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Expresso

Antes pelo contrário

O que interessa em alianças de governo? As políticas

A austeridade é o caminho ou temos de mudar os custos com a dívida e os limites do Tratado Orçamental? As políticas de emprego passam pela precariedade e redução de custos do trabalho ou pela qualificação da economia? Estamos disponíveis para continuar a destruir o Estado Social para o "salvar" ou ele é um compromisso que tem prioridade sobre os outros? A nossa integração europeia faz-se pela obediência ou é desafiante? Só se pode fazer um debate sério sobre alianças de governo a partir de grandes perguntas como estas, que se desdobram em acordos sobre políticas concretas. Acrescentando-lhe a intransigência face à captura do Estado por interesses privados, o mais difícil na relação com os partidos do bloco central. Se for para negociar lugares, já chega CDS.

Daniel Oliveira

Um dos assuntos principais, para os jornalistas, do congresso do PS, foi a política de alianças. Mas na imprensa e para os comentadores ela teima em aparecer sem conteúdo político. Naquilo em que evoluiu, no que é omisso e no que é esquivo, o conteúdo programático ainda difuso do discurso de António Costa, muito mais do que diz sobre as alianças propriamente ditas, deixa algumas pistas, mas ainda pouco claras. E é isso, e não a mera aritmética que obriga ou não a alianças, que interessa neste debate.

 

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