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O mundo numa gruta

Aqueles miúdos conseguiram prender a nossa atenção e com isso conquistaram o lugar de pessoas e não apenas de notícias. Estamos todos, em quase todo o mundo, a ver o mesmo, a sentir o mesmo, a esperar o mesmo. Há nestes momentos um reencontro com a natureza humana que transcende todas as nossas outras condições

Houve um tempo em que um telejornal fazia um país. Um telejornal e uma novela. Víamos todos as mesmas coisas e no dia seguinte falávamos todos das mesmas coisas. E isso dava-nos a consciência viva de fazermos parte de uma mesma comunidade. O que no tempo dos meus avós acontecia na aldeia ou no bairro, com os seus pequenos dramas, alegrias e inconfidências contadas no barbeiro, no cabeleireiro ou na igreja, passou para o país, na televisão e na rádio. Depois vieram as televisões privadas e as coisas mudaram. Já não víamos exatamente o mesmo. Até que veio a internet e esse mundo morreu. Morreu mesmo? Não. Ficou apenas ainda mais pequeno.

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