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Expresso

Antes pelo contrário

Por uma campanha de alfabetização de economistas, gestores e deputados

Toda a gente ficou maravilhada pelo conhecimento que vários deputados do "parliamentary committee of inquiry" ao BES exibiram sobre o mundo da banca e das finanças. Mas uma comissão parlamentar não é uma reunião de especialistas. É um momento de esclarecimento público. Dizer, para o País inteiro, que a "governance" de Ricardo Salgado nunca permitiria que o "ring fence" determinado pelo Banco de Portugal funcionasse é, para a maioria dos portugueses, mais ou menos o mesmo do que a missa em latim. Falar para ser entendido é uma das condição para transparência da democracia e do Estado. Nem que para isto tenhamos de voltar às saudosas campanhas de alfabetização. O português é rico em vocabulário. Usem-no, que ainda não paga IVA.

Daniel Oliveira

Os emigrantes com menor instrução são os que mais facilmente vão misturando a língua do seu país de origens com a do país de acolhimento. Porquê? Porque tendo, à partida, menos vocabulário disponível vão assimilando o que aprenderam tardiamente na língua do país onde vivem. Pelo contrário, os emigrantes ou estrangeirados mais instruídos tendem a separar de forma mais clara os vários idiomas e a usarem um ou outro conforme as circunstâncias em que se encontram. Essa é uma das razões pelas quais não consigo deixar de sorrir quando alguém, para exibir o seu nível cultural, usa palavras estrangeiras para as quais existem traduções praticáveis na sua língua materna. É sinal de uma de duas coisas: ou pouco conhecimento da língua portuguesa ou puro exibicionismo provinciano.

 

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