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Brasil: a geração de 68 no poder

8:00 Segunda feira, 16 de junho de 2008
Há dez anos, Zuenir Ventura - escritor, jornalista e prestigiado colunista de 'O Globo'- publicou um livro chamado '1968 - O ano que não terminou', um empolgante e detalhado relato cronológico do ano que conduziria à instauração de uma criminosa ditadura militar de extrema-direita que ficaria como o período mais sujo de toda a história do Brasil. Na verdade, a ditadura militar havia sido instaurada em 64, para evitar a posse de um Presidente de esquerda, João Goulart, mas só em Dezembro de 68, com a aprovação do sinistro Acto Institucional nº 5 (o tristemente célebre AI-5), é que a ditadura meias-tintas que até aí se vivia descambou, sem pudor, num regime criminoso que, em nome da luta anticomunista, prendeu, torturou, exilou, assassinou e silenciou toda a elite política e cultural do Brasil, de Chico Buarque a Carlos Marighela. Os generais brasileiros foram os patronos ideológicos e precursores de uma leva de ditaduras militares fascistas que correu então toda a América Latina: Paraguai, Bolívia, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Panamá. Os "ásperos tempos", como escreveu Jorge Amado.

O AI-5 seria abolido em 74, seguido de uma amnistia que permitiu o regresso do exílio de gente como Caetano, Chico, Gilberto Gil ou Fernando Henrique Cardoso, que mais tarde viria a ser Presidente. Mas seriam precisos ainda uns anos para que a "suave ditadura" então reintroduzida, desse lugar a uma ditadura sem tutela militar, despoletada pela campanha das 'directas já', reunida na candidatura presidencial de Tancredo Neves. O papel da transição coube ao Presidente-general João Baptista de Figueiredo, célebre por declarar que preferia o cheiro dos cavalos ao dos seres humanos e por ter revelado como era enxertado o seu espírito democrático, quando ameaçou alguns colegas de armas que não queriam abandonar o poder: "Prendo e arrebento quem se opuser à abertura democrática!".

Dez anos depois, Zuenir Ventura acaba de publicar uma espécie de 'prolongamento', desse seu livro de referência: tem o título lindíssimo de '1968 - O que fizemos de nós', e nele, Zuenir, que é a suavidade e a simpatia em pessoa, interroga alguns dos protagonistas da revolta de 68 e da luta armada ou clandestinidade em que se engajaram a seguir, confrontando-os com a mais lógica e inconveniente das perguntas: valeu a pena, onde param os ideais de então?

Dificilmente a pergunta poderia ser mais actual, porque grande parte dessa geração, que eram, então, estudantes, jovens actores e cantores, militantes do 'partidão' ou de organizações de extrema esquerda, estão hoje... no poder. A lista é impressionante: Lula, que só despertaria para a política mais tarde, através do sindicalismo, é Presidente, e Fernando Henrique já o foi. Dina Roussef, torturada barbaramente e em vão pelos militares, é hoje o nº 2 do Governo, com o cargo de ministra da Presidência e coordenadora do Programa de Crescimento Acelerado, uma das grandes apostas de Lula. Gilberto Gil, ex-preso político e exilado, é ministro da Cultura. Franklim Martins, o líder dos estudantes em 68, cuja revolta desencadearia o golpe, é ministro da Comunicação Social. José Dirceu, também antigo líder estudantil e militante da resistência armada (cuja vida daria um fascinante romance), foi o nº 2 do Governo até passar a principal vítima do "mensalão" e, por ironia do destino, ver os seus direitos políticos cassados em democracia. Ele foi um dos presos políticos libertados em 71, por troca com o embaixador americano no Brasil, Charles Elbricht, sequestrado pela guerrilha urbana - e cujos sequestradores foram Carlos Minc, recém-nomeado ministro do Ambiente (com a missão impossível de resistir à destruição crescente da Amazónia), e Fernando Gabeira, deputado e candidato fortíssimo à prefeitura do Rio de Janeiro. E no Governo estão ainda os ex-militantes de extrema esquerda Carlos Ottony Fernandes, na Justiça, e Paulo Vanuci, no Ministério dos Direitos Humanos, além de uma série de senadores, deputados e prefeitos estaduais. Ou seja, nas palavras de José Dirceu, quando Lula entrou no Palácio do Planalto, a geração de 68 também "subiu a rampa".

E que fizeram eles com o poder? É difícil avaliar de fora, porque também não é claro o que os próprios brasileiros pensam. Claro é que Lula tem contra si 80% da imprensa e do "establishment" político e, acima de tudo, por uma questão de classe: apesar dos "banhos de loja" dados à primeira-dama é à sua "entourage", Lula continua a ser visto pelas famílias políticas tradicionais (e que se perpetuam ao longo de gerações, sejam de direita ou de esquerda) como um intruso no meio. Alguém sem currículo político ou intelectual, que gosta de se vestir de "terno" sem gravata e comer churrascos regados com muita cerveja, nos fins-de-semana do Palácio do Alvorada, a residência oficial. É difícil perceber assim o que é oposição política fundamentada e o que é rejeição social, pura e simples. Verdade, é isto, porém: o seu plano 'Bolsa Família' (através do qual é garantido um rendimento mínimo, em troca dos filhos frequentarem a escola e os centros de saúde) tirou já onze milhões de famílias brasileiras da miséria absoluta; o seu plano 'Luz para Todos' poderá ainda cumprir o seu desejo de "apagar a última lamparina a querosene do Brasil"; o seu Plano de Crescimento Acelerado fez explodir o PIB, e o seu plano energético tornou o Brasil auto-suficiente. Dizem que os banqueiros andam felizes e talvez seja verdade, mas, pela primeira vez, sente-se que há uma classe média a emergir no Brasil, intrometendo-se devagarinho entre as duas únicas classes de sempre: os milionários e os miseráveis.

