6
Anterior
Como se faz uma multinacional?
Seguinte
Moody's baixa rating da dívida da Grécia
Página Inicial   >  Economia  >  Cancelada greve nos hiper e supermercados

Cancelada greve nos hiper e supermercados

A Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços desconvocou a greve marcada para a véspera de Natal nos hiper e supermercados.
Lusa |
A APED classificou a greve de atitude oportunista e demagógica do sindicato
A APED classificou a greve de atitude oportunista e demagógica do sindicato / António Pedro Ferreira
A Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços (FEPCES) cancelou a greve marcada para a véspera de Natal nos hiper e supermercados e outros espaços de comércio moderno, refere o sindicato na sua página da internet. 
 
"Face à posição expressa, especialmente, das empresas que estão a comunicar aos trabalhadores que a proposta da Associação Patronal (APED) é retirada e à posição já expressa pela APED, em particular na reunião informal hoje mesmo realizada, o CESP/FEPCES retira o Pré-Aviso de Greve para 24 de Dezembro, na Grande Distribuição, na convicção que não vão para a frente as 12 horas/dia e as 60 horas por semana fixadas de véspera", lê-se naquela página. 

O sindicato acrescenta que "estão reunidas as condições para prosseguir as negociações" sobre a actualização dos salários e congratula-se com a "mobilização e organização" dos trabalhadores que considera terem sido "determinantes" para inviabilizar o modelo de "flexi-segurança à portuguesa", que pretendia aumentar as 40 horas de trabalho semanais para as 60 horas. 

Mais horas de trabalho semanais


APED e FEPCES estão em desacordo quanto à proposta da associação de aumentar o número de horas semanais de trabalho flexível para o máximo previsto no actual Código de Trabalho, que possibilita acrescentar mais quatro horas às oito horas diárias, até a um máximo de 60 horas semanais.  
 
O presidente da APED, Vicente Dias, em declarações à Lusa, explicou não ter havido hoje qualquer reunião entre a APED e o sindicato, tal como a associação tinha anunciado em comunicado. 
 
"Apesar da reunião ter sido cancelada, os membros da FEPCES deslocaram-se na mesma à sede da APED e, apenas por uma questão de cortesia, foram recebidos num encontro muito breve", afirmou Vicente Dias.  

Reunião cancelada


A APED cancelou hoje a reunião com a FEPCES, a quarta desde que em Outubro começou a negociar a revisão do acordo colectivo de trabalho, justificando não existirem as "condições necessárias" para retomar as conversações enquanto a greve não fosse desconvocada. 
 
O presidente da APED classificou a greve como uma medida "injustificável" e "inútil", defendendo que o sindicato "deve olhar para a empresa de uma forma global".


Opinião


Multimédia

Retrato político de um país livre

Traçámos um mapa partindo dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte de 1975 e dos resultados das últimas eleições legislativas em 2011. O que mudou ao longo desse tempo? Como é que cada concelho votou em 1975 e em 2011? E como evoluiu a abstenção? Clicando sobre o ano e depois sobre os concelhos, no mapa ou no filtro, surgem as respostas.

Quase ninguém ficou em casa

Foi num 25 de Abril como o deste sábado, mas há 40 anos e numa liberdade então recentemente tomada: a 25 de Abril de 1975, Portugal testemunhou as primeiras eleições livres e universais após quase meio século de ditadura. Estas são as histórias, os retratos, os apelos e as memórias de um tempo que mudou o rosto do país.

Edwin. O rapaz que aprendeu a sonhar

O que Edwin sabia sobre a vida era sobreviver. Na cabeça dele não cabiam sonhos e os dias eram passados à procura de comida para ele e para a mãe e para o irmão. A fome espreitava nos cantos da barraca de palha no Quénia e ele escondia-se dela como podia - chupar as pedras era uma forma de a enganar. Mas a sorte dele mudou porque alguém viu nele outra coisa. E tudo começou numa dança. Agora, os mesmos dedos que agarravam as pedras tocam hoje teclas de um piano Bechstein. E os pés dele já não estão nus mas calçados. Com chuteiras. Primeiro no Benfica, agora no Estoril, o miúdo de 15 anos que fala como gente grande descobriu que tinha um sonho: ser futebolista. Como Drogba.

26 mil esferográficas, 14 mil urnas e 760 quilos de lacre. Os números de uma eleição histórica

Mais de mil caixas de lacre foram usadas pelas secções de voto que por todo o país, no dia 25 de abril de 1975, recolheram os boletins de milhões de eleitores. O Expresso percorreu os quatro mapas de despesas das eleições para a Assembleia Constituinte, elaborados pelo STAP, para saber quanto dinheiro esteve envolvido, onde e como foi gasto. Cada valor em escudos foi convertido para euros a preços correntes, tendo em conta a inflação. 

Todas as ilhas têm a sua nuvem

Raul Brandão chamou-lhe 'A Ilha Branca'. Como viajante digo que tem um verde diferente das outras oito que com ela formam o arquipélago dos Açores. É tenra, mansa, repousante e simultaneamente desafiante. Esconde segredos como a lenda da Maria Encantada e um vulcão florestado a meio do século passado que nos transporta para uma dimensão sulfurosa e mágica. Obrigatória para projetos de férias de natureza.

Em três quartos de hora não se esquece só a idade. "Esquece-se o mundo"

Maria do Céu dá três voltas ao lar sempre que pode. Edviges vai a todos os velórios, faz hidroginástica e sopas de letras. António dá um apoio na Igreja e nos escuteiros. Tudo é uma ajuda para passar os dias quando se tornam todos iguais. No Pinhal Interior Sul, a região mais envelhecida da União Europeia, quase um terço da população tem mais de 65 anos. Os mais velhos ficaram, os mais novos partiram.

