Aveiro, 17 Jun (Lusa) - A Associação de Defesa do Património da Branca, vai interpor uma acção popular para suspender o traçado da A32 a nascente daquela freguesia de Albergaria-a-Velha, anunciou hoje fonte da organização.
Segundo Altino Pires, da "comissão de acompanhamento da A32", criada por aquela associação, a acção popular deverá ser entregue quinta-feira, sendo "um passo fundamental para travar a decisão do Governo, contra a qual a população da Branca continuará a lutar em defesa dos seus direitos".
A Associação do Ambiente e Património da Branca (AURANCA) tem liderado a mobilização da população e dos partidos políticos para tentar demover o governo de prosseguir com a opção tomada, com várias acções de protesto que incluíram um corte simbólico do IC2.
Em Abril promoveu uma manifestação em Lisboa, frente à Assembleia da República e posteriormente, a convite daquela instituição, todos os partidos com assento parlamentar, excepção feita ao PS, se deslocaram à Branca para se inteirarem no terreno das razões invocadas contra o traçado.
A comissão acabou por conseguir igualmente que uma delegação da Estradas de Portugal se desloca-se ao local, mas segundo Altino Pires, aquele organismo "mantém-se irredutível em recusar estudar a alternativa proposta, que é a inflexão da solução adoptada (5A) para Poente, na zona do Curval".
Em causa está a aprovação pelo governo da chamada "alternativa 5A" para o percurso que atravessa a freguesia da futura auto-estrada A32, que ligará Coimbra a Oliveira de Azeméis.
Impedidos durante cerca de 25 anos de construir no corredor reservado para a estrada que seria alternativa ao IC2 (antiga Nacional 1), os moradores da Branca foram surpreendidos com a opção governamental por um traçado mais a Nascente (5A), que consideram lesiva dos interesses da freguesia.
A população alega nomeadamente que "vai recortar a freguesia da Branca, limitar a zona industrial de Albergaria e comprometer a estação arqueológica de S. Julião".
MSO
Lusa / Fim