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Expresso

Antes pelo contrário

Rage against the dying of the light

Por mais inevitável que tudo se apresente, é da condição humana fazer a sua própria história. E eu, como todos nós, faço parte desta história. Sempre recusei a ideia de que há os "políticos" e os outros e que o envolvimento cidadão implica uma carreira. Acredito que o arrojo não é inconciliável com o pragmatismo. E, por isso mesmo, só apoiarei projetos políticos que se proponham transformar a insatisfação em solução para o país. Como saberão pela imprensa, é o que estou a fazer neste momento. O meu compromisso com os leitores e com o "Expresso" continua o mesmo que sempre tive: pensar pela minha cabeça. Porque me envolvo? Porque, quando tudo parece perdido, me recuso a ir docilmente, sem clamar contra o apagar da luz que finda.

Daniel Oliveira

Em "Interestellar", um velho cientista recita repetidamente o famoso poema de Dylan Thomas: "Do not go gentle into that good night. Rage, rage against the dying of the light." Ao que parece, Dylan escreveu-o sabendo que o seu pai estava à beira da morte: "Assim, meu pai, do alto que nos deslinda me abençoa ou maldiz. Rogo-te todavia: Não vás tão docilmente nessa noite linda. Clama, clama contra o apagar da luz que finda." (Tradução do poeta brasileiro Augusto de Campos). No filme, o cientista caminha para morte numa história onde tempo ganha dimensões novas. O planeta e a humanidade precipitam-se para o seu fim. Mas ele não desiste, como todos temos sempre o dever de não desistir.

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