24/05/2012 atualizado às 1:52
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Capitalismo, dinheiro e ética

8:00 Segunda feira, 29 de dezembro de 2008

Há milhares de empresas, grandes, pequenas e gigantes, espalhadas por esse mundo fora, onde a gestão é bem feita, o trabalho é sério, a produção é de qualidade e a comercialização é adequada. E, todavia, estão à beira da falência, suspendendo a produção, fechando para férias não desejadas nem previstas ou suplicando a ajuda dos governos. E, porquê? Porque o mercado não quer os seus produtos, porque não são concorrenciais? Não, porque o mercado não tem dinheiro para comprar o que produzem. E não tem, porque as poupanças médias foram sorvidas, melhor dizendo, roubadas, pelo sector financeiro especulativo. Não há dinheiro na mão dos consumidores porque os Oliveira Costa, os Rendeiros, os Madoff deste mundo agarraram nas poupanças que lhes confiaram e desbarataram-nas de duas maneiras: ou aplicando-as em pura especulação, sem qualquer critério de prudência e boa gestão; ou, pura e simplesmente, roubando-as, em benefício próprio.

Bernard Madoff representa o ponto extremo do capitalismo de sarjeta tão caro ao espírito "laissez faire, laissez passer" que os liberais dos tempos modernos nos venderam como cartilha tão infalível quanto a do marxismo-leninismo. Ambas têm em comum a capacidade notável de conduzir as nações à ruína, em benefício de uma restrita elite: a da casta dos "play-makers" da alta finança ou a dos quadros do Partido. Nicolae Ceausescu, que chefiava uma nação comunista e miserável, vivia rodeado de mordomias só comparáveis às dos marajás da Índia imperial: mas era tido e louvado como um 'revolucionário socialista'. Bernard Madoff, que simbolizava exemplarmente o sonho americano de vir do nada até ao infinito, era cativante, 'moderno', filantropo, sócio do Palm Beach Country Club, garantia de seriedade e profissionalismo: um génio da finança, que se dava ao luxo de não aceitar qualquer cliente para a sua 'grande mentira'. Com uma diferença: Ceausescu só enganava quem se queria deixar enganar; Madoff enganou todos, ao longo de trinta anos, e, entre eles, os melhores bancos do planeta, a fina flor dos analistas financeiros e as autoridades de suposta vigilância dos mercados americanos. Ah, e outra diferença: Ceausescu acabou preso e executado; Madoff está em casa, de pulseira electrónica e rodeado de luxo. Dir-me-ão que Ceausescu foi responsável pela morte de milhares de pessoas e Madoff não. Até certo ponto: Madoff levou e levará milhares de pessoas ao desemprego, milhares de famílias à miséria, dezenas de organizações de beneficência ao fim, alguns, mais desesperados, ao suicídio. Estou como o dr. Mário Soares: terá de haver sangue. Mas, forçosamente, suor e, desejavelmente, lágrimas.

Isto não é apenas uma crise económica, nem o resultado das aventuras criminosas de algumas ovelhas tresmalhadas do rebanho. Isto é, sobretudo, o resultado de uma crise de valores - políticos, sim, mas também éticos. É o resultado de o Estado se ter demitido do seu papel de vigilância e controlo dos poderosos e de a sociedade se ter dispensado de questionar a origem dessas súbitas e espantosas fortunas que cresceram debaixo dos nossos pés. O dinheiro deixou de ser um ponto de chegada para passar a ser um ponto de partida. Dantes, era necessário justificar socialmente a origem do dinheiro e nem mesmo os novos-ricos legítimos eram bem aceites; hoje, é o dinheiro que, por si só, justifica tudo. Lembro-me de o meu pai me contar que, num julgamento onde participava, apareceu para testemunhar um senhor com um ar importantíssimo e cheio de si que, perguntado pela profissão, respondeu:

- Capitalista!

A sala rebentou numa gargalhada e o juiz interpelou-o:

- Isso não é profissão...

- Pode crer que é, sr. dr. Juiz! - volveu o tipo, sempre seguro de si e da sua importância. Sem o saber, estava, contudo, apenas a antecipar o que viria a ser a regra banal dos tempos de hoje.

Nesses tempos de então, o homem mais rico de Portugal, António Champalimaud, detestava que alguém se atrevesse a tratá-lo por 'capitalista' e definia-se sempre como um 'industrial' - palavra que, a seus olhos, tinha quase uma conotação marxista, de quem se impunha pelo seu trabalho, pelo seu talento, pela obra feita e pela riqueza criada. Hoje, um dos homens que integra a lista dos dez mais ricos de Portugal, entrevistado neste mesmo jornal há tempos, revelava com orgulho que não dava trabalho a mais do que meia dúzia de 'colaboradores'. Era e é um mero especulador bolsista, aplicando a velha máxima marxista de que o dinheiro gera dinheiro e convencido de que é um génio da finança e da 'gestão'. Espero que esteja agora afogado nos fundos Madoff ou em barris de petróleo comprados a 147 dólares o barril, enquanto nós e o país sofríamos com os preços inflacionados por estes abutres do sistema...

