Siga-nos

Perfil

Expresso

Antes pelo contrário

Jornalismo de porteiro, jornalismo de estafeta

Se o jornalismo se limita a publicar acriticamente informações de investigações que não são suas sem fazer as suas deixa de cumprir uma das suas principais funções: fiscalizar todos os poderes, incluindo o poder judicial. Isto serve para os processos de Sócrates, Duarte Lima, BPN, Maddie, Casa Pia ou qualquer outro. Se faz esperas a pessoas à entrada de prisões para diretos diários sem qualquer valor informativo transforma o seu trabalho num espetáculo. O jornalista estará algures entre o estafeta e o porteiro. Profissões dignas mas que não merecem de tratamento especial constitucionalmente garantido.

Daniel Oliveira

Já me perdi com a quantidade de notícias contraditórias que, em pouco mais de uma semana, já saíram sobre um processo de José Sócrates. Um processo que continua, segundo sei, em segredo de justiça. Em praticamente todos os casos, apontando para a culpabilidade de Sócrates ou para a falta de elementos que permitam ultrapassar os meros indícios, não estamos perante investigações feitas por jornalistas. Estamos perante informações dadas por uma parte do processo. Para quem lê isto pode parecer um pormenor. Para o jornalismo é toda a diferença.

 

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI