Bolt celebra com três suecas e coloca foto no Twitter
|
Usain Bolt, a máquina, conseguiu ganhar a medalha de ouro na final dos 100 metros com a segunda melhor marca de sempre (9,63s). Usain Bolt, a marca, tem uma legião de fãs em Londres, que se vestem como ele e têm os mais diversos artefactos para puxarem pelo jamaicano; Usain Bolt, o homem, continua divertido e relaxado como sempre.
Tanto assim que, depois de uma noite de emoções fortes, colocou uma fotografia no Twitter a celebrar com três jogadoras de andebol da Suécia (Gabriella Kain, Isabelle Gullden e Jamina Roberts) por volta das... três da madrugada. Perdão, festejar não. "Ainda há os 200 metros, não há tempo para celebrações", avisou o homem mais rápido do mundo.
A história do dia tinha a judoca holandesa Edith Bosch como protagonista: sentada perto da zona de saída da final dos 100 metros, viu um espectador (com uns copitos a mais) atirar uma garrafa para o recinto e... deu-lhe um estalo, antes de alguns seguranças terem agarrado e evacuado o homem para a prisão. "E com isto tudo perdi a final, que m...", escreveu no Twitter.
Mas o efeito Bolt não ficou por aqui: a BBC anunciou que a final dos 100m de domingo à noite bateu o recorde de espectadores que assistiram a um evento desportivo no Reino Unido (20 milhões), superando os 17 milhões que celebraram os triunfos de Jessica Ennis e Mo Farah e os 10 milhões que viram o triunfo de Andy Murray sobre Roger Federer, na véspera. Mas, calma, ainda há a final dos 200m, na quinta-feira. Novo recorde à vista?
Da noite para o dia
Cumpre-se hoje um ano sobre o início dos motins que deixaram a cidade de Londres em estado de sítio, provocando cinco mortos e 3000 detidos. Aí, os protestos alargaram-se a outras cidades, como Manchester, Liverpool ou Birmingham, e viveram-se momentos difíceis. Por razões que, de forma objetiva, se mantêm: 20% dos jovens adultos não têm trabalho nem estão a estudar e 250.000 procuram emprego há pelo menos um ano. Mas os Jogos Olímpicos têm o condão de 'apagar' essa realidade. Em Londres ou em qualquer outro ponto do Reino Unido.
Britânicos à parte - e aqui o sentido patriótico é levado mesmo a sério -, Usain Bolt é a mola que coloca os espectadores em delírio. Não será só por ele que o metropolitano e o comboio londrinos bateram sexta-feira o recorde de passageiros num só dia, mas bastava passar pela zona circundante do Estádio Olímpico para perceber a legião de fãs que o jamaicano ganhou, com camisolas, chapéus, bandeiras e o objeto mais original de todos: um insuflável que se prende no tronco e coloca os braços de plástico a fazer um gesto idêntico ao do velocista quando ganha as corridas.
Usain Bolt agradece, tem sempre uma palavra ou gesto de apoio, sabe o que dizer e quando dizer perante os microfones e as câmaras de TV. Como, por exemplo, reforçar ao "London Evening Standard" que as vitórias de Ennis e Farah foram uma inspiração. Para passar o tempo, o corredor vê outras modalidades, como o ciclismo ou o remo. E à noite, mesmo de madrugada, aproveita para fazer novas amizades e... descontrair.


A foto no Twitter onde Usain Bolt mostra as amigas suecas
