24/05/2012 atualizado às 1:52

140 casos de violência com armas nas escolas

Canivetes, armas a fingir e espingardas do pai

A ministra da Educação afirmou que os 140 casos de violência com armas, registados no ano lectivo de 2006/2007 e referidos ontem pelo Procurador-Geral da República, se tratam de um "conjunto de situações muito variado".

8:53 Sexta feira, 4 de abril de 2008
A ministra da Educação afirma que a maioria dos casos ocorre nas imediações das escolas
A ministra da Educação afirma que a maioria dos casos ocorre nas imediações das escolas
Luiz Carvalho

O Ministério da Educação registou, no ano lectivo de 2006/2007, 140 casos de violência com armas nas escolas. Alunos com canivetes, alguns que utilizam "armas a fingir" e outros que "levam espingardas do pai, que é caçador". É "um conjunto de casos muito variado" referiu ontem a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, a propósito dos dados apresentados ontem pelo Procurador-Geral da República após a audiência com o Presidente da República sobre a violência nas escolas, na sequência do caso da Secundária Carolina Michaelis

Pinto Monteiro disse que "há alunos levam pistolas de 6,35 e 9 mm para as escolas... para não falar de facas, que essas são às centenas". "Quando não são os pais que dizem aos filhos para levarem a sua pistola para a escola para se defenderem", contou o Procurador, preocupado com a "impunidade" que se vive nas escolas e no país.

O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, apelou ontem aos conselhos executivos das escolas e aos professores para que denunciem todos os casos de agressões praticadas dentro dos estabelecimentos de ensino, actos que configuram um crime público.

Os órgãos directivos das escolas e os docentes "têm de ter coragem, obrigação e dever cívico para participarem" os casos de violência, afirmou Pinto Monteiro.

O PGR adiantou ainda que os professores não devem ter medo de sofrer represálias ao denunciarem os casos de violência e indisciplina de que são vítimas.

A ministra da Educação afirma, no entanto, que "a maior parte dos casos são nas imediações da escola, não são no seu interior".

O presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP) manifestou-se preocupado com a situação, que qualificou como uma "espiral de guerra civil" nas escolas portuguesas, aludindo à existência de alunos que vão armados para as aulas.

"Não estamos num tempo fácil, estamos a entrar numa espiral de guerra civil nas escolas. [Os alunos] estão a começar a levar armas para se defenderem", disse Albino Almeida, durante um debate no Casino da Figueira da Foz.

Alexandre CostaLusa
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OS TEMPLOS DA SABEDORIA
DANAMONA (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:20 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
A impunidade está ligada ao fracasso do regime da ABRILADA.

Voltaremos à tentativa de combater as consequências sem irmos às causas.O regime defende-se,através duma Ministra do regime ou dum Procurador nomeado pelo mesmo regime.

Por que motivo há indisciplina nas escolas?

Porque o regime apostou e defendeu o principio da desautorização do docente uma vez que o termo autoridade estava ligado ao regime fascista.

Tudo o que envolvesse autoridade era reprovado.Centrou,por isso,a pedagogia sobre o aluno e desprezou o modelo que era o professor.

Depois,espalhou-se a mais ignóbil situação do país,isto é,o não funcionamento da justiça para quem conseguisse "pagá-la". Desenvolveu-se a noção de impunidade.

Em seguida o regime criou a corrupção o que desmotiva um povo no seu trabalho diário.

Surgem as injustiças quanto aos sacrificios pedidos.São sempre os mesmos a pagar,enquanto os adiposos politicos se resguardam e enriquecem de formas estranhas.

Há ainda a criação dum polvo cujos tentáculos se estenderam a todos os sectores,quais pés ambulacrários alapados na economia e nas finanças,que se cimentou com a protecção duma imprensa nas mãos de verdadeiros controladores muito semelhantes à máfia italiana.

Estes são apenas as criações mais visiveis do actual regime e tudo isso se introduziu na sociedade,donde as escolas não estão ausentes.

Este ambiente de degradação democrática é preocupante e só uma mudança de regime se pode inverter esta derrapagem em direcção ao abismo da degradação.

O país deixou de ter valores de referência e,por isso,a lei da selva impera,com um disfarce baseado na propaganda de que Portugal é um Estado de Direito.

Mas todos conhecem em que espécie de país vivemos actualmente.
A podridão do 24 de Abril acentuou-se em 2008.
Esta é a verdade!

Por isso,os alunos levam armas para as escolas,porque se instalou o medo numa sociedade dominada pelo polvo.

