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Expresso

Antes pelo contrário

TAP: em defesa da cartilha um crime contra o País

Privatizar a TAP pode significar que Lisboa deixará de ser um centro de operações de voos comerciais para muitos destinos. Terá custos para o turismo e para a economia nacional. Terá custos para a integridade territorial. Terá custos políticos e diplomáticos na nossa relação com os PALOP. E não resulta de qualquer razão prática. Nem sequer resulta de qualquer proibição, vinda de Bruxelas, de capitalizar a empresa. O governo é que é mais papista do que o Papa. Resulta apenas de uma coisa: a agenda ideológica de Passos Coelho vale mais do que o interesse do País. É, no fundo, um resumo do que foram os três últimos anos.

Daniel Oliveira

Todos os argumentos que têm sido usados em defesa das privatizações se esgotaram. Os privados gerem melhor? Depois dos episódios da PT e do BES não há como continuar a alimentar este tipo de fantasias. Há bons e maus gestores, uns sérios outros não. No privado e no público. Precisamos do dinheiro? O encaixe que se espera é abaixo de ridículo. E já ultrapassámos largamente o acordado com a troika em recursos conseguidos com privatizações. A TAP dá prejuízo? Há cinco anos que o negócio de aviação dá lucro. O problema é o buraco da compra de uma empresa de manutenção no Brasil, em 2005, que merece atenção criminal. Como a impossibilidade de capitalizar a empresa e com as contas desequilibradas por este investimento a TAP não consegue crescer? Não é o que dizem o anúncio de mais de dez novas rotas e novos seis avisões. Parece que consegue.

 

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