Carreiras anti-stress
Sonha ter um trabalho em que ganhe bem e não sofra com o stress típico das profissões de "top"? Segundo um texto publicado na Investopedia , é possível. Parece que não tem de ser um neurocirurgião, um piloto de avião ou um corretor de bolsa para levar para casa um bom salário. Até porque as profissões de maior risco e stress nem sempre são sinónimo de boas remunerações. É o que se passa com polícias, bombeiros ou assistentes sociais, por exemplo. Apesar de as remunerações nem sempre coincidirem com o nível de stress, do outro lado do Atlântico é possível encontrar profissões descontraídas com salários generosos. E, por cá?
Pedro Amorim, Principal Hays Executive , tem as suas dúvidas. Quando questionado sobre se é possível ter bons salários em Portugal com profissões "pouco stressantes", afirma que essa é uma resposta difícil. "Não querendo ser incorrecto com alguns sectores, diria que não é possível. O nível de exigência que o mercado de trabalho tem colocado, forçado pela crise económica, faz com que a necessidade de estar em alerta e em stress seja constante", adianta.
Ganhar um bom ordenado sem viver em grande tensão parece ser uma realidade longe de alcançar. Para Pedro Amorim, isso nem sequer é algo, por si só, negativo. O stress pode funcionar como um factor que aumenta os níveis de alerta e o empenhamento dos indivíduos. "Considero que todas as profissões têm o seu grau de stress. Todas têm situações mais ou menos preocupantes, que exigem dos colaboradores um grande grau de empenhamento", acrescenta.
Saber lidar com a pressão
Se o stress é quase inevitável, então não há nada melhor do que a prevenção. Para evitar situações de grande tensão no trabalho, Pedro Amorim dá 3 dicas: planeamento e organização das tarefas; equilíbrio nas chefias (o que poderá atenuar os momentos de maior tensão) e after-hours, que proporcionam momentos de pausas nas equipas.
Mas quando estas situações surgem, o que há a fazer? "Em primeiro lugar, é preciso ter em conta que cada um é cada vez mais responsável pelo seu desenvolvimento e que, nesse sentido, ter capacidade de organização e planeamento, cumprir prazos, são factores importantes", explica Pedro Amorim. Outro factor importante é ter coragem de dizer "não". "Na ânsia de fazer tudo, muitas vezes ultrapassamos os nossos limites e poderemos chegar a uma situação de grande desgaste", acrescenta. Por último, deve assumir que por vezes é preciso parar para colocar as situações em que perde o controlo, novamente no bom caminho.