No ajuste de contas ensaiado por Zuenir Ventura, Caetano Veloso, por exemplo, não esconde a sua oposição a Lula, que vê como um "populismo pré-capitalista" e declara-se partidário de Fernando Gabeira. Gabeira, esse, é um verdadeiro fenómeno político. Depois de 68, enquanto alguns, como José Dirceu, foram para Cuba, ele foi para a Suécia e cresceu ideologicamente na social-democracia. Daí, evoluiu para causas como a ecologia, o feminismo, a maconha livre e para a crença de que o que faz falta não é a utopia, mas sim uma política de avanços e ganhos concretos, ao longo de uma vida. "Evoluiu para a direita", dizem os seus antigos "compagnons de route". Não, responde ele, o problema da gente do Lula é que ainda estão agarrados a uma concepção leninista e ultrapassada da importância do papel do Estado em todas as transformações. Já o ministro Franklim Martins, o ex-ortodoxo comunista, hoje confessa-se social-democrata e assume que a luta armada foi um erro: "Um erro que eu cometi estando do lado certo. Mas hoje, boto a cabeça no travesseiro e durmo". Liquidado politicamente pelo "mensalão", à espera de julgamento e insultado nas ruas por onde passa, ressentido e acusado de "arrogante", José Dirceu continua fiel de Lula e orgulhoso do passado: "Não abri mão de nada. Eu me considero representante dessa geração de 68 até hoje. Mudei em muitas coisas, o mundo mudou, mas não nos meus ideais e nos meus sonhos. O Governo Lula tem valido a pena".

Tudo visto, também me parece.

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Curiosa análise...
sex&binho&rock'nroll (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 9:32 | Segunda feira, 16 de junho de 2008

            Não estando eu à altura de avaliar as conclusões de MST, não posso deixar de fazer uma constatação:

Não é esta a imagem que a maioria da imprensa passa do Brasil.

            Um pouco como vai acontecendo em todo mundo, grande parte do Brasil é propriedade de uma minoria riquíssima. Mas, ao contrário da maioria do mundo, essa "elite" de riquinhos não parece estar representada no governo do Brasil.

            Curioso o destaque que se dá agora aos casos de corrupção, nomeadamente os mensalões, que desde à muito (ou desde sempre) existem, mas que são agora muito mais noticiados. Sendo positivo que se tente denunciar a corrupção, já me parece exagerado que se tente associar a corrupção ao actual governo. Trata-se de um fenómeno intrínseco, associado à cultura e às condições de vida de um povo, não nasce e não desaparece de um dia para o outro. Se agora se fala mais dela, só pode ser positivo.

            O Brasil é uma das grandes potencias emergentes. Talvez em poucos anos se venha equiparar à China.

            Parece-me incontornável que se faça aqui uma comparação com a china. São países muito diferentes, tendo em comum o facto de serem apontados como as próximas superpotências. A China vem apostando na produção barata, subsidiada pela mão-de-obra quase escrava, pela cópia descarada da tecnologia externa, em detrimento do desenvolvimento da sua própria tecnologia, pelo recurso aos recursos tradicionais, sem desenvolver os seus próprios e promovendo, especulação de preços de matais e combustíveis, entre outros, contribuindo em larga escala para o aumento da poluição.

            Fico com a ideia que o crescimento acelerado da China é pérfido, e os rumores de que a sua economia é refém das grandes fortunas mundiais ainda vem desenhar um cenário mais negro.

            Falta saber por quanto tempo irá resistir o governo brasileiro à constante e forçada descredibilização dos biocombustíveis e aos ataques da imprensa, financiados pelos riquinhos que, neste momento e no meio de todo o luxo que se rodeiam, começam a sentir-se desconfortáveis.
 
