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Expresso

Antes pelo contrário

Escândalos para a troca

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Com o PSD preso à sua retórica sobre o sucesso do ajustamento e o PS imobilizado pela sua incapacidade de se comprometer, o que sobra para os próximos sete meses são os casos. A gafe do Costa resulta na segurança social de Passos que resulta na contribuição autárquica de Costa que resulta nas execuções fiscais a Passos, acabando sempre tudo em Sócrates. Queremos aproveitar os próximos meses para debater o nosso futuro enquanto País ou viveremos em indignação permanente, submersos em trocas de escândalos? Devíamos aproveitar cada tema, incluindo até o das dívidas ao Estado, que esmagam a vida de milhares de pessoas sem recursos que, por exemplo, veem as suas casas penhoradas, para revelar a tragédia escondida e apresentar soluções para ela.

Daniel Oliveira

Estamos a sete meses das eleições. A festa da retoma e da boa execução do programa de "ajustamento" é privada. Ninguém, fora do governo e do seu circulo de apoio, acredita nela. Na realidade, Passos Coelho não tem nada para dizer para além de exibir indicadores medíocres e falar de juros, única coia que realmente melhorou. No fim, pode dizer que tem juros mais baixos. Tem ele e toda a Europa e é improvável que isso tenha alguma coisa a ver com a passagem da troika em Portugal. A generalidade dos indicadores sociais e económicos que contam não correspondem às promessas feitas por quem achava que se devia ir mais longe do que a troika. O comportamento de Passos Coelho, durante as negociações do Eurogrupo com a Grécia, são a demonstração do desespero de um governo sem discurso. E do sério risco de, como se viu nas reações às declarações de Junker, ficar cada vez mais isolado na Europa.

 

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