23 de abril de 2014 às 13:48
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Caixa garante direitos de voto na Cimpor

A estatal Caixa garante que é detentora de 9,6 % do capital social da Cimpor e dos direitos de voto correspondentes.
Lusa
A Cimpor é disputada pela brasileira CNS João Carlos Santos A Cimpor é disputada pela brasileira CNS
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) afirmou hoje que detém 9,584% do capital social da Cimpor e da plenitude dos direitos de voto associados.  
 
"A Caixa Geral de Depósitos esclarece que é detentora de 9,584% do capital social da Cimpor e da plenitude dos direitos de voto associados, tal como comunicado ao mercado no dia 16 de Fevereiro de 2009", disse fonte oficial do banco estatal.  
 
A comunicação surge na sequência da ter esclarecido que é detentora dos direitos de voto correspondentes aos 9,584% do capital da Cimpor que vendeu à Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 2009, ficando o banco estatal sem direitos de voto.  

Direitos de voto imputáveis à Investifino 


Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Investifino, sociedade do empresário Manuel Fino, afirma que desde 16 de Fevereiro de 2009, quando vendeu 9,58% do capital da Cimpor à CGD, lhe são "imputáveis um total de aproximadamente 20,259 dos direitos de voto" na cimenteira portuguesa.  
 
A Investifino diz ainda que "não existe qualquer acordo" com a CGD relativamente ao exercício dos direitos de voto inerentes às acções alienadas no ano passado.
 
Ou seja, a CGD controla 9,6% da Cimpor, mas não tem poder de decisão em Assembleia-Geral.   
 
A 16 de Fevereiro de 2009, a CGD comprou 9,58% da Cimpor ao empresário Manuel Fino a um preço muito superior ao da cotação em bolsa, pagando 62 milhões de euros a mais.  

Disputa entre CNS e Camargo Corrêa


O esclarecimento da Investifino surge numa altura em que a Cimpor é objecto de cobiça por parte dos grupos brasileiros Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Camargo Corrêa.    
 
A CSN lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Cimpor, enquanto a Camargo Corrêa apresentou à cimenteira portuguesa uma proposta de fusão.   
 
A CMVM obrigou a Camargo Corrêa a retirar a sua proposta ou a apresentar uma OPA concorrente à da CSN.
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