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    Re: Curiosa análise...    Ver comentário
SuperAlhoPorro (seguir utilizador), 2 pontos , 16:03 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    e +...    Ver comentário
sex&binho&rock'nroll (seguir utilizador), 1 ponto , 16:51 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re: Curiosa análise...Binho    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Sábado, 21 de junho de 2008
O que quer MST esconder ou propagandear?
Kuma (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 9:33 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Miguél Sousa tavares tem a visão de um turista endinheirado, preso a uma visão de esquerda das sociedades, vendendo uma parte da verdade. E a outra?
Nunca nenhum regime matou tanto no Brasil como o que antecedeu o dos militares. Goulart, Jânio Quadros, Leonel Brisola e tantos outros, foram autênticos assassinos e, com certeza, a história irá julgar.
O Brasil vivia uma antêntica Anarquia quando os militares tomaram o poder. Centenas de portugueses foram mortos e milhares ficaram sem os seus bens, saqueados ou queimados, com multidões a gritarem pela expulsão.
A Ditadura, que foi sem dúvida uma ditadura, salvou o país de uma Guerra Civil e demorou 4 anos a pôr o Brasil com uma autoridade de Estado. O AI5 só foi institucionalizado para cassar os direitos políticos a quem apelava à violência e à anarquia.
É preciso dizer que os governos militares tinham como sustentação da sua governação uma Câmara e um Senado onde emergiram grandes opositores ao Regime.
A ARENA que era de Direita e suportava o governo, foi sempre presidida por um civil.
O MDB presidido pelo grande homem brasileiro que foi Ulisses Guimarães.
A Abertura politica foi iniciada pelo presidente Ernesto Geisel e foi no seu mandato que o Brasil viu aprovada a Lei do Divórcio de autoria do senador MDB Nélson Carneiro.
Os grandes opositores do regime nunca abandonaram o Brasil porque os militares, nunca por nunca, prenderam patriotas. Chico Buarque e Milton Nascimento fizeram a ópera do Malandro, Gilberto Gil e Caetano Veloso fartaram-se de fazer concertos/comicios.
O general João Batista Figueiredo permitiu a politização sindical e é aí que Lula do ABC de São Paulo emerge para a politica. Eu conheço-o pessoalmente e sei quanto mudou. Hoje considero-o um socialista deslumbrado com o capitalismo.
Quanto ao progresso e ao retorno dos intelectuais, meu caro Miguél, também aí está enganado.
Já durante o governo Figueiredo é descoberto a primeira grande jazida de petróleo na Bacia de Campos, numa altura em que o Brasil dependia de 1000000 de barris por dia. Essa é a grande viragem do Brasil depois do surto de desenvolvimento do governo de Juscelino Kubichék de Oliveira.
Os intelectuais, 90% pertenciam à tal classe abastada. Viviam nos restaurantes de Paris e Nova York e nada faziam. São esses que representam 68 e que falham e aniquilam todos os sonhos que esse tempo proclamou. Desafio o MST a verificar os nomes deles e delas e constatar o que mudou de Medici a Lula. Talvez aquilo que o tempo impôs, como em todo lado.
O Brasil é sempre apaixonante mas, a realidade é muito complicada. Conheço-o relativamente bem de Norte a Sul e acreditem que podemos falar de muitos Brasis.

Duma vez um morto chegou ao Céu.
Aborrecido pediu a S. Pedro para ir ao Inferno.
Chegou lá viu tudo de bom e muito divertimento.
Regressou e disse a S. Pedro que vinha buscar as coisas.
S. Pedro avisou-o que tivesse cuidado por não era o que pensava.
O morto regressou ao Inferno com a Bagagem toda.
O Diabo abriu a Porta e lá estava a fogueira para o queimar.
O Morto fica surpreso e diz, mas ontem não era assim.
Diz o Diabo:
Turismo é uma coisa, imigração é outra.
 
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    A realidade é dura. A dita também.    Ver comentário
sex&binho&rock'nroll (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    A CORRUPÇAO    Ver comentário
MAISPRADIREITA (seguir utilizador), 1 ponto , 22:28 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    É como no futebol, só se vê os podres dos outros.    Ver comentário
sex&binho&rock'nroll (seguir utilizador), 1 ponto , 16:48 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re:A CORRUPÇAO - MAISPRÁDIREITA NÃO SEJAS ESTÚPIDO    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 14:34 | Sábado, 21 de junho de 2008
    Re: A realidade é dura. A dita também.    Ver comentário
Kuma (seguir utilizador), 1 ponto , 22:40 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    O mérito é de quem?    Ver comentário
sex&binho&rock'nroll (seguir utilizador), 1 ponto , 16:38 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re: O mérito é de quem?    Ver comentário
Kuma (seguir utilizador), 1 ponto , 17:06 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    KUMA não sejas MENTIROSO    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 0 pontos , 14:40 | Sábado, 21 de junho de 2008
    KUMA - A Case Study ...    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:30 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    KUMA,DANAMONA A ESTE GAJO!!!    Ver comentário
MAISPRADIREITA (seguir utilizador), 1 ponto , 9:52 | Quarta feira, 18 de junho de 2008
    Re: KUMA,DANAMONA A ESTE GAJO!!!    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 10:31 | Quinta feira, 19 de junho de 2008
    Re: KUMA,DANAMONA A ESTE GAJO!!! MAIS PRÁDIREITA    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 14:56 | Sábado, 21 de junho de 2008
    Re: O que quer MST esconder ou propagandear?    Ver comentário
FFAC (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Quinta feira, 26 de junho de 2008
MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRÁTICO, PRECISA-SE!...
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 9:35 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Em Portugal, ao invés, do que acontece no Brasil, os que foram tocados pelos ligeiros ventos que chegaram a Portugal do Maio de 68, mas sobretudo os BENEMÉRITOS DA NAÇÃO que no terramoto politico, económico e social do Abril de 1974, restituíram a liberdade e a dignidade de cidadãos aos portugueses foram BANIDOS da cena política, para que o galopante neo-liberalismo ao serviço do PODER FINANCEIRO PLANETÁRIO cumpra, entre nós, a sua missão, de transformar o MUNDO NA GRANDE CHINA.

