25 de maio de 2013 às 2:33
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Breakdance no urinol e mímica na sanita

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

Nunca percebi a modernice de utilizarem sensores de movimento nas casas de banho dos espaços públicos. Uma pessoa entra contente da vida, ouve aquele clique medonho e pronto ..."já estão a contar o tempo, daqui a nada apaga-se e estou aqui metido em sarilhos. Tenho de me despachar". Faz lembrar as minas que os desgraçados pisam na guerra mas com o efeito contrário. Na guerra os soldados sabem que se mexerem uma pestana ou deixarem cair uma pinga de suor depois de ouvirem o clique ao pisar do dispositivo vão imediatamente pelos ares, já nas casas de banho se não nos mexermos como se tivéssemos tomado uma mão cheia de pastilhas de ecstasy ou sacudirmos violentamente o pirilau ficamos às escuras.

Isto só por si é uma idiotice. Até porque toda a gente sabe que o stress é um forte inimigo da motivação que nos levou a entrar nos lavabos.  A pressa é inimiga da perfeição e das necessidades fisiológicas. Não seria nada agradável pensar que enquanto estamos a fazer xixi, na cabine ao lado está um senhor com um cronómetro numa das mãos e a outra no interruptor à espera do segundo x ou y para nos deixar na penumbra com as calças para baixo ou com parte do aparelho reprodutor na mão.

Mas acontece. Por vezes ficamos mesmo às escuras. E depois? Depois, meus amigos, é o disparate. Se estamos no urinol pelas razões óbvias só temos uma mão livre - toca a erguer a dita bem alto como se fossemos o Luisão a pedir fora de jogo ao árbitro auxiliar ou estivéssemos a treinar a coreografia da Dancing Queen dos Abba. Se estamos na sanita é com os dois braços, como se pedíssemos ajuda ao banheiro depois de afundarmos uma gaivota ao largo de Albufeira ou a participar num jogo de mímica com os amigos mas directamente da retrete. É completamente absurdo e só se torna menos mau porque à partida ninguém está a ver. E mesmo que estivesse não iria conseguir vislumbrar patavina porque estaria escuro como breu.

Resumindo: acabem com os sensores nas casas de banho e deixem-nos fazer o que temos a fazer sem parecermos um cão de água a sacudir-se depois de uma ida ao mar. 

 

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Comentários 6 Comentar
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O drama das amélias que fazem xixi nas trevas...


Luzes sempre acesas e, já agora, as amélinhas não querem também pó talco no rabinho?!?

Deviam era passar umas férias no Afeganistão e experimentar as casas de banho públicas e o "papel higiénico" da marca pedregulho.

"enquanto estamos a fazer xixi…" mi,mi,mi…

Então mas os homens também fazem xixi?!? Sempre ouvi dizer que quem faz xixi são as mulheres, os homens mijam.

"acabem com os sensores nas casas de banho"

Acabar?!?

Óh queixosozinho, não sabe que os sensores são ajustáveis? Quantos minutinhos precisa, diga lá?
Bem, os cagões, é natural que precisem de mais tempo, principalmente aqueles que quando escrevem asneiras ainda se gabam de ser docentes universitários.

Mas que falta de imaginação!
Mas que falta de imaginação! Leva uma lanterna na mão e já está!
O melhor é comprar uma gambiarra,aos chineses!
É barata,eles agradecem e até dá para pendurar no tecto!
Re:O melhor é comprar uma gambiarra, aos chineses! Ver comentário
Lindo!!!
Só faltou falar da dança da peneira, ou do do ritual do "lança os dados", com as mãos por baixo das torneiras dos lavatórios, quando estas também têm sensor. É, de facto, enervante. Mas necessário, porque o povinho tem uma certa tendência para o esquecimento no que toca a apagar a luz e fechar a torneira... Depois do alívio, já não pensa em mais nada!
Breakdance no urinol e mímica na sanita
Se não tens mais nada de que falar...cala-te, ou ganhas ao metro da treta que escreves?
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