Profissão: Sniper

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem.

Xarém com conquilhas

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

O que se passa dentro da cabeça dele

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Amadeu, que aprendeu o mundo no campo e tinha o coração na ponta dos dedos

Em Portugal, a dedicação à língua mirandesa tem nome próprio: Amadeu Ferreira, o jurista da CMVM que - quando todos diziam que "era uma loucura impossível" - arranjou tempo para traduzir "Os Lusíadas", a "Mensagem", os quatro Evangelhos da Bíblia e ainda duas aventuras do Asterix para uma língua que pertence a um cantinho do nordeste português e é falada por menos de 15 mil pessoas. No final de 2014 deu ao Expresso aquela que viria a ser a sua última entrevista. Morreu no passado domingo e esta quinta-feira foi lançada a sua biografia, "O fio das lembranças", com quase 800 páginas.

Temos 16 imagens que não explicam o mundo, mas que ajudam a compreendê-lo

O júri do World Press Photo queria dar o prémio maior da edição deste ano (e talvez das edição todas) a uma fotografia com "potencial para se tornar icónica". A primeira imagem desta fotogaleria, por ser "esteticamente poderosa" e "revelar humanidade", é o que o júri procurava. A fotografia de um casal homossexual russo, a grande vencedora, é a primeira de 16 imagens de uma seleção onde há Messi desolado, migrantes em condições indignas no Mediterrâneo, a aflição do ébola, mistérios afins e etc - são os contrastes do mundo.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.


Comentários 6 Comentar
ordenar por:
mais votados
greve
Os lobos da distribuição ficaram gagos, mas se a malta do pé rapado se apercebe da força que tem ao fazer greve, nesse dia fica muito milhão por entrar no covil ai fica fica
Á com cada um
Trabalhar 12 h por dia e por cima com o ordenado minimo, boa medida civica.
Uns andam de bicicleta para outros andarem de Ferrari.
Grande democracia pior que a do Dr Salazar.
Expirou
A greve como forma de luta, já teve o seu tempo áureo. A evolução dos tempos remeteu-a para o museu onde permanecerá por tempo indeterminado. A precaridade do trabalho, o desemprego e o medo que paira sobre quem precisa de trabalhar, faz com que esta forma de luta tivesse caído em desuso. Era pois expectável que a mesma tivesse sido abortada. O tempo que vivemos não está para reivindicações de direitos. Está mais para a observância dos deveres. E quem trabalha sabe e "sente" no dia a dia que a manutenção do seu posto de trabalho, depende muito daquilo que fizer. Se nada fizer, o patrão considerá-lo-á dispensável. Já agora, que tal os sindicatos preocuparem-se com os desempregados ? São cada vez mais. Embora, coitados, não tivessem dinheiro para pagar as quotas a quem supostamente os "defende" e "representa".
Re: Expirou
E o resto?
Alem da tentativa das 60 horas semanais, sabiam que por exemplo no modelo do montijo, nos ultimos 2 meses, muitos efectivos foram transferidos para longe de casa, que os horarios é ao sabor do vento, hoje o chefe diz o horario da amanha, que os dias de folga é conforme o chefe ou director quer. Maes que nunca estao com os filhos devido a horarios que não lembra a ninguem. Clima e medo e coloboradoras massacradas psicologicamente chegando ao cumulo do director afirmar que é um deus. Casos de pessoas da caixa colocadas na peixaria sem nunca terem trabalhado com facas e sem qualquer formação com o perigo de ficarem sem uma mao, tudo para se despedirem e colocarem contratados com ordenados mais baixos. Ninguem imagina o que anda acontecer nos hipermercados portugueses, Está em curso uma estrategia pelo grandes grupos aproveitando a crise para ganhar muito mais do que já ganham. Isto das 60 horas não é nada do que realmente se passa e os trabalhadores principalmente as mulheres não falam por terem medo de perder o emprego
As grandes superficies tornaram-se um Império
Os governos ao deixarem abrir super e hiper mercados como cogumelos por todo o país, em que há sítios que a algumas horas do dia, estão completamente às moscas, cria uma situação caricata de volatilidade no emprego, que nem a flexibilização em vigor no novo Código de Trabalho vai atenuar ou resolver.

Os patrões com forte poder económico/financeiro por usarem os pagamentos "cash" e pagarem a 90 dias aos desgraçados dos fornecedores, que tem de aceder ao seu poder, pois, caso contrário não tem onde colocar os seus produtos por falta de estruturas (produção/logística) e se sujeitam exclusivamente ao mercado nacional, principalmente nos produtos perecíveis.

Os patrões sabem que com alto desemprego e em tempos de crise é a situação ideal e favorável para prepotentemente imporem as suas exigências de não formação, excesso de horários e baixos salários.

Os trabalhadores infelizmente não tem força para se confrontarem com uma greve e que se aderirem correm sérios riscos de ficarem apontados para que numa próxima oportunidade, serem os primeiros a virem para a rua e não há inspectores espalhados pelo país, para fiscalizar estas graves situações, inclusive chega-se ao ponto de serem os próprios trabalhadores a não dizerem aos fiscais, as tropelias da entidade patronal por via dos chefes e gerentes de loja.

Depois chega-se a este ponto de medo de fazer greve, por receio dos próprios sindicatos de poder ser um fiasco, que deixaria marcas difíceis de prever.
Comentários 6 Comentar

Últimas

Ver mais
Receba a nova Newsletter
Ver Exemplo

Pub