A Câmara de Lisboa quer reduzir as faixas de rodagem na Avenida 24 de Julho para "diminuir a presença do automóvel na cidade" e "humanizar e tornar aquele espaço mais agradável", disse hoje o presidente da autarquia, António Costa.
Esta medida foi introduzida na última alteração ao Plano de Urbanização de Alcântara, que deverá ser discutido esta tarde pelo executivo municipal, e prevê a redução para duas faixas de rodagem em cada sentido naquela via, disse na terça-feira o vice-presidente da câmara, Manuel Salgado.
À margem de uma cerimónia de entrega de residências a associações artísticas, António Costa adiantou que "a 24 de Julho vai sofrer uma grande alteração", ficando com "menos faixas de rodagem e menos trânsito automóvel".
O autarca disse que com esta medida pretende-se "humanizar" aquela avenida, ou seja, "diminuir a presença do automóvel, melhorar a acessibilidade com o transporte público e simultaneamente tornar o espaço mais agradável", onde "possam haver esplanadas e onde as pessoas possam viver sem ruído".
António Costa sugere uso da CRIL
António Costa defendeu que "há um conjunto de reencaminhamentos que se devem ir fazendo para diminuir a pressão do automóvel na cidade", principalmente do tráfego que "vem de Oeiras e de Cascais que usa muito a frente ribeirinha".
O presidente da Câmara sugeriu o uso da CRIL [concluída em abril] que "faz a cidade de uma ponta à outra sem entrar nela" [entre Algés e Sacavém] ou da Avenida de Ceuta.
António Costa lembrou que aquela via "sofreu muitas obras para ser um grande eixo viário" e que agora a zona é "muito difícil de ser vivida, é muito agressiva".
O autarca recordou ainda a "muita polémica" oriunda das alterações de tráfego no Terreiro do Paço, salientando que "hoje toda a gente percebe porque é que foi feito e como era absurdo manter o automóvel como rei e senhor no Terreiro do Paço".
Costa defendeu que "é preciso fazer também esse trabalho a montante [da cidade] e no eixo da 24 de Julho".