A crença de que a sociedade e o poder político se tinham desinteressado de questionar a origem das fortunas e a legitimidade dos negócios puramente especulativos levou a uma espécie de embriaguez moral, que corrompeu sem remissão excelentes quadros financeiros, extremosos chefes de família e devotos cristãos sem mácula. Quando leio que as administrações do BCP - esse "case study" da excelência bancária - criaram dezassete "off-shores", que, entre outras coisas pouco recomendáveis, poderão ter servido também para comprar anonimamente acções do próprio branco e assim fazer subir artificialmente as suas cotações (e, logo, fazer empolar os resultados do exercício e os prémios de gestão dos próprios administradores), realizo que isto, a confirmar-se, é a completa falta de vergonha. Eram os gestores a usarem o dinheiro do banco para, indirectamente, se enriquecerem a si próprios. Ou seja, roubarem o próprio banco que geriam. E ainda querem a prisão preventiva para quem assalta carros?

Vi há dias uma manifestação de desempregados do Norte, gente que viu ir à falência uma série de empresas que nem sequer lhes pagaram os salários até ao encerramento. Eram umas duas centenas de trabalhadores, em representação de cerca de 6000 que estão nestas condições e que reclamavam uma coisa muito simples: se há dinheiro do Estado para pagar os buracos dos bancos, por que não há dinheiro para lhes pagar a eles e depois ir executar as empresas? De facto, eles têm toda, absolutamente toda, a razão. Trata-se de 90 milhões de euros que lhes são devidos - em comparação com os mil milhões já injectados nessa vergonha do BPN ou os 450 milhões de aval (obviamente perdidos) nessa brincadeira do BPP. É indispensável que haja um mínimo de moralidade em toda esta escandaleira. É preciso que não sejam os contribuintes e os trabalhadores sem culpa alguma a pagar a factura dos crimes alheios, para que eles fiquem apenas menos ricos e impunes e possam, mais adiante, retomar o "business as usual" e voltar a reclamar os mesmos privilégios, atenções e louvores do costume. Por muito menos do que isto fizeram-se revoluções.

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“Àreiu tokíng uíde mi?”
Durruti Blak (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 4:53 | Terça feira, 30 de dezembro de 2008
Acho q/o MST tem toda a razão: é imoral a avidez demonstrada pelos “ponto(s) extremo(s) do capitalismo de sarjeta” e um crime contra a humanidade tudo o q/eles provocaram. Não é imoral o q/se passa nos outras “milhares de empresas, grandes, pequenas e gigantes”, i.e., o Capitalismo é bom mas há quem o faça mau, porq/não são “humildes” e se contentam em fazer riqueza à custa do trabalho exercido por outros mas usam a sua ingenuidade e ambição dum dia tb/ poderem ser ricos.
É a crise de valores essencialm/ éticos, a imoralidade de não serem como os velhos “industriais” e andarem por aí a dizerem-se “capitalistas”.
Nada disto me admira no MST, trabalhador intelectual e ser dotado dessa capacidade esgotante q/é utilizar o cérebro p/ viver comodam/, o q/me admirou foi a falta de sageza política q/ele demonstrou ao não ter visto a mãozinha do PCP na “manifestação de desempregados” e na manipulação c/fins puram/ eleitorais das “duas centenas de trabalhadores” q/se manifestavam duma forma “egoísta e corporativista” contra + uma das grandes reformas do Sócrates: Palermas, a ajuda prestada aos bancos foi feita a pensar nas vossas famílias! Ainda assim, a grande surpresa foi a ameaça final (apontem!!!!): “Por muito menos do que isto fizeram-se revoluções.” Estou mesmo a ver o PM, pézinhos na mesa, em robe perfumado, revigorado pelo banho depois da corridinha matinal, cigarro no canto da boca e de Expresso aberto, a fazer aquela cara à deNiro: “Àreiu tokíng uíde mi?”
 
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    Re: “Àreiu tokíng uíde mi?”    Ver comentário
joagcs (seguir utilizador), 1 ponto , 0:50 | Sexta feira, 2 de janeiro de 2009
    Minuto de Caos....    Ver comentário
Leitor da F.Foz (seguir utilizador), 1 ponto , 13:04 | Sexta feira, 2 de janeiro de 2009
Revolução??
Cheira-me revolução (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 3:13 | Quarta feira, 31 de dezembro de 2008
Criticas o Marxismo/Leninismo, dizes que Champalimaud era comunista, criticas o sistema que apoiou e implementou o tal soares que apoias mais adiante, o mesmo que trabalhou como capataz do carlucci e continua a promover a venda do nosso país e do seu povo, sem deixar de considerar que a sede da empresa que pagou grande parte da campanha do babas, o BPN, se situa num edificio contruido por esse mesmo carlucci, banco com estreitas relações com a SLN, offshores, etc. Sabemos que a questão é perpetuar a mentira enquanto respirar, a mesma que permite que alguém ganhe dinheiro escrevendo assim.

