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A overdose socrática

É tão fácil acreditar na coincidência desta overdose noticiosa, no mesmo mês, envolvendo governantes do PS como na história de que o dinheiro que Carlos Santos Silva dava a Sócrates era apenas a demonstração de uma enorme amizade

Não tenho suspeitas sobre qualquer agenda política nas investigações do Ministério Público e da Polícia Judiciária. Quem acredita que um poder centralizado da Procuradoria-Geral da República pode decidir quem é e não é investigado é quem, na última semana, regressou à tese de que Pinto Monteiro impediu que Sócrates fosse investigado. Uma tese estranha quando casos como os do Freeport foram investigados e nenhum deles foi recuperado depois de Joana Marques Vidal tomar posse. A ser verdade que foi graças a Passos Coelho, que propôs o nome de Joana Matos Vidal, que se chegou a uma acusação contra José Sócrates, estaríamos perante uma grave suspeita sobre a procuradora. Vinda de quem a pretende instrumentalizar no combate político. Uma suspeita que não acompanho. A função da PGR não inclui o seu envolvimento direto no andamento dos processos. E estou seguro que não o faz.

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