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Expresso

Antes pelo contrário

BPN ao contrário

É interessante comparar a comissão de inquérito do BES com a do BPN. Na altura, o grande objetivo do CDS e do PSD era avaliar o trabalho feito pelo Banco de Portugal e pelo seu governador Vítor Constâncio. O PS queria concentrar o seu fogo nos crimes cometidos pelo banqueiro. Agora invertem-se os papéis. Isto apesar do Banco de Portugal ter, neste caso, um papel muitíssimo mais ativo e relevante na péssima solução encontrada. A pouca insistência dos deputados chegou para que Carlos Costa libertasse correspondência e Cavaco Silva se visse obrigado a responder publicamente. Imaginem se se tivessem concentrado no que mais nos interessa: a ligação do BES ao regime e onde falharam os organismos públicos antes, durante e depois das ruinas da "pavorosa" gestão do BES nos caírem em cima.

Daniel Oliveira

Uma forma de destruir um profissional é dar-lhe tanto trabalho até que ele se torne irremediavelmente incompetente em alguma das suas funções. Uma das melhores formas de destruir uma investigação ou inquérito dar-lhe um âmbito tão vasto e tantos objetivos que tudo se perca numa nublosa. Se noutras idas à comissão parlamentar de inquérito isto foi menos visível, foi evidente na ida de Ricardo Salgado. O que lhe facilitou a vida a ele e a qualquer um que possa temer a verdade.

 

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