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Expresso

Antes pelo contrário

Mediterrâneo: em vez da fronteira, o centro

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A solução para o envelhecimento e decadência cultural da Europa está nos imigrantes que deixamos naufragar ao largo da nossa costa. Manter a Europa como uma fortaleza não é apenas inviável. Fará definhar este continente dominado pelo medo. Destruir as embarcações que estes homens, mulheres e crianças usam para atravessar o Mediterrâneo não travará quem corre todos os riscos para fugir à miséria, à guerra e à morte. A resposta é a contrária: construir uma Comunidade Económica Mediterrânica. Em vez de uma fronteira, de uma vala comum para gente com esperança, um centro económico, cultural e político.

Daniel Oliveira

Os 900 náufragos que morreram este fim-de-semana são "apenas" um momento mais impactante, pelo número e pelas circunstâncias. Mas os episódios são tantos que rapidamente voltaremos à rotina que não cabe nas notícias. Quando isso acontecer os líderes europeus voltarão às suas vidas, deixando aos países do sul da Europa a responsabilidade de lidar com a catástrofe humanitária que nos está a bater à porta.

 

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