18 de maio de 2013 às 17:29
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Brasil interessado em engenheiros e arquitetos portugueses

O Brasil prepara-se para validar os diplomas dos portugueses em Arquitetura e Engenharia, para assim abrir as portas a imigração qualificada.

Márcio Resende, correspondente em Buenos Aires (www.expresso.pt)
Em maio, Paulo Portas pediu ao ministro da Educação brasileiro, Aloízio Mercadante, o reconhecimento dos diplomas portugueses nas áreas de engenharia e arquitetura Fernando Bizerra Jr./EPA Em maio, Paulo Portas pediu ao ministro da Educação brasileiro, Aloízio Mercadante, o reconhecimento dos diplomas portugueses nas áreas de engenharia e arquitetura

Engenheiros e arquitetos portugueses terão um novo mercado de trabalho do outro lado do Atlântico. Num ano, o Governo brasileiro pretende reconhecer os diplomas desses profissionais portugueses e abrir as suas portas a uma onda de imigrantes altamente qualificada.

"Isso é viável no curto prazo para os profissionais que vêm de universidades portuguesas que têm excelência em ensino. Acredito que o processo possa levar no máximo um ano, mas espero que até o final deste possamos dar resposta a isso. Vamos trabalhar fortemente para poder reconhecer esses diplomas", antecipou ao Expresso o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, ex-senador e homem forte do Partido dos Trabalhadores de Lula e Dilma Rousseff.

Essa será a resposta que Mercadante dará ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, quando se reunirem na semana que vem no Rio de Janeiro durante a conferência Rio +20. Em maio, o ministro Paulo Portas pediu a Aloízio Mercadante o reconhecimento dos diplomas portugueses nas áreas de engenharia e arquitetura.

"Não sei quantos profissionais portugueses seriam beneficiados, mas Paulo Portas disse-me que é um número considerável", disse o ministro.

"A decisão de validar os diplomas não depende do Ministério da Educação, mas das universidades públicas. Temos que dialogar com as universidades para ver qual é a dimensão da procura de profissionais portugueses e para verificar quais as universidades portuguesas que têm excelência em formação em Engenharia e em Arquitetura para serem certificadas", explicou Mercadante. "Há institutos de engenharia em Portugal de alto nível internacional. Esses diplomas, por exemplo, terão com certeza mais facilidade em ser reconhecidos", indica.

Segundo o ministro brasileiro, o Brasil tem todo o interesse em atrair tanto os brasileiros que foram embora no passado e que se formaram no exterior como os profissionais qualificados de outras origens.

"O Brasil viveu uma diáspora de cérebros no passado durante a crise. E hoje o Brasil é um pólo de atração forte. Há um grande interesse na situação atual", avalia.

"O nosso maior desafio é aproveitar esse momento para desenvolver essas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação. Preparar o país para uma sociedade do conhecimento, dar um salto no sector exportador de futuro e produzir com qualidade", projeta Mercadante.

No caso da Medicina, o Brasil possui o programa Revalida através das universidades federais (nacionais). Uma vez por ano é feito um exame que certifica os diplomas de medicina. Além disso, algumas universidades estaduais reconhecem o diploma independentemente do Revalida.

"O Brasil tem uma oferta de médicos baixa comparado com outros países da região. Tem 1,9 médicos para cada 1000 habitantes enquanto o Uruguai, por exemplo, tem 3,7 e a Argentina 3. Há uma procura forte de médicos que querem trabalhar no Brasil", aponta.

No programa brasileiro Ciência Sem Fronteira, dois dos cinco tipos de bolsas são para atrair jovens e talentosos doutores para o Brasil. Outro exemplo são os investigadores seniores. Durante três anos, profissionais do mais alto nível passam três anos no Brasil em universidades ou em centros de pesquisa.

Para Portugal, Mercadante indica o programa Ciência Sem Fronteiras como o melhor instrumento de integração profissional. O Brasil quer fortalecer o programa com Portugal.

"Houve uma procura incrível de alunos para ir a Portugal. Foi surpreendente. Vamos mandar um volume grande alunos para lá", adianta. "A minha proposta com Portugal é fortalecer o Ciência Sem Fronteira para os professores e investigadores que quiserem ir para o Brasil. Ficar um período no Brasil, podendo depois voltar a Portugal. E não ter uma relação oportunista como outros países têm de num momento de crise como nós já vivemos ir lá atrair os talentos", conclui Aloízio Mercadante.