Apenas e só reflexos dum regime que não soube e não quis dignificar os portugueses.
Indicou-lhes o "TER" a qualquer preço e não o "SER" dos valores e dos principios.
 
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    Re: O polvo direitista.    Ver comentário
Renhaunhau (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: O polvo direitista.    Ver comentário
DANAMONA (seguir utilizador), 1 ponto , 10:37 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: OS TEMPLOS DA SABEDORIA    Ver comentário
Jovanoti (seguir utilizador), 1 ponto , 11:30 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: OS TEMPLOS DA SABEDORIA    Ver comentário
_maverick_ (seguir utilizador), 1 ponto , 12:18 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: OS TEMPLOS DA SABEDORIA    Ver comentário
HMO (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Tenho-a criticado mas...    Ver comentário
aukistuxego (seguir utilizador), 1 ponto , 12:59 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: Tenho-a criticado mas...    Ver comentário
_maverick_ (seguir utilizador), 1 ponto , 13:38 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: OS TEMPLOS DA SABEDORIA    Ver comentário
FernandaVC (seguir utilizador), 1 ponto , 15:29 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
VAMOS ACABAR C A DITADURA DOS PAIS E ALUNOS
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:21 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Vou contar-vos uma história. A minha filha não é ariana. Na primária, ha cerca de 15 anos, um colega levou uma faca de mato para a escola e com ela ameaçou a minha filha: «Vou fazer-te o mesmo que o meu pai fazia aos pretos em Angola». A minha filha não parava de chorar. Apresentada a queixa, tudo ficou por ali, era preciso compreender as crianças.
Eu pergunto: quando acabará a ditadura dos pais e dos alunos e a demissão dos professores?
Aproveite-se agora que o assunto está em discussão nacional e promova-se um «pirueta» ao ensino, de modo a repor a ordem. A sala de aula não é uma assembleia de clube, de partido, de sindicato ou de religião. è um instrumento de desenvolvimento intelectual da juventude e não a porta para a anarquia. Não se quer uma juventude dócil nem em passo de marcha bem alinhadinha, mas tudo tem limites. Os pais, muitas vezes, são os principais responsáveis e, como estão ao lado dos filhos, os professores ficam impotentes para educar e ensinar.
Rui Filipe Ramos
 
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    Carago!!!    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 17:06 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: VAMOS ACABAR C A DITADURA DOS PAIS E ALUNOS    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    OK.    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 17:32 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
E a senhora ministra tambem não é bem uma ministra
sex&binho&rock'nroll (seguir utilizador), 1 ponto , 9:47 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
"É um conjunto de casos muito variado" ... "a maior parte dos casos são nas imediações da escola, não são no seu interior" .... Mas então a Srª Ministra em vez de enfrentar o problema e apontar uma solução está a tentar desvalorizar o problema? A criminalidade nas escolas está a aumentar, é umfacto incontornável e é preciso que o ministério da educação (e não só) tome medidas para resolver o problema.
Mas a Srª Ministra parece que não sabe qual é o papel dela no meio disto.
 
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    Re: E a senhora ministra tambem não é bem uma mini    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 13:21 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: E a senhora ministra tambem não é bem uma mini    Ver comentário
paunapeida (seguir utilizador), 1 ponto , 13:17 | Sábado, 5 de abril de 2008
O pailhaço da Confap + a mini. Milú.
Renhaunhau (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Que rico par de imbecis.

 
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OBSERVE-SE!!
DANAMONA (seguir utilizador), 1 ponto , 10:25 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Veja-se a página online do Expresso às 10H20!!!

Tem apenas mais de meia dúzia de noticias sobre futebol.

É fartar vilanagem!!

A noticia sobre o Tribunal Europeu contra Portugal por não transposição de directiva sobre transportes desapareceu num ápice,não fossem os leitores lerem os comentários.

O que se chama a isto?

Estes é que defendem o regime!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
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os governantes que merecemos????
sopa de letras (seguir utilizador), 1 ponto , 11:01 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
sim, é verdade que a violencia fora das escolas também é preocupante. Ninguém duvida. Mas desvalorizar a violencia manifestamente galopante daqueles que agora estão nas escolas e em meia dúzia de anos vão tomar as rédeas (????) da sociedade, é completamente acéfalo. A ministra da educação não tem qualquer ligação à realidade . Para quando governantes que querem enfrentar a realidade e combater os males nas suas raizes em vez de discursar para os media ??
 
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A ministra e os secretarios da educacao para a rua
Viking3000 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:26 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Então esta gaja já conhecia os dados sobre armas nas escolas e ainda mandou os seus cães de fila, secretariozitos de Estado, para a comunicação social dizer que não há violência nas escolas? Aliàs, ela própria o afirmou várias vezes, desvalorizando as palavras do Procurador Geral da República.

