Ambos têm lugar cativo nas lista dos potativos candidatos à liderança do partido e fecharam a campanha no Norte a matar. Puxaram José Sócrates para o alvo e socaram-no até à exaustão. "Portugal precisa de restaurar a decência", afirmou Aguiar Branco, no mais empolgado discurso da noite.
"A asfixia tem um rosto. É José Sócrates. A promiscuidade entre o PS e o Estado tem um rosto. É José Sócrates. A falta de respeito pelas pessoas tem um rosto. É José Sócrates". A lista foi interminável, como quem desfia um cadastro político. Do caso Charrua às "perseguições na função pública e na comunicação social", passando pelas "perseguições aos que, investigando, levaram ao conhecimento de todos factos que o incomodaram". A plateia de três mil pessoas aplaudiu ao rubro.
Se Aguiar tratou de Sócrates, Rio tratou dos ministros: "Votar PS é continuar a ter Mário Linos, mais Santos Silva, mais Jaimes Silva, mais Lurdes Rodrigues". "Isso não é uma fatalidade". Com as autárquicas na agenda, Rio, candidato à câmara do Porto, aproveitou para puxar a braza à sua sardinha: "Não me recordo de ter havido um Governo no pós- 25 de Abril que ignorasse tanto o Norte".
Aguiar Branco, que aproveitou esta campanha eleitoral para fazer uma espécie de campanha lateral ao encontro do partido e do país (candidato à vista para uma eventual sucessão no PSD?), mostrou que a sua ambição tem um espectro mais nacional: "Não concordo com o Rui Rio. Nós no Norte estamos habituados a ganhar. Mas eu acredito que este vai ser o ano tri para o PSD". O tri seria ganhar as europeias, as legislativas e as autárquicas.