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Expresso

Antes pelo contrário

Pires de Lima, o politiqueiro das taxinhas

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Rui Moreira não descartou a possibilidade do Porto seguir o exemplo de Lisboa nas taxas para o turismo. Pires de Lima, que fez da guerra a estas taxas em Lisboa uma autêntica cruzada, recusou-se a comentar. Ou passou a concordar com as taxas e taxinhas e devia dividir essa sua conversão com o povo; ou as taxas são más em Lisboa e indiferentes no Porto; ou elas só eram importantes porque estavam a ser propostas pelo líder do principal partido da oposição. Com todas as discordâncias que tenho com Pires de Lima, achava, antes dele ser ministro, que era intelectualmente honesto. Este e outros episódios acabaram por revelar o pior dos politiqueiros.

Daniel Oliveira

Contra a opinião geral, defendi, com alguns acertos - que acabaram por acontecer - a taxa para entradas e dormidas de turistas, decidida pela Câmara Municipal de Lisboa. Como sabe qualquer morador em Lisboa, o aumento exponencial do turismo na capital tem um impacto brutal na cidade. Positivo, claro. É dinheiro que entra, são postos de trabalho, é comércio que não só sobrevive como prospera. E negativo. É a expulsão de gente da cidade, é um aumento de preços em algumas zonas, é a confusão em e é, em geral, um maior desgaste da cidade e uma exigência acrescida de recursos públicos. Esses recursos são, em grande parte, camarários. Enquanto grande parte dos impostos coletados à atividade turística vão para o poder central. A começar pelo exorbitante IVA.

 

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