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O PCP apoia mafiosos que são iguais à direita?

Um partido político pode, num vídeo, associar um governo a uma família de mafiosos. Um partido político também pode viabilizar durante quatro anos um governo com o qual tem várias discordâncias. O que não pode é fazer as duas coisas em simultâneo com o mesmo governo

Em mais do que um texto critiquei a posição do governo no acordo laboral. Usei até expressões tão duras como “traição”. Ao acrescentar, no acordo com os patrões, o aumento de 15 para 35 dias dos contratos de muito curta duração (que estão isentos de quase todos os deveres que existem noutros contratos), ao passar de 90 para 180 dias o período experimental para jovens à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração (criando um novo buraco por onde tudo vai passar) e ao aplicarem a taxa de rotatividade apenas a quem tenha precariedade acima da média do sector (instituindo como normal níveis de precariedade que em alguns sectores são de 60%) o governo torpedeou o que andou a negociar com o BE durante um ano e meio.

Compreendo a irritação do Bloco de Esquerda. E, tendo em conta que nem sequer foi reposto o que a troika tirou, concordo que PCP e BE façam deste tema um cavalo de batalha. Mas, no meio de tudo isto, não podemos perder o tino. O PCP fez um vídeo, que publicou nas redes sociais, onde sublinha todas estas contradições do governo. Certíssimo. O que não está certíssimo é ter, a abrir esse vídeo, uma imagem do “Padrinho” (tendo em baixo as imagens de António Costa, António Saraiva, Assunção Cristas e Rui Rio) e acompanhar a música do filme sobre os Corleone.

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