O Boavista admitiu hoje que apenas deve participar na Liga principal de futebol, porque "assim o garantiu desportivamente", e afastou a possibilidade de despromoção no âmbito do processo de corrupção Apito Final.
A direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu hoje, por unanimidade, adoptar o parecer solicitado a Freitas do Amaral e vai proceder à respectiva declaração de interesse público e homologação dos campeonatos, despromovendo assim o Boavista para a Honra e suspendendo o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, por dois anos.
Em conferência de imprensa, o presidente dos boavisteiros revelou a existência de uma "vontade grande" de "fazer mal" ao clube e sublinhou ser "inaceitável" o que está a acontecer.
"Todos vão ser responsabilizados, desde a Comissão Disciplinar da Liga (Portuguesa de Futebol Profissional) e, até, a direcção da Federação (Portuguesa de Futebol)", disse Álvaro Braga Júnior.
O dirigente recordou a existência de três providências cautelares (uma do Boavista e outras duas do presidente do Conselho de Justiça da FPF, Gonçalves Pereira), que foram aceites pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa e, por esse facto, suspenderam as decisões de despromoção e suspensão a Pinto da Costa.
"Não fomos notificados de nada e, por isso, estamos na primeira divisão. Vamos aguardar 48 horas e depois iremos ter uma reunião com os sócios", revelou.
Álvaro Braga Júnior assegurou que hoje pode estar-se a viver "um dia triste para o futebol português, já que se destrói a verdade desportiva" e disse que a FPF tem discursos diferentes todos os dias.
"Apelo aos boavisteiros, que tenham cargos na FPF, para se demitirem já amanhã (terça-feira). O nosso futebol não tem emenda. Nunca precisei de pareceres para defender as minhas opiniões", afirmou, em alusão ao documento encomendado a Freitas do Amaral.
Apesar de toda a crença na manutenção na liga principal, Álvaro Braga Júnior, em "jeito de futurologia", explicou que o Boavista perderá muito com uma eventual descida para a Honra e falou na possibilidade de recurso aos tribunais civis.
"Queremos ser ressarcidos de todo o mal que nos têm feito. E as indemnizações não serão pagas com pareceres. Este impasse atrasa-nos, mas não desistimos".
O presidente do clube disse também que, desportivamente, poderá haver jogadores com vontade de sair, caso se confirme a despromoção, mas explicou que o Boavista "não cortará as pernas a ninguém".
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