A revolução é hoje!
 
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Sobre o tema:
JPPG (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 0:27 | Quinta feira, 1 de janeiro de 2009
eu confesso que não me espanta toda esta admiração; espanta-me é que tenha demorado tanto para se perceber onde isto ia dar. É que, mais cedo ou mais tarde, isto tinha que descambar: mas ninguém esteve meses sem encontrar emprego? Ninguém foi enganado por bancos e afins? Ninguém vê miúdos com curso universitário a trabalhar em caixas de supermercado? Mas ninguém vê?? Agora vêem. E reconhecer um problema é meio-caminho andado para se pensar numa solução (para o sistema, não para a crise). Eles (os da alta-finança) e os amigos (os dos Governos) são malta inteligente. Eles sabem melhor que ninguém como funciona este sistema e como mantê-lo a funcionar. Eles conseguem remendar esta crise, as que ainda hão-de vir, e ainda convencer a malta de que "o sistema é bom, o problema são só algumas maçãs podres" (afinal, não foi exactamente isso que você escreveu?).
Este tanto é certo: enquanto o sistema económico-político não incorporar valores humanos básicos como aqueles de que você e outros agora falam, ele há-de sempre, mais cedo ou mais tarde, entrar em conflito com o que há de mais pessoal em cada um de nós: essas mesmos valores humanos básicos. É que não conheço ninguém que procure transmitir aos seus filhos os valores do egoísmo, falsidade e aproveitamento dos infortúnios dos outros.
Caro MST: gostei do artigo. Mas havia tanto para dizer, tanto por onde pegar e você fica-se por uma crítica a má gestão... A "Introdução" foi prometedora, cá ficamos á espera do resto da história.
 
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Palavras, só palavras...
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 21:59 | Segunda feira, 29 de dezembro de 2008
"É preciso que não sejam os trabalhadores e os contribuintes a pagarem a factura", diz o amigo Miguel.

Belas palavras.

Talvez as pudesse repetir ao seu mui admirado José Sócrates que tudo tem feito para que não se realizem.
 
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Ética, palavra vã!!
anabcouteiro (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:57 | Terça feira, 30 de dezembro de 2008
Tem razão,Miguel. Ética é palavra desconhecida no léxico dos chamados gurus da "alta finança" e afins. Só sabem falar de "colaboradores" e acham que o Estado deve ser privatizado... claro que para benefício próprio. Se a CGD tivesse sido alienada, agora não havia nada para ninguem, nem para eles, ou então já tinham vendido o País aos Árabes ou a outros que dessem bastante dinheiro por esta "província" à beira mar plantada. Claro que só eles é que são bons e devem ter prémios fabulosos, todos os outros são os seus escravos e devem render-se à sua "clarividência".
Como chegàmos a isto no seculo XXI? Como regredimos tanto? Como somos tão crédulos?
Quem sabe se não temos todos de voltar atrás, ao tempo em que ainda havia valores e honra, coisa que estes "gurus" não aprenderam na escola. Não passam de ladrões travestidos de gente de bem ou "bem posta".
 
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É pena. Perdeu-se um comentador.
Cruzadas (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:22 | Terça feira, 30 de dezembro de 2008
De facto este MST está a tornar-se num comentador mediano, ao estilo de muitos outros. Está a perder faculdades. Pisca o olho ao PS sempre que pode, sem qualquer imparcialidade, que dantes conseguia disfarçar. Parcial, muito parcial. Tudo serve para atacar a direita e o capitalismo. Enfim...um comentador que até começou bem e caiu na mediocridade. Não é o primeiro nem será o último. Gente para falar mal do Santana já havia por aí muita, não era necessário mais um.

No programa Prós e Contras levou uma tareia, que não se endireitou, num tema que era tão fácil de sair de vencida.
 
