Siga-nos

Perfil

Expresso

Antes pelo contrário

Madeira: o último dia da boçalidade

  • 333

É impressionante como os abusos de poder de um homem sem qualquer qualidade intelectual, que fez da exibição da sua boçalidade uma arma política, marcou negativamente a imagem da Madeira. Como a generalidade dos continentais resumem a ilha a isso. Durante 40 anos Alberto João Jardim foi uma espécie de lembrete da nossa inexperiência democrática. No entanto, a partida sem glória de um Jardim ressentido e azedo, esquecido pelos seus próprios companheiros de partido, também é uma lição. Sem poder, as tiradas de Alberto João Jardim apenas provocam o encolher de ombros de quem ouve a mesma e estafada piada. Pelo menos no estilo, domingo foi o primeiro dia do resto da vida da Madeira. Para a carreira política de Alberto João Jardim foi o último.

Daniel Oliveira

Há coisas que não vão mudar na Madeira. E não vão mudar porque só mudariam se ali passasse a vigorar o mínimo (mas não o suficiente) para que a democracia funcione: a alternância no poder. Continuará a vigorar na Madeira o regime que o México conheceu durante anos: o Estado confunde-se com o partido e é no partido que se decidem os líderes e as mudanças políticas. Um regime que, esvaziando o papel da oposição e asfixiando a sociedade civil, está condenado à corrupção e ao tráfico de influências. Não é exclusivo, no País, da Madeira. Mas na Madeira atinge proporções extraordinárias.

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI