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Expresso

Antes pelo contrário

Cuba livre

É provável que, graças ao novo congresso dominado por republicanos, o restabelecimento de relações entre EUA e Cuba não resulte no fim do anacrónico embargo. É provável que o velho hábito de tratar os vizinhos como satélites não desapareça. É provável que os líderes radicais da comunidade cubana em Miami consigam, durante mais algum tempo, levar a Casa Branca a tomar as mesmas estúpidas decisões que a conduziram ao descalabro da Baia dos Porcos. Mas o tempo acabará com este embargo, que nunca teve como objetivo defender a democracia. E isso será o princípio do fim da ditadura castrista. Porque deixará de ter um álibi para a sua incompetência. Porque, para os patriotas cubanos, a luta pela democracia deixará de ser confundida com traição.

Daniel Oliveira

O Papa Francisco foi uma das poucas boas notícias a que o mundo teve direito nos últimos anos. Não apenas por o que diz, mas também pela coragem do que faz. Desta vez foi através da sua mediação que se começou um processo de normalização de relações entre Cuba e os Estados Unidos. Ainda não é o fim do embargo. Mas é o restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países. É um salto de gigante fundamental para os cubanos e para toda a América Latina. Um passo para pôr um ponto final à lógica que levou os EUA a porem e disporem regimes, fossem eles democracias ou ditaduras.

 

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