partida todos os professores têm sobre os alunos.

Os professores têm a tarefa facilitada: essencialmente, lidam com putos. Os pais.. talvez lá apareça um ou outro em cada três quinze-dias.. mas não aparecem lá para assistir às aulas, pois não? OK.. talvez um dia tenham que prestar contas do seu trabalho.. mas aquilo da avaliação dos professores é uma anedota: Nas empresas a sério, há directores que são despedidos com base em má performance, relatórios adversos ou mesmo dá-cá-aquela-palha. All-things-considered, os professores têm uma bela vida e queixam-se de barriga cheia: emprego para a vida, mesmo que façam merda; promoções garantidas, mesmo que façam merda; lidam com miúdos que mal se sabem defender; fazem o que querem e sobra-lhes tempo para mais; Não prestam contas do seu trabalho; Trabalham 20 e tal horas por semana.. se tiverem um horário completo! Três meses de férias no verão, mais umas semaninhas na Páscoa e no Natal... Uma boa vida para quem não quer fazer nenhum...

Claro que há professores que gostam do que fazem e têm outra postura.. mas a carreira de professor não está feita para esses. A Carreira docente está feita para atrair os parasitas, sobretudo nas universidades.. e é mesmo isso que acontece... As pessoas sérias, como eu, nem se interessam pela carreira docente.
 
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    Re: Até isso não é para todos...    Ver comentário
Bruder (seguir utilizador), 1 ponto , 17:35 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Até isso não é para todos...    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 18:14 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Uma orgulhosa exibição de ignorância    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 20:18 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Esta doeu...    Ver comentário
sempre viva (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Re: Esta doeu...    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 0:28 | Quinta feira, 25 de março de 2010
Quem é que pode mudar a realidade?
AvôMetralha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Terça feira, 23 de março de 2010
Tudo o que a senhora professora escreveu é verdade. Arrisco-me a dizer que é a mesma "ladainha" de todos os professores há anos e anos. Porém, os professores e as escolas não têm o exclusivo dos desmandos ministeriais. É indesculpável, além do mais, atirarem as culpas dos males (muito concretos) das escolas para o Ministério e para as suas políticas desde a Reforma do Veiga Simão. Os professores são homens (e mulheres) com cabeça, tronco e membros. Antes do salário, da falta de alternativas, do comodismo, está a sua própria dignidade. Em nome dela e por ela, façam a vós mesmos e ao país um pequeno favor: comecem a impor-se. Imponham-se aos pais, aos alunos, aos burocratas, às ordens imbecis e a toda a teia que os prende. Não perguntem o que é que o Ensino pode fazer por vós. Perguntem o que é que vós podem fazer pelo Ensino. E se tiverem que ser demitidos, não se preocupem: a) em primeiro lugar porque saem de cabeça levantada; b) em segundo lugar porque são mais felizes com a dignidade intacta; c) em terceiro lugar porque tentaram; d) em último lugar porque o mesmo monstro burocrata que impede que um idiota de um aluno seja expulso também dificulta imenso que um professor que quer cumprir o emérito dever de ensinar seja despedido por causa disso. São vocês que podem mudar a realidade. E não é com queixinhas que o vão fazer.
Cumprimentos
 
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    Re: Quem é que pode mudar a realidade?    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 16:55 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Re: Quem é que pode mudar a realidade?    Ver comentário
AvôMetralha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:47 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Depois do que tenho lido do que escreve    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 23:44 | Terça feira, 23 de março de 2010
    Tudo isso seria pertinente...    Ver comentário
AvôMetralha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:53 | Quarta feira, 24 de março de 2010
    Vi tudo isso e vai ficar tudo na mesma    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 23:48 | Sábado, 27 de março de 2010
Toma lá que é democrático (cont)
Hans Solo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Terça feira, 23 de março de 2010
Como é que estes políticos têm moral para impor ou legislar sobre disciplina nas escolas quando eles no seu tempo eram o exemplo da bandalheira. Como é que a grande maioria dos actuais professores sabe como lidar com os alunos quando eles próprios já foram educados em ambientes de indisciplina e permissividade tendo tido eles mesmos o mesmo tipo de comportamento que agora repugnam?
Não há sistema de ensino que funcione sem uma forte componente disciplinar. Venham os pedagogos, os intelectuais e os psicólogos parir os curriculos que quizerem porque não funcionará. Não é isto que têm vindo a fazer ao longo de trinta anos?! Em cima desta desgraça ainda vêm os papás - também produto na sua maioria do "novo" ensino democrático - bater em professores em defesa do energúmeno do seu filho. Então se o papá ou a mamã já eram energúmenos no seu tempo de escola de que é que estão à espera? E agora para se colocar a cereja no topo deste bolo, vem o governo vomitar obrigações e tarefas aos professores que têm tempo para tudo menos para ensinar. São papéis para prencher, telefonemas para os pais porque o seu filho não apareceu na escola, são avaliações de professores, são reuniões e reuniõezinhas para a esquerda e para a direita, são machadadas em espectativas de carreira e reforma, etc., etc., etc.
E o resultado está à vista de todos.
 
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Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 0:15 | Quinta feira, 25 de março de 2010
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