"A minha preocupação neste momento é falar em primeiro lugar com o presidente da FPF e depois pormos a nossa atenção no trabalho, que é o que é importante.", afirmou Carlos Queiroz à chegada ao Aeroporto de Lisboa. (Veja o vídeo da SIC no final na notícia)
«Confio no presidente» (Gilberto Madaíl), afirmou Carlos Queiroz à chegada a Lisboa
António Cotrim/Lusa
O selecionador português, Carlos Queiroz, afirmou hoje que tem "toda a confiança" no presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e que espera resolver rapidamente o processo sobre alegados insultos a elementos da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).
"A minha preocupação neste momento é falar em primeiro lugar com o presidente da FPF (Gilberto Madail) e depois pormos a nossa atenção no trabalho, que é o que é importante. Confio no presidente", afirmou Carlos Queiroz à chegada ao Aeroporto de Lisboa, após férias passadas em Moçambique.
A Direção da FPF, que esteve reunida hoje, revelou que o Conselho de Disciplina está a averiguar o processo ao selecionador luso, sobre alegados insultos a elementos da ADoP e que pretende ouvir Carlos Queiroz.
Queiroz aplaudido no aeroporto
"Não é o que desejava, é o direito que assiste a qualquer pessoa", frisou o técnico português, que foi bastante aplaudido pelas pessoas presentes na Portela, aproveitando para tirar algumas fotografias e assinar alguns autógrafos.
Carlos Queiroz, que tem contrato com a FPF por mais dois anos, espera que o caso seja"rapidamente resolvido", de modo a começar a preparar a participação na fase de qualificação para o Euro2012.
Em causa está um inquérito conduzido pelo Instituto de Desporto de Portugal (IDP), que visa um alegado comportamento incorreto do selecionador nacional durante uma ação de médicos da ADoP no estágio da equipa portuguesa na Covilhã, que antecedeu o Mundial2010.
No Campeonato do Mundo, que decorreu na África do Sul, Portugal alcançou os oitavos de final, mas foi afastado pela Espanha, que viria a sagrar-se pela primeira vez campeã mundial.
Este país é um "mimo". Quando estava a terminar o verdadeiro freeport, eis que surge outro acontecimento que com ele tem muitas semelhanças, vejamos: parece que o seu inicio foi provocado; a condenação na comunicação social antes de serem escutados os envolvidos; sem factos concretos, os comentadores começam os seus comentários com "se ..."; há os que querem a demissão do Queiroz e os que estão contra esta palhaçada; a secretaria de Estado do Desporto faz o trabalhos dos procuradores; o Madail é o PGR e a confusão está lançada. É assustadora a semelhança que até dá arrepios ao admitirmos que é disto que o povo gosta. Tenho a certeza de que o Queiroz não vai ser tão forte como o Socrates e vai ceder, pois é o elo mais fraco, mas ainda bem porque não percebe nada de ser treinador. Provou-o no Sporting onde não houve uma substituição de jogadores em que acertasse. Só espero que este caso acabe rápidamente para que um novo surja, pois os portugueses não conseguem viver sem isto.
Porque será que os maiores interessados em que o queirós seja despedido (se se provar que tratou grosseiramente gente do anti-doping que visitava a selecção no hotel ou mesmo sem provas), são os que aqui nos foruns tratam de FdP para cima tudo e todos.
Queirós não é burro nem come palha! Eu gostava de estar no lugar dele. Vão pagar bem pago para se verem livre dele- Que cambada de gente. Quanto mais se acentua a crise mais os abutres aparecem.
Quando vejo e oiço os habituais comentadores desportivos, que só falam do Benfica, Sporting e Porto e andam de braço dado com os empresários, a pedirem descaradamente a demissão do Queiroz, fico com a impressão que se o seleccionador não for despedido por este episódio irá sê-lo por ter deixado crescer a barba ou por não ter parado num sinal de stop.