24 de abril de 2014 às 22:43
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Café está 42% mais forte em 2010

São poucas as commodities que ultrapassam o ouro em 2010, mas o café brilha mais que o metal precioso nos mercados financeiros e está no valor mais alto desde 1998. Clique para visitar o canal Dinheiro
Nuno Alexandre Silva (www.expresso.pt)
Matérias-primas agrícolas que voltam a brilhar são o café e o açúcar Flickr Matérias-primas agrícolas que voltam a brilhar são o café e o açúcar

Ultrapassar o desempenho do ouro nos mercados financeiros não é um luxo para todos, mas para o café o ano tem sido de forte subida. A matéria-prima que tem como principal produtor o Brasil, que espera exportar 31 milhões de sacos de café no que resta do ano, viu o seu preço crescer 42,55% desde que o ano começou, deixando para trás o forte brilho de mais de 30% de ganhos do ouro em 2010 e estabelecendo o valor mais alto dos últimos 12 anos (167 cêntimos de dólar), na passada sexta-feira.

Agora, são os gestores de hedge funds e grandes especuladores que estão a tomar conta do café. Segundo os dados da US Commodity Futures Trading, a autoridade norte-americana para o mercado de contratos de futuros, os gestores e especuladores aumentaram as suas posições em mais de 28% na semana passada. Ao alcance dos investidores portugueses, o ETFS Coffee, fundo cotado da ETFS Securities que acompanha o desempenho de um índice ligado ao preço do café, já subiu também 43% nos últimos 12 meses, com 33% dos ganhos a aparecerem em 2010.

Quem não parece seguir a euforia do café é o Barclays. Nicholas Snowdon, analista do banco, adiantou numa nota de análise que "o excedente de café será de 2,8 milhões de sacos em 2010-2011", mas isso não tem evitado o regresso dos preços aos níveis de 1998.

Açúcar: regressa o doce aos mercados


A outra matéria-prima agrícola que volta a brilhar é o açúcar. Depois de ter perdido mais de 40% do seu valor no mercado de futuros nos primeiros quatro meses do ano, através do contrato referência para o comércio do açúcar, nos últimos 60 dias a matéria-prima produzida especialmente no Brasil e Índia subiu mais de 25%.

Segundo a Bloomberg, a corretora londrina Czarnikow Group acredita que o mercado pode ter "escassez física de açúcar" no terceiro trimestre do ano, numa altura em que as companhias alimentares e as refinarias fazem um esforço para voltar a repôr stocks, aliviados anteriormente pelos elevados preços atingidos em 2009.

Os investidores que apreciam o doce dos mercados e que apostaram na matéria-prima nos últimos dois meses através do ETFS Sugar, um fundo cotado da ETF Securities que replica o desempenho de um índice ligado ao açúcar e que também está disponível em Portugal, ganharam cerca de 14% com o regresso aos lucros açucareiros. Ricardo Scaff, trader do Rabobank indicou à Bloomberg que "os stocks estão em baixo" e que "o aperto neste mercado pode demorar mais tempo". Com o preço do contrato atual nos 15,82 cêntimos de dólar, o Barclays acredita que o preço possa chegar aos 0,30 dólares no próximo trimestre.

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