Comentários 78 Comentar
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Inter-Ciência entre Portugal e o Brasil
Saúdo qualquer medida, ao nível das Universidades ou outras instituições de Ensino Superior, que se venha a traduzir num aprofundamento das relações bilaterais entre o Portugal e o Brasil, seja no domínio da Engenharia e da Arquitetura, seja, na verdade, ao nível de qualquer uma das outras disciplinas superiormente reconhecidas como tal, tanto num País como no outro, aí se incluindo, bem entendido, as Letras e as Humanidades. O meu sonho sempre foi esse: o de uma comunidade de investigação, de ensino e de publicação, que abranja os nossos dois Países. Lamentavelmente, rivalidades fora de lugar, problemas abstrusos, dificuldades políticas que apenas brotam da falta de coragem e de uma autêntica visão de futuro têm levado a que os protocolos entre Universidades de Portugal e do Brasil, para além de tímidos, permaneçam num lamentável estado de letargia, com uma grande falta de projeção nas respetivas sociedades, emaranhados em confusões, não raro linguísticas (!), e outros abstrusos procedimentos. Dito isto, não nos podemos esquecer que Portugal está na Europa e, por isso, precisa de obedecer às regras europeias estabelecidas. Mas em tempos de crise para nós, e de rápida expansão económica no Brasil, julgo que é chegado o momento de procurar levar à prática o que a noticia diz o ministro Paulo Portas está a procurar no Brasil. Engenheiros e outros doutores Portugueses no Brasil, será uma mais-valia para todos, a começar pelos que lá possam mostrar o muito que sabem e podem.
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patético
Como se os engenheiros portugueses já não se estivessem a safar muito bem...

Preocupem-se é com os licenciados em cursos da treta.
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E o que e que isso interessa? Nada!
E voces perguntam: "o que e que isso interessa"? E eu respondo: NADA... Ou muito proximo de nada....
O que interessa quando se fala em mobilidade laboral sao VISTOS DE TRABALHO.
Que me interessa a mim que uma qualquer universidade brasileira reconheca o meu curso de engenheiro se depois o processo de obtencao de visto de trabalho e tao moroso e incompreensivelmente penoso que desencoraja qualquer empresa de contratar profissionais portugueses... Trate disso Senhor Ministro. Prove que merece o voto que lhe dei... O resto e prpopaganda!
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?
O ministro da educação nada pode fazer, ele não pode atropelar a autonomia das universidades federais mas tinha q dizer algo para se ver livre do intrépido lusitano comprador de submarinos, vamos ver o que terá (ou não terá!) acontecido daqui a um ano... O q quer dizer exatamente esse 'nacionais' escrito entre parênteses e depois de 'universidades federais' ??!! Ora 'nacionais' todas são. 'Universidades federais' significam q são mantidas com o dinheiro que vem do governo federal ou central
...E "DOUTORES"-com letra grande!
Força Brasil! Temos por cá, 10 Milhões de títulos para exportar, com predominância para: “Drs. Engºs. e arquitectos…a preço de saldo!
Os Politicos Portugueses no seu melhor
Quando lemos estas noticias fica-se pasmado como os governantes estão a promover a exportação de Portugueses qualificados que fazem falta em Portugal.é revelador das capacidades que temos em materias de classes polticas em Portugal.
Validação, pasme-se!
sim pois claro. O sr. portas nem sabe nem pode saber o que é que é necessário para validar um diploma no Brasil. Asseguram-lhe que fazem diligências para tornar o processo rápido, num ano?, pasme-se, mas não explicam que varia de estado para estado, universidade para universidade e que, não sei se regra, só pode ser validado o diploma depois de se conseguir um RNE. Como raio se consegue um RNE? Só se apanhar uma patricinha, ou patricinho não quero ser sexista, e consumar uma coisa qualquer, ou se casar, ou se trouxer um investimento em numerário de uns bons milhares de euros, ou se conseguir um contrato de trabalho. Mas era aqui que queria chegar, não me parece que o Brasil queira aceitar gringos para trabalhar tendo como contrapartida a emissão de vistos de permanência. É mais prático usar e descartar. Fui longamente claro.
Re: Validação, pasme-se! Ver comentário
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Validação, pasme-se!
sim pois claro. O sr. portas nem sabe nem pode saber o que é que é necessário para validar um diploma no Brasil. Asseguram-lhe que fazem diligências para tornar o processo rápido, num ano?, pasme-se, mas não explicam que varia de estado para estado, universidade para universidade e que, não sei se regra, só pode ser validado o diploma depois de se conseguir um RNE. Como raio se consegue um RNE? Só se apanhar uma patricinha, ou patricinho não quero ser sexista, e consumar uma coisa qualquer, ou se casar, ou se trouxer um investimento em numerário de uns bons milhares de euros, ou se conseguir um contrato de trabalho. Mas era aqui que queria chegar, não me parece que o Brasil queira aceitar gringos para trabalhar tendo como contrapartida a emissão de vistos de permanência. É mais prático usar e descartar. Fui longamente claro.
Re: Validação, pasme-se! Ver comentário
consulados corruptos?
O mau funcionamento de alguns consulados portugueses no Brasil , levanta a suspeita de corrupção activa e passiva nos mesmos.
As coisas que lá dizem mereciam uma investigação séria,dado que andam a enganar muitos portugueses.
Só um ministro desatento e desinformado permite que isto aconteça.
Tão desatento e desinformado que a complexidade do tema desta noticia foi colocado a nú por vários comentadores,como seja a autonomia das Uni. Federais e a obtenção do RNE.
Sem RNE as UF não validam coisa nenhuma e para ter RNE é preciso visto Permanente.
Re: consulados corruptos? Ver comentário
É isso mesmo...
Enquanto o Brasil exporta licenciadas em "relações humanas" o Portas que exportar os inginheiros portugueses... cada um vende o seu pior...
Atendamos que
se trata de uma questão de mercado de trabalho e os bons profissionais têm lugar num país emergente, cujas potencialidades são imensas.
Por outro lado, todo aquele que saia do IST, sai com uma preparação profissional excelente (não sei o que se passa no ISEL e outras) tem hipóteses de vencer.
Quanto ao fenômeno migratório, sempre existiu e existirá.
As pessoas procuram melhores meios de vida e mais rentáveis.
A Petrobras, por exemplo, vai absorver montes de técnicos.
A Europa, como Comunidade, é uma incerteza.
Mais uma vez o Hemisfério Sul é a solução do Norte.
Pena que tenhamos perdido por interesses pessoais mesquinhos, os territórios ultramarinos, onde uma descolonização feita com cabeça, tronco e membros não teria deixado Portugal chegar à periclitante situação em que se encontra.
Haja saúde e coza o forno.
Como se diz por estras bandas; Sejam bem-vindos ao Brasil.
Re: Atendamos que Ver comentário
Estão a falar do verdadeiro Reino da Burocracia...
...e por isso aqui no Brasiu as coisas vão muito devagar....

