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BPP: "Primeiro aniversário da desgraça"

Clientes do BPP assinalam hoje com uma concentração, no Porto, o primeiro aniversário desde que o Banco de Portugal negou o pedido de financiamento de João Rendeiro.Clique para visitar o dossiê CASO BANCO PRIVADO
Lusa |
O Governo quer que a solução para os clientes do BPP esteja concluída até ao final da primeira semana de Dezembro
O Governo quer que a solução para os clientes do BPP esteja concluída até ao final da primeira semana de Dezembro / Tiago Miranda
Os clientes do BPP marcaram para hoje, pelas 18:00, uma concentração junto da sede do banco no Porto para assinalarem os 12 meses que passaram desde que o Banco de Portugal negou o pedido de financiamento de João Rendeiro.  
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"É o primeiro aniversário da nossa desgraça", lê-se na convocatória da acção de protesto dos clientes do Banco Privado Português (BPP), a que a agência Lusa teve acesso, e que lança um apelo para que os clientes levem velas para a concentração no Porto.  

Foi precisamente há um ano que Vítor Constâncio anunciou que o Banco de Portugal deu um parecer negativo ao pedido de garantias estatais para um financiamento de 750 milhões de euros ao BPP, solicitado por João Rendeiro, levando à intervenção das autoridades no banco, que actualmente ainda se mantém.  
 

Solução definida em Dezembro



O Governo revelou na semana passada que quer que a solução para os clientes do BPP esteja concluída, apresentada e com calendário de execução definido até ao final da primeira semana de Dezembro.  
 
 No dia 14 de Novembro, numa acção de protesto em Lisboa, os clientes do BPP exigiram ao Estado português que encontre até 02 de Dezembro uma solução de recuperação da totalidade das suas poupanças em igualdade com os restantes credores.  
 
Algumas dezenas de clientes concentraram-se nessa data junto à sede do BPP, de onde partiram, ao início da tarde, numa marcha em direcção à Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), Banco de Portugal e Ministério das Finanças para entregarem uma carta de protesto.

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Não, não é o primeiro aniversário da "desgraça".

Esta ocorreu, seguramente, muito antes.

Começou quando, no Mundo inteiro, toda a gente julgava que os "bons ventos" que sopravam no mundo da finança eram eternos.

Continuou quando as autoridades monetárias também acreditam que ia ser assim (todas, em todo o Mundo e até o "nosso" Constâncio).

Reforçou-se quando pessoas menos honestas e pouco competentes passaram a ser aplidados de "craques" destas coisas.

E não foram só os vigaristas do BPN e do BPP. Não esqueçam de um figura grada do PSD (António Borges) tanto defender as "virtudes" do sub-prime que, segundo se sabe hoje, foi o "rastilho" de toda esta crise.

Claro, teve o seu colorário quando, pessoas que se julgaram "mais inteligentes" que os outros, não perceberam que não era possível proventos tão altos sem correr risco de capital.

É óbvio que hoje "ninguém sabia de nada", eram todos uns "incentes anjinhos" e, nada mais oportuno (para eles), do que fazer crer que devem ser os nossos impostos a pagar toda a "ganância", incompetência e vigarice que atrás refiro.

Não vai acontecer até porque, como é evidente, muitos outros investidores portugueses, que subscreveram aplicações de risco em outras Instituições de Crédito, suportaram também elevados prejuizos, sem qualquer indeminização.

Portanto, importa reflectir a "desgraça", nomeadamente quando começou e arcar com as consequências dos actos irreflectidos de cada um........
resposta.
Re: resposta complementar
resposta.
Será justo, repito, produtos iguais no BPN terem sido pagos?
Será justo o estado, porque aflito com o risco sistémico, que dizia não existir, afinal ter aparecido via Caixas Crédito Mútuo, Agrícolas e Câmaras, pagar a estes credores que são subordinados em detrimento dos restantes clientes?
Será justo, o estado ficar com os bens do BPP, para garantir o empréstimo que serviu para pagar a esses senhores, descapitalizando o que restava do banco e que indirectamente é dos clientes, dado estar em pré-falência declarada pelo Dr. Rendeiro, ao BdP, desde 0 dia 24.11.09 ?
E muito mais haveria para mostrar que temos sido preteridos e roubados, após, ardilosamente nos terem conotado como ricos, quando o saldo médio anda entre os 150-200 mil euros ? Tenho dito
Re: resposta.O zé povo lá vai pagar o pato.????
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