            Em Portugal com a mais bem orquestrada mentira de que o PREC ia desembocar na DITADURA DO PROLETARIADO, embora não houvesse ditador (o que mais caracterizou o PREC foi a falta de qualquer poder central, exactamente o contrário de todas as ditaduras. O que havia era mais anarquia e oportunismos que podiam de facto acabar mal, mas mais para o 24de Abril, do que para a tal ditadura soviética) deu-se o mais brutal golpe nas pretensões de um povo poder seguir caminhos diferentes dos consentidos pelas grandes potencias.

              Entre tudo o que era possível fazer-se de diferente, optou-se pelo confronto militar absolutamente necessário para que a mudança democrática para a normalidade constitucional, através do voto fosse feita de um modo mais moderado que não pusesse em causa o neo-liberalismo emergente.

          Com o BANIMENTO em moldes fascizantes dos mais progressistas cidadãos civis e militares e com a excepcional montagem do perigo da Ditadura comunista, criou-se a situação político-social para que as eleições para a assembleia Constituinte fossem o que foram, mas mesmo assim muito preocupantes para o capital financeiro, não fossem as garantias que o PS sempre deu aos DONOS DO MUNDO.

          Banida toda aquela gente, durante todos estes anos a estratégia neo-liberal.com conseguiu impor-se com total êxito, isto é, todos os partidos socialistas e sociais- democratas estão minados pelos cavalos de Tróia neo-liberais que detêm naqueles partidos o poder para realizarem as politicas neo-liberais e a globalização que conduza à CHINESIZAÇÂO do MUNDO, isto é, ao agravamento das politicas injustas de distribuição da riqueza, privilegiando poucos, e impondo uma sociedade exígua aos que trabalham, aos pensionistas e aos pobres.

            A cada vez maior limitação dos direitos e o abandono do ESTADO PROVIDÊNCIA, em prol de um ESTADO IMPREVIDENTE para a maioria, só nos pode conduzir a graves convulsões sociais, ou graves situações de carência que estão para além da capacidade democrática de gestão de crises dos actuais estados semi-democráticos.

          Para que e Democracia não morra às mãos dos Cavalos de Tróia.com, é necessário que um MAGNÍFICO MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRATA, force a saída dos neo-liberais.com dos partidos socialistas e sociais-democratas, polarizando-se o pensamento e a ideologia social democrática num GRANDE, MACNÍFICO E PROGRESSISTA PARTIDO SOCIAL-DEMOCRATA OU NUMA ALIANÇA desses partidos, ou seja do PS e PSD, depois de remeterem os neo- liberais.com para o partido da morte da Democracia, ou seja o partido neo-liberal.com.

            A grande vantagem desta clarificação é que se fica a saber quem é quem, e o neo-liberalismo terá uma dificuldade imensa para levar à pratica as sus politicas de destruição da Democracia.

          Se as consciências não despertarem para esta ameaça, a médio prazo 10 -15-20 anos a realidade poderá ser tão diferente que muitos amaldiçoarão o tempo que perderam a serem alienados, e a deixarem-se alienar.

          É importante dizer que este É O TEMPO PARA AGIR, AMANHÃ PODE SER DEMASIADO TARDE, e também é preciso claramente dizer que MANUEL ALEGRE não tem o perfil de líder para fazer o que deve ser feito, para que a Democracia não sucumba.

                É necessário que os melhores filhos da NAÇÃO CHEGUEM À FRENTE, nomeadamente os que no PS, como António Seguro, têm tido a coragem de dizer NÃO, e defenderem a ética do mandato de DEPUTADO.

          PORTUGAL. GENTE COM GARRA E RAÇA, ONDE ESTAIS? PORTUGAL INTERPELA-VOS, porque não RESPONDEIS?

andrade da silva 14Junho de 08

    Ps: Coisas boas: estive num grande discoteca, não havia fumo. Bendita seja entre os que não gostam de estar numa nuvem de monóxido de carbono a lei antitabagista. MST não tinha razão;

            O que vou dizer não se diz, mas como ninguém ouve, vou dizer, andei no sábado pela Caparica só vi 5 cidadãos com os orgulhosos símbolos da selecção Nacional um garboso casal de 100anos e 3 jovens Rap´s. Como o futebol faz o milagre, unidos, poucos, mas bons! Querido PORTUGAL!
Queridos amigos, sobretudo queridas portugas, sem Portugal morreria, acreditem,
de paixão. É verdade Ana.( Acho que Portugal jogou mal com a Suiça).

