A carga fiscal global portuguesa aumentou entre 2000 e 2007 de 34,3% para 36,8% do PIB, aproximando-se da média comunitária, que registou uma tendência inversa, caindo de 40,6 para 38,9%, segundo um relatório do Eurostat.
O documento do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), divulgado hoje em Bruxelas, refere também que a zona euro registou uma tendência de pequena descida da carga fiscal global, de 41,2 para 40,4% do produto interno bruto (PIB).
O relatório do Eurostat refere ainda que a carga fiscal continua a variar de forma significativa de Estado-membro para Estado-membro, variando entre os 30 por cento na Roménia e Eslováquia, e os quase 50% na Dinamarca e Suécia.
Portugal encontrava-se em 2007 sensivelmente a "meio da tabela", mas a tendência nos últimos sete anos foi de aproximação à média comunitária.
Em 2000 a diferença era em Portugal face à média comunitária era de 6,3 pontos percentuais e, sete anos volvidos, era de três pontos percentuais.
Em comparação com o resto do Mundo, o relatório observa que a pressão fiscal permanece geralmente elevada na UE a 27, sendo cerca de 12 pontos percentuais mais elevada que nos Estados Unidos e no Japão.