20 de abril de 2014 às 9:22
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Carlos Castro: defesa rejeita interrogatório a mãe de Renato Seabra

A defesa de Renato Seabra rejeitou que a mãe do jovem seja interrogada por um psiquiatra ao serviço do gabinete do procurador, porque Odília Pereirinha "não consegue estar numa sala e responder a perguntas sem se emocionar". Clique para visitar o dossiê Homicídio de Carlos Castro.
Lusa
Renato Seabra é acusado do homicídio de Carlos Castro Ricardo Duraes/Lusa Renato Seabra é acusado do homicídio de Carlos Castro

A defesa de Renato Seabra rejeitou hoje em tribunal que a mãe do jovem português, acusado do homicídio de Carlos Castro em Nova Iorque, seja interrogada por um psiquiatra ao serviço do gabinete do procurador.

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"A mãe dele, [Odília Pereirinha] acha que não consegue estar numa sala e responder a perguntas sem se emocionar", justificou o advogado de Defesa, David Touger, após nova audiência em tribunal do caso do jovem português.

"Ela tem todo o gosto em responder por escrito, dar toda a ajuda que puder ao médico [psiquiatra], em tudo o que ele precisar", adiantou o advogado, que considerou "absurda" a exigência de entrevista em pessoa.

Renato Seabra interrogado durante seis horas


Depois de ter interrogado o jovem português durante seis horas, repartidas por dois dias, para fazer um relatório psiquiátrico de Seabra, o médico pediu para interrogar também a mãe, e admite ainda um terceiro interrogatório ao jovem.

Esta avaliação deverá contrariar uma outra apresentada pela defesa, que sustenta o argumento de que o jovem português sofria de "doença ou debilidade mental" quando cometeu o crime, e que poderá conduzir a uma sentença mais ligeira.

Se o médico quiser voltar a interrogar Seabra, Touger diz que não levantará qualquer objeção, apesar de isso demorar ainda mais o processo.

Juiz queixa-se da demora


O juiz do caso, Charles Solomon, sublinhou em tribunal que nada obriga a mãe de Seabra a sujeitar-se a interrogatório e pediu à procuradora Maxine Rosenthal para determinar junto do médico se possui todos os elementos para entregar o relatório.

Na última sessão, Solomon tinha-se queixado da demora, em particular da procuradoria, para avançar para a fase inicial do julgamento, e hoje relembrou que um ano sobre a data do crime - que se completará em janeiro - é demasiado tempo para um caso de homicídio.

A próxima audiência terá lugar na próxima sexta feira, 4 de novembro, e Solomon disse "esperar ter toda a informação da procuradoria até lá".

Análises de ADN ainda não estão concluídas


Além do relatório, faltam entregar análises de ADN do local do crime, ainda não concluídas pelo gabinete de medicina legal, segundo a procuradora.

Rosenthal entregou hoje duas análises de ADN a Touger, que disse esperar ter as restantes "o mais rápido possível", para "poder andar em frente" com o processo.

A expetativa da defesa é que as audiências preliminares tenham lugar em janeiro de 2012, e que o julgamento tenha início poucas semanas depois.

A principal discussão será em torno da validade perante o tribunal da confissão que Seabra fez à polícia depois do crime, o que a defesa rejeita.

Por decisão do departamento penal de Nova Iorque, Seabra mantém-se detido em Rikers Island, medicado e sujeito a vigilância permanente.

Recebe habitualmente duas vezes por semana a visita da mãe, Odília Pereirinha, que tem passado longos períodos em Nova Iorque.

Seabra está acusado de homicídio em segundo grau pela procuradoria de Nova Iorque.

O caso remonta a 7 de janeiro, quando Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado nu e com sinais de agressões violentas e mutilação nos órgãos genitais no quarto de hotel que partilharam em Manhattan.

Comentários 2 Comentar
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Outra vez?
Mas quando acaba esta miséria de julgamento? Ainda dizem mal da justiça portuguesa.
Esta porra ainda anda aqui?
Fosga-se!
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