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Os quatro erros do PT

Em 13 anos de poder, o PT manteve intacto tudo o que o condenaria: uma economia de subdesenvolvimento, as redes de corrupção, um sistema político e eleitoral que convida ao tráfico político e a única liderança carismática do partido. Nada disto lhe retira o mérito de ter dirigido o governo que mais mudou a vida dos brasileiros. Mas serve de lição: é preciso mais do que distribuir melhor a riqueza

Tenho escrito sobre o que considero ser um movimento de subversão da democracia brasileira, com atropelos constantes e não apenas caóticos às regras mais básicas do Estado de Direito. Tenho tentado deixar clara a natureza classista desta ofensiva, agora que, com a crise, chegou o momento de distribuir sacrifícios. E tenho defendido que o destino deste processo será o colapso da jovem e frágil democracia, na qual um sistema judicial que aceitou ser tomado pelos confrontos políticos desempenha um papel central.

Tudo o que vou escrevendo pode ser lido como uma posição pró-PT ou “lulista”. Puro engano. Não escondo, seria escusado esconder, a minha simpatia política por alguns sectores do Partido dos Trabalhadores, curiosamente aqueles que menos têm sido atingidos por escândalos e que mais cedo se distanciaram de algumas escolhas feitas por Lula e Dilma. Não escondo que, na ofensiva que a agressiva elite económica tem lançando contra o poder eleito – fortemente ajudada pelos militares por grandes grupos de comunicação historicamente descomprometidos com os ideias democráticos –, tenho um lado claro. Mas isso não me leva a ter uma visão maniqueísta da realidade brasileira. O Partido dos Trabalhadores está a colher o que semeou.

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