Capital de risco público: 140 milhões para financiar novos projetos

A tão esperada reforma do capital de risco público veio dar ênfase a um maior apoio às startups, desde que tenham projetos à escala global. A palavra de ordem é internacionalização.

Maria Martins (www.expresso.pt)
Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e emprego Alberto Frias Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e emprego

"Queremos criar as condições para permanentemente apoiar o desenvolvimento e emergência de novas startups", garantiu hoje José Epifânio da Franca, presidente da Portugal Ventures, no lançamento desta nova entidade responsável pela atividade de capital de risco público. Resultado da fusão dos três organismos estatais que geriam esta atividade - InovCapital, Turismo Capital e AICEP Capital Global - a Portugal Ventures vai gerir fundos na ordem dos 600 milhões de euros e anunciou já uma liquidez de 140 milhões para financiar novos projetos.

O foco da Portugal Ventures serão os projetos de startups nas áreas das ciências da vida, tecnologias de informação, comunicação, electrónica e web, e recursos endógenos - com particular destaque para a floresta, economia do mar e agroindústria. "Mas o objetivo é não só o financiamento dos empreendedores, mas também o seu acompanhamento perante os desafios que se lhes apresentam, com uma estratégia de smart money e servindo de catalisador para o crescimento das empresas", destacou Carlos Oliveira, secretário de Estado do Empreendedorismo, da Competitividade e Inovação.

É, no entanto, fundamental que os empreendedores tenham ambição global, uma vez que ficou claro que a nova entidade não pretende apoiar projetos que estejam confinados ao território nacional.  "Queremos levar as nossas empresas a competir mundialmente", resumiu Epifânio da Franca.

Foi também anunciada uma plataforma de ignição, com o objetivo de dinamizar o acesso do capital de risco a projetos com origem em incubadoras e centros de incubação de base científica e tecnológica. O projeto já conta com parcerias com as principais incubadoras e centros de empreendedorismo, entre eles a Incubadora Pedro Nunes e a ANJE, e pretende cobrir rapidamente todo o território nacional. "Queremos apoiar empresas com elevado potencial de desenvolvimento, investir em novas áreas e ajudar a enraizar uma cultura de empreendedorismo", concluiu o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira.

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I'm the king of the world
Não existe criança que não sonhe em voar; Ser mais rápido que o Bolt ou conduzir melhor que o Vettel.
Todos sonham; muitos desitem porque não fizeram os regionais e por isso não chegaram aos olimpicos.
Haverá aqui uma confusão de conceitos? Não fará mais sentido apoiar empresas com algum sucesso a internacionalizarem-se e startups a terem algum sucesso?