O grupo brasileiro prevê um dvidendo extraordinário até €350 milhões
João Carlos Santos
A Camargo Corrêa anunciou que reitera o seu "interesse sério e não oportunístico" numa operação de fusão com a Cimpor, respondendo assim a uma notificação da CMVM solicitando esclarecimentos.
"A Camargo Corrêa, tendo tomado conhecimento do projecto de decisão divulgado pela CMVM, reitera o seu interesse sério e não oportunístico numa solução que permita optimizar o valor das sinergias e o potencial de crescimento conjunto", lê-se num comunicado enviado hoje à Lusa.
O grupo brasileiro acrescenta que essa solução "assenta numa lógica industrial sólida e de longo prazo, com a convicção - que aliás não é recente - de que essa é uma proposta de valor para os accionistas de ambas as empresas".
Oferta concorrente à da CNS
No sábado a CMVM notificou a Camargo Corrêa do início de um procedimento administrativo com vista a que o grupo brasileiro conformasse a sua proposta e fusão com a Cimpor ou a retirasse, e se abstivesse de a publicitar ou divulgar, para além da comunicação sobre essa retirada.
"Face à posição divulgada pela CMVM, à qual responderá em devido tempo
e pela forma adequada, a Camargo Corrêa está a ponderar as opções ao seu dispor, pelo que comunicará oportunamente a decisão tomada", refere o grupo no comunicado hoje enviado.
A proposta de fusão apresentada pela Camargo Corrêa foi comunicada ao mercado pela Cimpor a 13 de Janeiro.
O grupo brasileiro Camargo Corrêa propôs a fusão de activos à cimenteira portuguesa e a aquisição de uma participação inferior a 50% do capital e dos votos da Cimpor após a fusão e a distribuição de um dividendo extraordinário no valor global de até 350 milhões de euros aos accionistas da cimenteira portuguesa.