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Expresso

Antes pelo contrário

Lições madeirenses

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A Madeira é um microclima político disfuncional. Mas há duas lição que servem para todos. A primeira é que não basta ser oposição para ser alternativa. O trágico resultado da coligação do PS, em que os partidos que a compõem passam para menos de metade da percentagem que tiveram em 2011 (em votos a queda ainda é maior) e a descida do CDS provam-no. A segunda é que não basta a multiplicação de votos de protesto para mudar as coisas. É preciso que haja uma alternativa de poder credível para que as pessoas se mobilizem. Na Madeira, não foram votar. E os que foram, apesar da descida do PSD, fizeram-no, como se vê pelos resultados, sem qualquer esperança de mudar seja o que for.

Daniel Oliveira

O Partido Socialista, aliado ao partido dos animais, ao que Marinho Pinto traiu uma semana depois de chegar ao Parlamento Europeu e ao que serve de barriga de aluguer de Joana Amaral Dias, teve o mais calamitosa derrota de que há memória na Madeira. Com 6 deputados eleitos e 11,4% dos votos, foi o pior resultado de sempre do PS. Sim, é verdade que já em 2011 o PS ficara-se pelos 11,5% e atrás do CDS. Mas nessa altura concorreu sozinho e teve 17 mil votos. Agora concorreu com mais três que, juntos, tiveram, em 2011, 23,5%. A coligação Mudança (PS-PTP-PAN-MPT) teve 11,4% e 14 mil votos. Bem abaixo do PS sozinho, bem abaixo do CDS (13,7%) e apenas mais 1% do que o movimento de cidadãos Juntos pelo Povo.

 

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