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    Re: É pena. Perdeu-se um comentador.    Ver comentário
maria_lula (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Quarta feira, 31 de dezembro de 2008
Como foi possível chegar aqui?
Orlando Cruz (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:06 | Terça feira, 30 de dezembro de 2008
Na minha opinião tudo começa no Maio de 68 com a célebre frase "É proibido proibir". A partir daí parece que quem tinha o poder de decidir (família e govenantes) passou a "envergonhar-se" de proibir, mesmo sendo evidente a necessidade de o fazer. O que aconteceu então? Na família perdeu-se a educação, na escola deixou de se ensinar, na economia permitiram-se os Off-Shores e na Bolsa permitiu-se tudo até chegármos ao dinheiro virtual, excelente matéria prima dos especuladores. Tudo isto com os governantes "paralizados" sem capacidade de regular e efectuar vigilância.
Cá dentro temos o Dr. Medina Carreira que nos tem alertado para aquilo que afinal aconteceu até mais deressado que ele próprio provavelmente pensava. Mas ninguém lhe deu ouvidos e era titulado de pessimista alarmista, o que acontece normalmente a quem fala verdade. As pessoas não gostam de ouvir a realidade e preferem discursos de sonho, afinal aquilo que os políticos lhes dão.
 
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    Re: Como foi possível chegar aqui?    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Quinta feira, 1 de janeiro de 2009
Ética
felicidade (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 17:12 | Quarta feira, 31 de dezembro de 2008
Sousa Tavares, muito bom! É o que se chama fechar o ano velho à chave. (Mas o raio do homenzito ainda tem força para partir a porta e entrar por 2009 a dentro -está acompanhado de muita gente poderosa...)
É verdade que por muito menos se fizeram revoluções mas os endividados do lado de cá andam tão preocupados com as contas e tão alienados pelas patéticas lutas partidárias e pelos "sentimentos" ignóbeis que lhes incutiram durante decadas que já não se atrevem a nada. A vitória, agora, só pode ser a da pimbalhada! Ética é uma palavra sem significado.
Continuamos a assorar-nos à gravata por engano, todo o ano.
Um dia isto muda mas não vai ser tão depressa quanto seria desejavel.
 
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Nem mais.
Socrates Vicente (seguir utilizador), 1 ponto , 23:32 | Segunda feira, 29 de dezembro de 2008
Claro, conciso e verdadeiro.

Vira o disco e toca o mesmo, é o que mais por cá se faz. Às tantas estas reformas todas no ensino e afins é mesmo para que não haja uma maioria esclarecida no nosso país... Já os senhores feudais sabiam que massas ignorantes e com vida difícil sem tempo para reflectirem são a receita para uma vida de mordomias e exploração. O tempo que passam a ultrapassar as dificuldades da vida é tempo que não passam em por em causa o que mal está.

Cada vez mais dá vontade de baixar os braços. Por muito que se tente fazer, a maioria quer é pão e circo.

 
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Será o princípio do fim da Economia?
jneto (seguir utilizador), 1 ponto , 23:50 | Segunda feira, 29 de dezembro de 2008
Gostava de ter a lucidez demonstrada por Miguel Sousa Tavares, sábado após sábado. Terminou 2008 com chave de ouro num artigo em que nem a Economia, enquanto "ciência", escapa às suas críticas pela crise financeira, porque se deixou vender ao espírito "laissez faire, laissez passer" sem necessidade de qualquer demonstração. Realmente, nunca se refere explicitamente à Ciência Económica, mas explicando a crise económica com recurso a valores políticos e éticos anula a validade da análise económica.
http://netodays.blogspot....
 
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Muito moralismo, pouca originalidade...
Cuernavaca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:45 | Terça feira, 30 de dezembro de 2008
O MST que conhecíamos deu lugar a um sensaborão "solidário" e um comentador absolutamente vulgar, replicando a conversa da plebe...
 
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Casa roubada, trancas na porta?
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 17:34 | Terça feira, 30 de dezembro de 2008
Que Portugal vivia nos últimos anos numa economia de especulação, A QUAL TODA A GENTE APLAUDIA, penso que não é novidade para ninguém. Basta observarmos que uma das figuras mais influentes actualmente, ao ponto de levar o PS e a restante seita a nitidamente beijar-lhe os pés, é Joe Berardo, conhecido ESPECULADOR da nossa praça.

Novidade, para mim, é virem agora com a cantiga da moral e da ética, como se Portugal alguma vez se tivesse norteado por esses princípios, a não ser em períodos muito reduzidos que quase não entram para a conta ...
 
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Os engenheiros do capitalismo.
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 16:01 | Quarta feira, 31 de dezembro de 2008
Não deveremos substimar as seitas politicas: são elas que por arte, mãnha e previlegios são os quadros de topo do capital parazitário e pontas de lança em determinadas situações.
 
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LENCASTRE
joshua7 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Quinta feira, 1 de janeiro de 2009
Miguel, um velho patriarca do Norte, o velho Dr. Lencastre, já com mais de noventas, costuma dizer-me que Sidódio foi morto por menos.

Abraço

joshua
 
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ética
semi (seguir utilizador), 1 ponto , 4:46 | Sexta feira, 2 de janeiro de 2009
Não concordo, não se trata de ética mas do funcionamento do próprio sistema capitalista. A solução só pode estar no controle directo da produção pelo povo.
 
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