A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve prejuízos de 488 milhões de euros em 2011.
O banco registou provisões e imparidades no valor de 1,6 mil milhões de euros dos quais 613 milhões dizem respeito a imparidades relativas a títulos que se desvalorizaram muito, como a PT, BCP, Brisa e ZON. 827 milhões cobriram imparidades de crédito.
Em conferência de imprensa, o presidente executivo do banco público, José de Matos, referiu que "o exercício de contenção e ajustamento foi muito intenso e exigente para as equipas da CGD".
"O nível de imparidades na carteira de títulos foi superior aos prejuízos, o que não nos agrada nada, como é óbvio", acrescentou José de Matos.
"A CGD continua bem capitalizada. Terminámos o ano com um rácio core tier 1 de 9,4% mas vai ser preciso algum reforço do capital por causa das exigências da Autoridade Bancária Europeia. O plano de capitalização já foi apresentado e em 2012 vamos cumprir as metas".
"Vamos proteger-nos e assegurar a solidez do grupo e vamos centrar-nos mais na atividade bancária", acrescentou.