repara, depois de te reconhecerem o diploma de engenheiro... que é um negócio lixado de tirar.... vais passar por uma grande dor de cabeça que se chama CREA... que na prática é como se não tivesses feito nada, pois eles vão checar tudo de novo por 3 ou 4 comissões... vai fazer 1 ano em Outubro que iniciei o processo.... e ainda vou na 2ª comissão de análise do CREA... depois acho a outras comissão levará o processo para Brasilia etc... etc....
Chama-se a isto brincar com as pessoas....
Já nem falo dos vistos que é outra luta.... mas aqui.. meus amigos dediquem-se á pesca ... tem muito peixe ....e é cada carapau que lhes vou contar...
essa coisa de projetos é fulerage..... o negócio é mesmo pesca...
valeu meu irmão....
Quem te manda ser portuga se fosses alemão é direto o reconhecimento.... coisas da vida né...
Rapaz não vem qui não tem!
Re: Estão a falar do verdadeiro Reino da Burocraci Ver comentário
Re: Estão a falar do verdadeiro Reino da Burocraci Ver comentário
Tou mto curioso pra saber quais as contrapartidas.
O governo Brasileiro não dá ponto sem nó.
Para quem não sabe. NÃO EXISTE RECIPROCIDADE. Nem no caso dos vistos, nem no caso das condições oferecidas nas universidades.
- Vistos de estudante – Um Brasileiro vem para cá, pode estudar e trabalhar Nos vamos para lá com visto de estudante, e não podemos trabalhar, a não ser ilegalmente.
- Ajudas de custo e alojamento – Um Brasileiro vem para cá, tem vaga nas residências e ainda se podem candidatar a bolsa Nos vamos para lá, e não temos direito a pedir bolsa, nem vagas nas residências. Como na USP por ex.
- Conheço casos de estudantes Brasileiros a estudar cá. E gabam-se que recebem entre 500 a 900 euros por mês de bolsa, quando nos Portugueses temos dificuldade em receber o mínimo para pagar as propinas, quanto mais para ajudas de custo. Desconheço se algum estudante Português tenha recebido alguma bolsa lá no Brasil. Mas não me parece.
Bolsas de estudo para estrangeiros Ver comentário
huh???
qualquer universidadezeca ou instituto em portugal, tem muito mais qualidade de ensino do que uma universidade brasileira. tirando a universidade de são paulo, essa sim, com qualidade, não existe lá mais nada digno de se chamar ensino superior. olhe-se, por exemplo para os programas de intercambio, os alunos brasileiros estão a anos luz dos alunos do leste europeu.

na área da engenharia, a europa fez um esforço de uniformização dos códigos legislativos, sendo por isso, qualquer aluno português habilitado para trabalhar em qualquer país da UE. e os brasileiros querem certificar os alunos que são certificados na europa?

parece-me que o brasil tem de abandonar esse sentimento de colonizado e sentimento de inferioridade em relação a portugal, há muito que isso deixou de fazer qualquer sentido. somos dois paises irmãos e devemos remar para o mesmo lado, não criamos entraves a uma cooperação.
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Melhoria das Universiades brasileiras Ver comentário
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Um grande negócio,
esse da exportação de pessoas ... o estado paga a formação, e os outros recebem-nos educados e criados ... a custo zero.
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