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Expresso

Antes pelo contrário

Comércio justo e a decadência do ocidente

A decadência económica do ocidente, motor do capitalismo e da sua globalização, é também a decadência dos movimentos alternativos a esse capitalismo e a essa globalização. Mesmo alternativas moderadas e internas ao próprio capitalismo, sejam elas o Estado Providência ou movimentos ambientalistas e de "comércio justo". O consumo consciente e a defesa de adquiridos sociais nunca foram tão necessários. Mas a fé de que é possível os cada vez mais depauperados cidadãos europeus e norte-americanos moderarem a pulsão destruidora do capitalismo faz cada vez menos sentido.

Daniel Oliveira

Desde os anos 50 que a degradação dos termos de troca faz parte do debate político e económico e motiva movimentos sociais. E desde então o tema do comércio justo foi ganhando terreno, quase sempre ligado a microiniciativas. Das tradicionais contradições sociais, entre empregador e trabalhador, credor e devedor, produtor e consumidor, a conflitualidade social tendeu, aos olhos de muitos, a deslocar-se da primeira para a última. Até que a ideia de que o consumidor poderia tornar-se num ator político passou a ser dominante. Pelo menos poderia sê-lo nos países do "primeiro mundo", motor económico do planeta.

 

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