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As primeiras vítimas de um mitómano estão ao seu lado

Aos poucos que, no PS, querem manter o partido amarrado a Sócrates fica um conselho: leiam o texto de Fernanda Câncio. Acabou

Sendo jornalista e comentador, conheci José Sócrates como conheço António Costa ou conheci Mário Soares e Jorge Sampaio, só para me ficar por antigos líderes do PS. Nunca fui seu amigo, admirador ou sequer eleitor. Tive por ele, para além do natural interesse político que é inerente à minha atividade profissional, uma curiosidade quase literária. É uma personagem excessiva e trágica que, de um ponto de vista desapaixonado, sempre achei perversamente interessante. E continuo a achar. Mas conheço muitas pessoas que foram amigas de José Sócrates. Algumas delas muito próximas. Pessoas que o apoiaram, incluindo quando ele já estava cercado. Como escrevi ontem, são, naturalmente, as pessoas que conheço que se sentem mais traídas.

De todas elas, a que sempre esteve numa posição mais difícil foi Fernanda Câncio. Porque nunca aceitou que a sua vida pessoal fosse comentada e ela foi devassada até ao mais ínfimo pormenor, muito para além do que se relacionava com o processo judicial. Porque nunca se furtou a nenhum combate e isso é, na nossa sociedade machista, imperdoável numa mulher. Porque há combates, reconheço, que provavelmente poderia ter evitado. Não me espanta, no entanto, que venha dela O TEXTO mais claro sobre as razões pelas quais Sócrates deve ser condenado moralmente, independentemente da questão criminal. Sobretudo por aqueles a quem mentiu durante anos.

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