24/05/2012 atualizado às 1:52
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Cada português produziu 511 quilos de lixo em 2010

Nos últimos 15 anos aumentou o lixo produzido pelos portugueses.

13:38 Quinta feira, 12 de janeiro de 2012

Cada português produziu 511 quilogramas de lixo em 2010, num total de 5,1milhões de toneladas, valor acima da meta fixada para Portugal, mas ligeiramente abaixo da média europeia, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente(APA).

O Relatório do Estado do Ambiente elaborado pela APA refere que, dos 5,184 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidos em Portugal continental, 85 por cento (%) corresponde a recolha indiferenciada e 15% a recolha seletiva, um valor que aumentou face a 2009 (13%).

O aterro foi o destino para mais de metade (61%) dos resíduos produzidos, com tendência de descida, seguindo-se a incineração com recuperação de energia,com 18%. A valorização orgânica foi a opção para oito por cento dos resíduos. O lixo recolhido em ecopontos ou porta a porta ascendeu a 356 mil toneladas.

O Norte e Lisboa e Vale do Tejo foram as regiões com maior produção de resíduos urbanos, com 31% e 39%, respetivamente, situação "muito possivelmente relacionada com o maior poder de compra e com a grande concentração de atividades económicas", explica o documento.

Do total de resíduos urbanos, cerca de metade são biodegradáveis. Destes, 64% vão para aterro, apesar dos esforços para a construção de infraestruturas de valorização para cumprir os objetivos previstos na diretiva comunitária.

Produção de lixo aumenta a taxa superior à do PIB


Nos últimos anos, a produção de resíduos urbanos em Portugal tem aumentado a uma taxa superior ao desenvolvimento económico (Produto Interno Bruto - PIB),que desacelerou devido à crise económica.

Nos últimos 15 anos (entre 1995 e 2010) aumentou o lixo produzido pelos portugueses. As exceções são os anos de 2001 e 2004, quando se registou um ligeiro decréscimo, e 2010, quando os valores se mantiveram.

A produção de resíduos urbanos em 2010 foi superior em cerca de 111 mil toneladas à meta estabelecida pelo Plano Estratégico para os Resíduos SólidosUrbanos (PERSU), de 5,073 milhões de toneladas.

Na União Europeia, a média de produção de resíduos era de 512 quilogramas por habitante em 2009, último ano com dados disponíveis.

Lusa
Palavras-chave  Lixo, português, resíduos
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Ora bem, a produção de lixo
Monroe (seguir utilizador), 2 pontos , 16:10 | Quinta feira, 12 de janeiro
é muito maior em ano de eleições, altura em que são produzidos (por parte dos eleitores) os deputados que - infelizmente e para mal dos nosso pecados!- posteriormente não podem ser depositados em ecopontos nem colocados em oleões.
Assim, só nos resta tentar num futuro próximo uma solução parecida com a de Souselas: a co-incineração (que é um dos métodos- para quem não sabe- que nos permite dar um destino aos resíduos ALTAMENTE TÓXICOS).
 
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Eu pago o lixo que produzo no País onde vivo....
ifadarra (seguir utilizador), 1 ponto , 16:37 | Quinta feira, 12 de janeiro
Se tivessem de pagar por cada quilo de lixo como eu tenho de pagar, de fazer a triagem dos plásticos, papeis e vidros, talvez Portugal fosse um País mais limpo e ecológico. Não basta os blá, blá, blá dos grupos ditos "verdes e muito ecológicos", é preciso agir. Pagar como eu pago, sensivelmente 650 euros por ano, em 2011, pelo lixo que produzo, pode não ser uma medida justa mas obriga-me a pensar em alguns produtos que compro e se realmente os vou consumir ou por directamente no lixo. E o que pago é realmente o que produzo. O meu caixote tem um chip com o nome do proprietário da casa, que é "lido" no camião de recolha, com o peso, os dados são transferidos para a Comuna onde resido e trimestralmente lá vem a conta para pagar. Não pago o lixo que não produzo!
 
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O melhor sistema, para mim ...
castanhinha (seguir utilizador), 1 ponto , 17:00 | Quinta feira, 12 de janeiro
Parece-me que a melhor solução é a da selecção compulsiva dos resíduos.

Por testemunho de um familiar que vive num pais europeu, o levantamento do lixo é feito de forma seleccionada. Paga-se uma caução, que será devolvida no fim do contrato, caso a entrega do lixo tenha sempre cumprido com o esquema de entrega seleccionada. Se a pessoa quizer entregar o lixo a granel, pode fazê-lo, só que fica sem a caução ( 150 € ) todos or meses, e tem de depositar nova caução para o mês seguinte. Em resumo. quem favorece a recuperação dos resíduos, tem a motivação de estar isento ; quem só se dedica a poluir, paga e bem ...
 
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