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Expresso

Antes pelo contrário

Um país com muitos boys e poucos cidadãos

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Não é apenas por falta de transparência que o Estado português está marcado pela partidarização. Não é apenas por excesso de zelo dos partidos. O pecado é nosso. Somos civicamente pouco ativos. Os partidos limitam-se a ocupar o espaço que deixamos livre. A forma como se comportam no Estado é apenas um reflexo disso. Enquanto não houver vida cívica que passe ao lado dos partidos não haverá Estado que se liberte deles. E o mérito continuará a ser uma miragem.

Daniel Oliveira

Sempre que o governo recebe a lista final dos três melhores candidatos para um qualquer cargo na administração pública nunca escolhe alguém que esteja ligado ao maior partido da oposição. Isto depois destes nomes terem passado várias vezes pelo crivo da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP). O jornal "Público" fez as contas e há um padrão nos recusados: têm quase todos ligações ao Partido Socialista. Há mesmo um candidato que chegou 11 vezes à fase final dos concursos sem nunca ter sido nomeado. Das 20 pessoas que foram recusadas cinco ou mais vezes quase todas têm ligações ao PS ou foram nomeadas pelo governo anterior.

 

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