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Expresso

Antes pelo contrário

E se a Europa não aceita, Costa come e cala?

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"Como se tem visto, não é possível construir soluções nacionais de forma unilateral, nem em conflito com a Europa e com as instituições europeias", disse António Costa. O que se tem visto é que não é possível construir soluções nacionais de forma multilateral e em acordo com a Europa com as atuais instituições europeias. Costa não diz apenas que quer procurar aliados na União para um qualquer programa alternativo ao da austeridade. Com isso concordo eu e concordou Varoufakis. Diz que não entrará em conflito com as instituições europeias se estas recusarem qualquer travão à austeridade. O que, na prática, faz os seus compromissos eleitorais dependerem de vontades que lhe são completamente estranhas e que ele não pretende, de forma alguma, contrariar.

Daniel Oliveira

Manuel Valls lidera, com François Hollande, aquela que consensualmente é considerada a mais decepcionante mudança política na Europa dos últimos anos. Lidera um dos mais impopulares governos europeus, responsável pelo crescimento da extrema-direita xenófoba. Assumiu, na agenda social, quase todas as convicções políticas da direita liberal e na agenda securitária e de imigração muito da agenda da extrema-direita. Perante o primeiro-ministro francês, António Costa declarou: "somos amigos e socialistas". Até aqui, nada de mal. A diplomacia e as boas relações com partidos congéneres obrigam a mentiras caridosas. Saberá António Costa que nem o próprio Valls se considera bem um socialista. De tal forma que até já propôs que o seu partido mudasse de nome, para acabar com uma esquerda "saudosista" e abrir o partido ao centro.

 

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