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Não se enganem: as pessoas não estão a ser enganadas

Podem continuar a procurar em todo o lado, do Facebook ao politicamente correto, da Fox News aos refugiados. Estarão a fugir do essencial. E compreende-se a fuga. Ignorar as causas sociais e económicas é a única forma de não pôr em causa o pensamento dominante. Quando movimentos antissistémicos crescem não é porque as pessoas estão a ser enganadas. É porque há um problema no sistema

Quando foi o Brexit a explicação veio rápida: era a xenofobia e a imigração. Bastava ouvir os argumentos do “leave” para o concluir. As mentiras que enganaram os eleitores. E eram os velhos, temerosos da mudança e do exterior, contra os jovens, generosos e abertos ao risco. Claro que para acreditar nisto era preciso ignorar que foi onde não há estrangeiros que o “leave” conseguiu os melhores resultados e que foi em Londres que teve os piores. E ignorar que se há coisa que não é nova no Reino Unido é a imigração. Não tão antiga como as mentiras em campanha e como a existência de velhos que temem o futuro e o exterior. Mas, ainda assim, bastante antiga.

Quando Trump venceu eram também os imigrantes. E o terrorismo, claro. Mais o politicamente correto, a que os norte-americanos, cansados, reagiam. E a Fox News, que os intoxicava. Os imigrantes também não são uma novidade nos EUA. São tão pouco que até parece que o país é quase exclusivamente composto pelos seus descendentes. Quanto ao politicamente correto, além de ter dúvidas que afete grandemente os operários e rurais que deram a vitória a Trump, dominava o discurso da esquerda quando Obama ganhou e reganhou. Assim como a Fox News dominava a comunicação social.

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