          ALARME um jovem diz-me que entre a rapaziada dos 20 aos 30 anos pensa-se que as guerras civis são um bom motor para o desenvolvimento. ALARME! ALARME! ALARME
 
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    Re: MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRÁTICO, PRECISA-SE!.    Ver comentário
AnaDaya (seguir utilizador), 1 ponto , 14:11 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRÁTICO, PRECISA-SE!.    Ver comentário
blues_man (seguir utilizador), 1 ponto , 17:46 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRÁTICO, PRECISA-SE!.    Ver comentário
hmmsa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:22 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re:PREFERE OS NEO-LIBERAIS NO PODER, EU NÂO.    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 21:28 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: Re:PREFERE OS NEO-LIBERAIS NO PODER, EU NÂO.    Ver comentário
hmmsa (seguir utilizador), 1 ponto , 23:23 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRÁTICO, PRECISA-SE!.    Ver comentário
EFT (seguir utilizador), 1 ponto , 18:51 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRÁTICO, PRECISA-SE!.    Ver comentário
blues_man (seguir utilizador), 1 ponto , 10:42 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re BLUES-MAn: JOVENS ALEVANTAI PORTUGAL!    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 14:33 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re: MOVIMENTO PRÓ SOCIAL DEMOCRÁTICO, PRECISA-SE!.    Ver comentário
MAISPRADIREITA (seguir utilizador), 1 ponto , 22:35 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: HITLER;SALAZAR, FRANCO, PINOCHET, BOCASSA    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 1:21 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re: HITLER;SALAZAR, FRANCO, PINOCHET, BOCASSA    Ver comentário
hmmsa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:48 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re: A LUMINOSIDADE DAS DEMOCRACIAS AVANÇADAS    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 3:25 | Quarta feira, 18 de junho de 2008
    Re: A LUMINOSIDADE DAS DEMOCRACIAS AVANÇADAS    Ver comentário
hmmsa (seguir utilizador), 2 pontos , 3:00 | Sábado, 21 de junho de 2008
    Re: A LUMINOSIDADE DAS DEMOCRACIAS AVANÇADAS    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 11:53 | Sábado, 21 de junho de 2008
    Re: A LUMINOSIDADE DAS DEMOCRACIAS AVANÇADAS    Ver comentário
hmmsa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:37 | Sábado, 21 de junho de 2008
    COM O DISFARCE DO MANTO DA INDEPENDÊNCIA!!!!    Ver comentário
MAISPRADIREITA (seguir utilizador), 1 ponto , 10:07 | Quarta feira, 18 de junho de 2008
    Re: ENCOSTE-SE O INDIVIDUO AO PAREDON - DISSE VOCÊ    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 1:35 | Quinta feira, 19 de junho de 2008
    MAISPRÁDIREITA..eu encostava-te no campo pequeno    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 15:27 | Sábado, 21 de junho de 2008
    Re:O 25 DE ABRIL NEM PARA OS FASCISTAS FOI MORTE    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 11:48 | Domingo, 22 de junho de 2008
    Re: Re:O 25 DE ABRIL NEM PARA OS FASCISTAS FOI MOR    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 17:09 | Domingo, 22 de junho de 2008
    Re: Re:SER ESQUERDA É SER TRABALHADOR INCANSÁVEL    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 3 pontos , 23:05 | Domingo, 22 de junho de 2008
    Re: Re:SER ESQUERDA É SER TRABALHADOR INCANSÁVEL    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:38 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Fico contente pela boa vida do nosso irmão.
blues_man (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:39 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Ainda bem que o Brasil vive uma fase de crescimento económico, de desenvolvimento. Quanto aos seus “Heróis” da revolução, cabe ao povo brasileiro estima-los ou não. Não tinha conhecimento das medidas de intervenção social no Brasil devo disser que estou muito surpreendido (pela positiva) com o rendimento mínimo assegurado aqueles que tiverem os filhos na escola e nos centros de saúde. Um população com saber e saúde, ou pelo menos com tendência a tal, é já meio futuro a brilhar, certo?
Quanto as fantasias de o Brasil vir a ser uma potência mundial… valem o que valem… não acredito em tal por inúmeros factores.
Espero que exista a ideia que não estamos num campeonato de Potencias Mundiais, que perante tal a ideia de uma Nação ser " apenas" auto-suficiente, culturalmente viva, segura, economicamente estável e civilizada deixe de ser um objectivo valido e funcional. Para que ser o centro do “mundo”? Por que não dar um vida digna aos seus cidadãos? Se cada Governo cumpri-se a sua missão, estavamos todos bem melhor.O Mundo é para ser um ponto de relações, de trocas, de ideias e de existência, não um bolo prestes a ser devorado.
 
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Errata: classes sociais no Brasil
Grauna (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 21:27 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
O texto parece-me bem escrito, exceto na divisão das classes brasileiras em miseráveis e milionários, no período anterior ao governo Lula da Silva. O Brasil possui uma classe média \ média alta de 40 - 46 milhões de habitantes e, agora, uma classe média baixa de 100 milhões de habitantes. A classe "C" como é conhecida a classe média baixa, aumentou em cerca de 20 milhões no governo lula. Isso tem sido o grande mérito do governo até o momento. A classe média e média/alta porém abaixou um pouco. As políticas econômicas também são fruto da continuidade de programas implantados na gestão FHC. O PIB cresceu 5,8% no trimestre e, 5% no ano passado. Lula teve o bom senso de manter o que funcionava, sem guinadas ideológicas, mérito de seu governo.
 
