Quando o futuro do terminal de Alcântara é uma incógnita, António Costa anuncia acordo entre a Câmara Municipal de Lisboa, a concessionária Lisconte, a Administração do Porto de Lisboa e os adversários do alargamento (a Associação Lisboa Tejo e Tudo, de que faz parte entre outros Miguel Sousa Tavares).
O entendimento responde às "preocupações do município", para que o espaço público continue a ser de "fruição e lazer".A informação de Costa foi prestada na reunião da Assembleia Municipal, que ainda decorre. Só amanhã o presidente da Câmara dará aos vereadores o texto integral do acordo.
Segundo o autarca, qualquer que seja a decisão política sobre o negócio - neste momento nas mãos da Assembleia da República e no quadro das relações entre o Parlamento e o Governo -, "todos estão comprometidos com as obrigações".
As garantias dadas por Costa passam pela criação de uma praça em frente à Gare Marítima de Alcântara, junto ao rio; escoamento de contentores por via marítima e ferroviária, sem aumento do trânsito rodoviário; respeito pelas questões ambientais do Vale de Alcântara; recolocação dos concessionários das Docas nos seus locais actuais, após a realização de obras; limitação à expansão do terminal para Nascente e poente, assim como também em relação à altura dos contentores. As negociações que possam vir a ter lugar entre o Estado e a Lisconte são "matéria estranha à actuação municipal", disse Costa.
O presidente da Câmara sublinhou, por fim: "Em qualquer concurso, estas obrigações estão salvaguardadas, para não se ter de negociar tudo com um eventual novo concessionário".