Bruno Alves e o mais do mesmo. "Jogar para ganhar"
Bruno Alves aborda a conferência de imprensa como aborda um jogo: defende, evita deslizes e alivia para a bancada quando é preciso. Da boca dele, poucas novidades vão sair. Refugia-se nos chavões, o mais batido de todos, o "jogar para ganhar." Pois claro.
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A primeira pergunta que lhe fazem implica-o directamente. É sobre os golos sofridos por Portugal, todos por alto, supostamente o seu ponto forte. Mas Alves, evidentemente, defende-se. "Treinamos sempre com a intenção de melhorar. Temos jogadores que podem prevenir isso." Next question. Próxima pergunta.
Um dos supostos receios é que Alemanha e Dinamarca façam um arranjinho entre elas de forma a deixar Portugal e Holanda de fora. Coisas que se podem pressentir, sentir mas raramente provar. Resposta de Alves? Simples. "A nossa preocupação está em tentar vencer dentro do nosso campo." Mais uma pergunta.
Então e que tal recordar a famosa Batalha de Nuremberga, aquele Holanda-Portugal do mundial de 2006 que acabou com 4 expulsões e uma vitória nacional? Pensará Bruno Alves que algo de parecido se poderá repetir? "É difícil prever esse tipo de situações. Estamos preparados para tudo e bem treinados. Agora, é dar o nosso melhor. O objectivo é vencer a partida." Vamos à quarta questão?
Sugerem a Bruno Alves que a Holanda tem uma capacidade ofensiva tremenda. Não é exagero, se pensarmos em nomes como Van Persie, Huntelaar, Robben, Afellay, Van Der Vaart, etc.. Uma vez mais, o central despacha a bola para canto. "Sabemos da qualidade da equipa adversária e estamos preparados." Ah, "e acreditamos em nós."
É sabido que à Holanda só interessa vencer e marcar pelo menos dois golos a Portugal; isso, evidentemente, poderia funcionar a favor de Portugal que se sente como peixe na água a jogar em contra-ataque. "É normal que eles queiram atacar mais mas nós sabemos que temos capacidade para defender." Ponto final. Mais alguma coisa? Ah, sim, a ansiedade que antecede os encontros decisivos. Para Alves, é tranquilo. "A maior parte dos jogadores aqui presentes têm de tomar decisões nos clubes onde jogam.". Agora sim. Ponto final parágrafo.


Bartosz Jankowski/Reuters
«Acreditamos em nós»