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    Re: Errata: classes sociais no Brasil    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Sábado, 21 de junho de 2008
    Re: Errata: classes sociais no Brasil    Ver comentário
Grauna (seguir utilizador), 1 ponto , 6:26 | Sábado, 28 de junho de 2008
Brasil, Terra de Futuro
Candelaria (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 23:40 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Este artigo sobre a Histo'ria do Brasil lembra-me 3 dos melhores livros que ja' li:
--- Brasil, Terra de Futuro, do Stefan Zweig, escritor Austri'aco de fami'lia Judia, a quem foi recusada protecc,~ao em Portugal durante o Nazismo, apesar de ter escrito importantes textos sobre a cultura Portuguesa, incluindo uma biografia de Fern~ao de Magalh~aes;
--- A Geopoli'tica da Fome, do Josue' de Castro, perseguido pela ditadura militar e exilado na Franc,a, onde foi professor na Universidade de Paris;
--- Morre se For Preciso, do antropo'logo John Hemming, sobre a perseguic,~ao dos i'ndios da Amazo'nia.
Obras t~ao pertinentes hoje como no tempo em que foram escritas.
A canc,~ao que se tornou no hino anti-ditadura do Brasil pode ser encontrada no You Tube, cantada por Elis Regina:
http://br.youtube.com/wat...
 
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Pequenos ajustes ao artigo
ASUTTON (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 21:41 | Terça feira, 17 de junho de 2008
Há males terríveis perpetrados pela História que morrem ao cabo de certo tempo. Há males bem mais terríveis que não findam pela repetição de histórias mal contadas. O teu segundo parágrafo é repleto dessas desinformações. Lula não é odiado por ser um representante popular. Ele é mal visto por frequentemente mudar de opinião de acordo com a platéia. Mal visto por ter TODOS os seus companheiros envolvidos na corrupção, incluindo-se na lista José Dirceu, o pequeno filho Lulinha (que já possui milonária monta no banco e acordos bilionários com uma telecom) e tolerar essa mesma corrupção bem ao lado de sua sala, através de irmão, compadres e companheiros. José Dirceu e Franklin Martins são um caso mais grave ainda: atentam sistematicamente contra a imprensa livre ao tentar aprovar leis restritivas e criando um grande elefante branco (como fez Hugo chaves) chamado TV Pública Brasileira (já havia uma, eles queriam mais empregos para os apaniguados).

Por último, e mais importante, fique claro que a Constituição de 1988 do Brasil, provocou estragos que retardaram em mais de 10 anos a abertura e o desenvolvimento do país. E isso foi feito sob a sombra daqueles que se sentiram expurgados em ´68.

Fica dito aqui que não reconheço dessa geração senão as Artes. Na política eram todos, como ainda são, cães selvagens em busca do poder e do dinheiro de um país de terceiro mundo.

Sou brasileiro. Vivo cá. A opinião estrangeira muito me interessa. Mas don´t "play it again", Miguel, essa velha, triste e falsa canção. Senão as gerações seguintes acabarão por acreditar em ti.

Abraços (de um fã teu)
 
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D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Sábado, 21 de junho de 2008
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ASUTTON (seguir utilizador), 1 ponto , 1:38 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Re: Brasil: a geração de 68 no poder
marisa coan (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 1:42 | Sexta feira, 20 de junho de 2008
Caro Sousa Tavares.
Sou brasileira,moro em São Paulo e costumo visitar sites de jornais e revistas do exterior.
Às vezes visito o do Expresso e esta semana foi uma destas vezes.Quando vi a matéria sobre a chegada da geração de 68 ao poder,fiquei curiosa para ver o que tinha sido escrito.
A sua falta de informação a respeito do Brasil é inacreditável e sob certos aspectos ridícula.
Dizer que só agora,sob Lula,o Brasil está começando a deixar de ter só milionários e miseráveis,para ter uma classe média "surgindo entre os milionários e miseráveis de sempre"é no mínimo ridículo e demonstra uma falta de informação a respeito do Brasil inacreditável.Segundo Márcio Pochmann do Instituto de Economia da Universidade de Campinas,de cada tres famílias brasileiras,duas são classe média.E falamos de Brasil,não só do Estado de São Paulo.
Neste governo,muitos que eram considerados pobres,ascenderam à classe média,menos pelos benefícios concedidos por Lula,e mais pela ausência da inflação que corroía o salário das classes trabalhadoras e que tem estado sob controle.
Daí vai uma diferança enorme daquilo que voce escreveu.Por favor,informe-se mais.
Quanto a Goulart,ele foi presidente do Brasil,ou seja,contrariamente ao que voce escreveu,ele tomou posse e foi efetivamente presidente.Curiosamente foi deposto com o apoio desta classe média que voce ignorava que existisse.Foi deposto pelos norte-americanos que não desejavam outra Cuba nas Américas.Foi deposto por suas idéias à esquerda e de qualquer forma,se os militares foram um pesadelo,pesadelo maior seria termos uma cambada do calibre de Leonel Brizola e outros governando o país.
Aliás,muito do que acontece no Rio de Janeiro hoje é herança de quando Brizola foi governador daquele estado.Quanto aos demais "heróis",tipo Chico,que gosta de fazer apologia da esquerda,mas sempre vivendo bem longe dela,ou Zé Dirceu,que com o mensalão nas costas desceu a rampa do Planalto rapidinho,talvez para evitar que Lula o fizesse ,são legítimos representantes desta esquerda esculhambada.
Lula fez "acordos vários" com políticos de diversas vertentes e matizes e graças a isto tem conseguido implementar muita coisa.Inegavelmente muita coisa mudou e para melhor em seu governo,principalmente para os mais pobres,e a economia vai bem e tal.
Ele defende o uso do etanol de cana que é um projeto muitíssimo bem sucedido no Brasil,e também muito velho,desde a década de setenta temos carros a alcool rodando por aí e evidentemente a tecnologia que existe hoje é fruto de trabalhos e pesquisas que duram já décadas e resultaram nos bicombustíveis de inegável sucesso.Eu mesma já estou no meu segundo carro com motor a alcool e gasolina e posso optar por um ou outro na hora que quiser.E nisto só posso concordar com ele.Mas tem muita coisa em Lula e seu governo que fica devendo e a maior pedra em seu sapato é exatamente a tal classe média,que deseja um Brasil melhor e avançando como está,mas sem a bandalheira que temos visto.
Meu caro Tavares,o Brasil é muito complexo,ou como escreveu alguém aí,há muitos Brasis.
Abraços,
Marisa Coan-São Caetano do Sul-SP

