BPI: acionistas do BPI aprovam aumento de capital para €990 milhões
Os acionistas do BPI aprovaram hoje por unanimidade um aumento do capital social para 990 milhões de euros, através da incorporação de reservas no valor de 90 milhões de euros, conseguindo um rácio 'Tier 1' de 8,7%.
Na assembleia-geral de acionistas mais concorrida desde abril de 2006, com 80,5% do capital representado, que decorreu no Porto, foi aprovada a proposta do conselho de administração do BPI de não distribuição do lucro do exercício de 2010, que ascendeu a 184,8 milhões de euros, e a sua consequente afetação a reservas, reforçando o capital social para 990 milhões de euros.
O rácio 'core tier 1' estabelece um nível mínimo de capital que as instituições devem ter em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua atividade. Recentemente, o Banco de Portugal anunciou que irá exigir aos bancos portugueses um rácio de capital 'core tier 1' de 8%, ou seja este passará a ser o nível de solvabilidade mínimo para as instituições financeiras exercerem a atividade.
Na proposta enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pelo BPI, pode ler-se que "em representação do aumento de capital serão emitidas novas ações escriturais, nominativas e da mesma categoria das já existentes", que terão o valor nominal de um euro cada, o que, tendo em conta o valor do aumento previsto, serão emitidas 90.000.000 novas ações".
Eleitos órgãos sociais e comissão de remunerações
As ações a emitir serão atribuídas gratuitamente aos acionistas, sendo que a cada dez ações corresponderá uma nova ação, explica o conselho de administração do BPI no documento enviado ao regulador do mercado.
Em março, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, defendeu que os bancos nacionais teriam de apresentar até ao final de abril planos de reorganização com "o intuito de reforçar rapidamente a base de capital dos bancos, sobretudo atendendo à necessidade de desalavancagem e de recuperação do acesso aos mercados".
Há ainda uma nova ronda de testes de stress a que os bancos europeus estão a ser sujeitos, que pretende avaliar a resistência das instituições a choques externos, devendo os resultados ser divulgados até ao final de junho.
Na reunião anual de acionistas do BPI, foram também eleitos os órgãos sociais e a comissão de remunerações para o próximo triénio bem como a política de remuneração dos membros dos órgãos de administração, de fiscalização e dos demais dirigentes do banco.



