As ações do BCP estão hoje a valorizar 7% na bolsa de Lisboa para 11 cêntimos, após já terem negociado em mínimos históricos de 10 cêntimos, suportadas pela aprovação das medidas de austeridade no Senado italiano.
Pelas 15:00, o índice de referência da bolsa portuguesa, o PSI 20, seguia a negociar em alta de 0,83 por cento para 5.597,15 pontos, impulsionado pelos títulos da banca, com o BCP a liderar os ganhos, seguido pelo BPI que ganhava 5,06 por cento para 0,42 euros.
Na Europa, a bolsa de Milão avançava 3,18 por cento devido à aprovação pelo Senado do plano de austeridade prometido pelas autoridades italianas à União Europeia para "relançar o crescimento económico e apaziguar as tensões provocadas pelos elevados níveis de endividamento externo", segundo os analistas.
As restantes praças europeias seguiam também a negociar em alta, oscilando entre os 1,38 por cento de Londres e os 2,87% de Frankfurt, estando o índice Euro Stoxx 50 a subir 2,57% para 2.312,95 pontos.
Por cá, além do BCP, o BES estava a ganhar 3,52% para 1,29% e o Banif subia 3,07% para 0,27 euros.
Dos 20 títulos cotados no PSI 20, 14 valorizavam, dois mantinham-se inalterados e quatro estavam a cair, com o 'peso pesado' Portugal Telecom a avançar 2,14% para 5,01 euros e a elétrica EDP a valorizar 1,87% para 2,34 euros.
Galp a liderar as perdas
A contrariar a subida do PSI 20 estava a Galp a liderar as perdas, ao cair 9,7% para 13,41 euros. As ações da petrolífera têm estado a ser penalizados pelo facto do mercado ter considerado que o valor dos ativos da subsidiária da empresa no Brasil ficou aquém das expetativas, no entanto os analistas contactados pela Lusa dizem que a venda de 30% foi um "bom negócio".
A Galp anunciou hoje a compra pela chinesa Sinopec de 30% da sua subsidiária no Brasil por 4,8 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) e uma avaliação dos atuais ativos da petrolífera portuguesa em 12,5 mil milhões de dólares.