 
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Grauna (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Sexta feira, 20 de junho de 2008
    Re: Brasil: a geração de 68 no poder    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 16:18 | Sábado, 21 de junho de 2008
Brasil: a viagem que dá pano para mangas?
Ana_Grichetchkine (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
 
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CÓPIA DE MANUAL
Musoko (seguir utilizador), 1 ponto , 20:33 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
O Maio de 68 passou de raspão por Portugal. Marcello Caetano ainda pontificava na cadeira de Direito Administrativo mas já sobressaíam Freitas do Amaral e Sousa Franco. No anfiteatro, digladiavam-se Marcelo Rebelo de Sousa e Alberto Costa, entrecortados por Braga de Macedo. O país ainda estava paralisado mas a cantina universitária conspirava. As primeiras jovens inglesas de minissaia sentavam-se «provocatoriamente» nos sofás da cantina, ante o «voyeurismo» dos jovens portugueses e o despeito da jovens portuguesas. A esquerda debatia-se em conceitos estrangeiros importados, uns liam Afanassiev, outros Mao, Giap, outros ainda o Che. A intolerância reinava. Nós éramos os «maoístas», os outros eram os «revisionistas». A direita (Marcello, Nogueira Pinto) não estava no nosso círculo. E o Jaime Gama, não se sabia bem o que era (o PS ainda era uma nuvem de fumo). Por entre as portas mal fechadas chegavam-nos ecos de Paris... os estudantes... os operários... não percebíamos bem aquilo, onde estava o partido do proletariado, o condutor político? Trotsquistas? Os estudantes na vanguarda? Bem, só podia ser um movimento burguês espontâneo. Havia um entusiasmo íntimo mas também um desdém, porque não havia um Maio português, só uma cópia a preto e branco, uma cópia de manual.
Recordo-me deles, todos meus colegas, ainda tinham cabelo (o Alberto Costa já ia tendo pouco) e, de conspiração em conspiração, viajávamos da cantina ao IST e do IST ao ISEF.
Aí estão eles todos no poder ou no pró-poder.
Rui Filipe Ramos
 
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D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 16:01 | Sábado, 21 de junho de 2008
Trabalho não era com eles.
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 22:27 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
O retrato do M.S.T. pode aplicar-se aos portugueses pequeno / burgueses de paris a estocolmo, salvo meia duzia de padres operarios honestos, passavam os dias nos cafés: uns faziam a revolução socialista quando eles mandasem, outros iam para a serra da estrela e de lá partiriam rumo a Lisboa derrubar o governo fascista. Quando lhes prguntava-mos porquê não trabalhavam e de que viviam, repondiam: que não estavam para trabalhar para capitalistas e viviam da mesada ida de Portugal, como se no seu país o dinheiro caísse do ceu. Quando lhes era pedido que contribuissem com o que podessem para a luta em Potugal - não valia a pena, porque a luta eram eles. Nem com cinco ou dez francos para cartas a enviar aos mais variados democratas ( possivelmente os pais do MST foram uns dos destinatários ) que constasem na lista telefonica. Quem os vio e quem os vê terá de concluir que não passavam de uns invejosos dos prevelegios dos capitalistas ou revoltados: como quase todos - hoje situassionistas
 
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Ô Miguel, se você quiser o José Dirceu
magnus amaral campos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:23 | Terça feira, 17 de junho de 2008
para ingressar em qualquer âmbito da população e política de Portugal , a gente envia ele com o maior prazer , OK ?
No restante, eu gostaria de ter sido perseguido como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque - ganharam dinheiro prá dedél , ok ?
Mesmo assim, o Brasil, no governo LULA que manteve a política do FHC , prosperou .
Outro herói do FHC é o Professor Doutor em Sociologia Luiz Mott, que foi agraciado após ter bradado sua frase predileta - Pedofilia Já . Texto abaixo !
Se os portugueses quiserem , também é só pedir que a gente manda, de bom grado !

06 Agosto 2007
Luiz Mott: Pedofilia já!
Aviso: a matéria abaixo, escrita por Jael Savelli, contém trechos altamente obscenos extraídos de sites homossexuais. Por isso, pede-se aos pais que não permitam que seus filhos pequenos leiam a matéria.

