20 de maio de 2013 às 0:08
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Bolsas: Ásia fecha no vermelho

O índice das 50 maiores cotadas em bolsas da Ásia caiu hoje 4,18%. Desde 1 de agosto já quebrou 15,8%. Bolsa de Hong Kong foi a que mais desceu. Austrália e China escaparam ao vermelho

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

As bolsas da Ásia fecharam no vermelho - uma vez mais. A quebra mais acentuada ocorreu em Hong Kong; o índice Hang Seng fechou com uma queda de 5,66%. Seguiu-se o índice da bolsa da Coreia do Sul, com uma correção em baixa de 3,61%.

No Japão, as quebras foram mais moderadas - o índice TOPIX fechou com uma descida de 1,59% e o Nikkei 225 com uma queda de 1,68%. O índice BSE Sensex 30 da Bolsa de Bombaim (Mumbai) caiu mais moderadamente, com uma correção de apenas 0,88%.

Escaparam ao vermelho, o índice australiano S&P/ASX 200 e o chinês CSI 300. Apesar de positivo este índice global chinês, diversos índices das bolsas de Xangai e Shenzhen fecharam em terreno negativo.

Inflação na China em 6,5%


A divulgação do nível de inflação na China em julho começou a agitar os mercados - o índice de preços no consumidor subiu 6,5% em relação a julho de 2010, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas. Em junho, o valor havia sido de 6,4%. Isto significa que a dinâmica inflacionária prossegue, que a tendência não foi, ainda, invertida. Trata-se do nível mais elevado desde junho de 2008, quando a inflação atingiu 7,1%. O principal "culpado" desta tendência altista são os preços do cabaz alimentar, como já se referiu no Expresso.

O governo em Beijing tem, assim, menos margem de manobra para intervenções de estímulo à economia em caso de necessidade, para evitar a descida do crescimento para um limiar abaixo de 8%.

Uma ideia mais global sobre este período de quedas nas bolsas asiáticas pode ser dada pelo índice das 50 principais ações cotadas na Ásia, o MSCI Asia Apex 50, que caiu hoje 4,18%. Desde 1 de agosto, apenas em sete dias úteis já caiu 15,8%.

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