Isto é um escândalo e é completamente inaceitável. Esta sra. não tem capacidade para ser ministra do que quer que seja. Os secretários de Estado tambem não têm capacidade para ocupar quaquer cargo político/público.

Do que é que estes irresponsáveis estavam à espera? Que alguns desses alunos que vão armados para as escolas fizessem uma matança à moda dos EUA?

O primeiro ministro não pode continuar a manter esta gente em qualquer cargo de responsabilidade. Se não se conseguir livrar deles até às eleições, deve livrar-se deles após as eleições.
 
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    Re: A ministra e os secretarios da educacao para a    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 13:33 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: A ministra e os secretarios da educacao para a    Ver comentário
Viking3000 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:42 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Nada de precipitações...
Bom como o Milho (seguir utilizador), 1 ponto , 12:00 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
... que ainda nenhum aluno andou aos tiros * aos outros alunos dentro do recinto da escola e matou meia duzia.

Quando tal acontecer, então sim, vão tomar-se providências

* quem diz aos tiros diz ás navalhadas claro.
 
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Sim, é variado
Arrebenta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Há a naifa, o corta-unhas, o ponta-e-mola, os calibres todos de pistola, e a caçadeira, que tanto pode ser tradicional como a de pontas serradas. Ainda não houve referência a mísseis, mas... no entanto, as reformas vão avançar, aliás, as e-reformas
 
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    Re: Sim, é variado    Ver comentário
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 14:27 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
escola, armas e companhia
_maverick_ (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Ao ponto a que isto chegou... O que mais me confrange é a quantidade de dislates que aqui leio, acho que mais por ignorância que por outra coisa.
Só não percebo como é que, uma pessoa com a formação da ministra, (é suposto...) continue a minimizar "incidentes", a assobiar para o lado.

Finalmente, alguém não comprometido, como tem demosntrado o actual PGR, chama os bois pelos nomes e, como pessoa recta, honesta e empenhada (desde os tempos de liceu...) e de uma verticalidade a toda a prova, tenta - e digo tenta pois inacreditavelmente tem a oposição de muitos quadrantes, pôr côbro à impunidade reinante nas escolas.
Só quem for de todo mentecapto é que não entende que uma sociedade se rege por normas, sem as quais apodrece e cai...
 
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    Re: escola, armas e companhia    Ver comentário
Arrebenta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
    Re: escola, armas e companhia    Ver comentário
_maverick_ (seguir utilizador), 1 ponto , 12:53 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
PARA ONDE VAMOS...
tinente (seguir utilizador), 1 ponto , 19:53 | Sexta feira, 4 de abril de 2008
Nunca ninguém poderia imaginar que no início do século 21 as crianças e jovens deste país andariam de cabeça perdida, com culpas inteirinhas para os pais e encarregados de educação, que não são ou foram capazes de educar no berço e tantas vezes incitam os filhos para a violência, que em certos casos faz até parte do quotidiano doméstico. O submundo em que vivem não lhes permite ter a ideia exacta do que significa a palavra liberdade ganha no 25 de Abril de 74. Há por aí muita gente que interpreta como a obtenção de direitos, direitos e mais direitos. Obrigações, nada. Isso é com o vizinho e quem falar nisso bateu à porta errada. Muita gente por ignorância pensa assim. Outros, porém, no lufa-lufa da vida diária, nem tempo têm para dar assistência aos filhos. Quase nem sabem que eles existem. Quanto às mesadas, para eles não são problema. O resto é com eles. Então, entregues à força do destino, eles relacionam-se, nem sempre com os parceiros certos e começa aí o "volte face" da vida... mas no sentido negativo.
Então, são os professores e professoras que têm de dar a educação que eles deveriam receber em suas casas. Só que a idade já não lhes permite ser permeáveis a esses ensinamentos e então preferem o mais fácil: a insurreição, o uso de armas brancas e até armas de fogo, que às vezes os pais lhes facultam para os tornar viris. As leis, por sua vez, são permissíveis e então gera-se toda uma violência que poderá ter um fim trágico!!!
 
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Pois é...
Bom como o Milho (seguir utilizador), 1 ponto , 13:24 | Sábado, 5 de abril de 2008
Eu gosto da reacção da D. Ministra: para ela serem 100 ou 200 armas vai dar ao mesmo. Talvez por ser suposto a escola ser um local onde as armas possam circular livremente, assim na boa e na maior!
 
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