Luiz Mott: Pedofilia já! Enquanto ainda estou com tudo em cima...
Texto de Jael Savelli

“Se Deus não existe, então tudo é permitido”. Dostoievski

“Tudo é permitido a quem age a favor da revolução”. Collot d’Herbois

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem das trevas luz e da luz, trevas; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” Isaias 5:20

“Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois tudo o que o homem semear, isto também ceifará”. (Gálatas 6:7).

Luiz Mott, 61 anos, é decano do Movimento Homossexual no Brasil; fundador do Grupo Gay da Bahia; autor de um artigo em que afirma que Jesus era um sodomita ativo e o evangelista São João, seu amante favorito.

http://www.gaybrasil.com....

Professor Titular do Departamento de Antropologia da UFBa; membro da Comissão Nacional de Aids do Ministério da Saúde - CNAIDS e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação do Ministério da Justiça, agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Rio Branco pelo presidente FHC.

 
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CORREÇÃO
CELIOANTONIOMANSO (seguir utilizador), 1 ponto , 23:13 | Sábado, 21 de junho de 2008
Caro Miguel,
Permita-me uma pequena correção a anistia viria somente em 1979, a partir de 1974 tinhamos o que se chamou de "abertura lenta e gradual" a repressão continuava que teve dois factos: O assassinato de Wladimir Herzog (jornalista) e Manuel Fiel Filho (operário)
nos porões dp DOI-CODI, versão da PIDE portuguesa, mesmo após a anistia os órgãos de repressão não sairam de cena, como em 1981 o atentado ao Rio Centro que se levado a termo teríamos um sem número de vítimas.
Abraços e parabéns pelo artigo e pelo livro "Rio das Flores".
 
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A geração de 68 abandonou seus ideais.
FFAC (seguir utilizador), 1 ponto , 12:27 | Quinta feira, 26 de junho de 2008
Ao ler o artigo "Brasil: a geração de 68 no poder", verifiquei que o autor descreveu de maneira justa o mal que a longa ditadura militar causou ao Brasil, mas foi muito suave ao avaliar o governo Lula, composto pela geração de 68.
Fui eleitora de Lula desde o meu primeiro voto aos 16 anos, acreditei nos seus ideais, planos, promessas e confiei que como tinha um passado sofrido e pobre não esqueceria dos brasileiros mais necessitados. Enganei-me, ou melhor, fui enganada. Hoje vejo que Lula deslumbrou-se com o poder e com os milhões derramados pelo governo brasileiro (os casos de corrupção são muitos e são diariamente denunciados pela imprensa brasileira. Ainda bem!). Lula é um fraco de carácter que abandonou os seus ideais e traiu a confiança dos seus eleitores. Felizmente tenho senso crítico e desde as últimas eleições que o abandonei. É pena que os brasileiros mais pobres, menos educados e informados ainda acreditem em Lula e nos seus programas "Fome Zero", "Bolsa família", "Bolsa escola" que só criam dependência e não estimulam a evolução das camadas mais desfavorecidas da sociedade brasileira. Como diz um velho ditado: "não se deve dar o peixe, é melhor ensinar a pescar", mas o governo Lula e a esquerda decadente brasileira (pensando bem o PT já não é tão esquerda assim) utiliza estes programas para perpetuar a ignorância e garantir a sua permanência no poder, seja com Lula, com Dilma ou qualquer outro "companheiro".
Cheguei à conclusão que no Brasil os políticos de esquerda e de direita são todos iguais, a única diferença é que os políticos de direita por serem mais experientes no ramo da "roubalheira" são mais discretos, já Lula e os seus, com tão pouca experiência no poder, metem os pés pelas mãos e não conseguem disfarçar a corrupção generalizada.
Faço apenas 2 excepções da geração de 68 que ainda merecem o meu respeito: Fernando Gabeira, citado no artigo, que mudou sua maneira de pensar e abraçou novas causas, mas continua a demonstrar honestidade e coerência, e destaco também Eduardo Suplicy, um homem de família tradicional e rica que optou por defender os miseráveis e tem sido muito correcto. Bem, até agora ainda acredito nestes dois políticos brasileiros, vamos ver no futuro.
Discordo do Miguel de Sousa Tavares quando diz que a classe média está a emergir, os pobres continuam pobres e sem perspectivas (os programas de bolsas não tiram as famílias da pobreza, pelo contrário, mantê-los pobres é mantê-los controlados pelo governo) e vejo que a verdadeira classe média está sufocada e “desce” às classes baixas (C, D e E). Os ricos, sim, estes estão numa bela fase: banqueiros, políticos, latifundiários e industriais estão rindo à toa e certamente continuarão por muito tempo, como sempre foi.
Li o livro de Zuenir Ventura “1968 o ano que não terminou”, que para mim foi fundamental para compreender o que se passou durante os "anos de chumbo", realmente um trabalho muito importante que aborda um capítulo importantíssimo da história recente do Brasil que não era ensinado na escola (não sei se já é).
Bem, deixo aqui a visão de uma brasileira ex-classe média, com diploma, pós-graduação e vontade de crescer que por falta de oportunidades foi obrigada a deixar o seu país e tentar a sorte em Portugal.
Desejo que dias melhores venham em breve para que o Brasil efectivamente se torne a tão prometida potência. Assim talvez um dia eu possa voltar para a minha terra e viver melhor.
 
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